terça-feira, 4 de setembro de 2018

O mercado de panificação e pastelaria industriais cresceu perto de 4% em 2017


Evolução do Mercado


  • O mercado de panificação e pastelaria industriais registou um crescimento de 3,8% no ano 2017. Desta forma, o valor das vendas em Portugal situou-se em 675 milhões de euros, face aos 650 milhões do exercício anterior.
  • Importa assinalar a favorável evolução do segmento de massas congeladas, que estão a substituir os produtos tradicionais dos segmentos de panificação e bolos, nomeadamente no canal de hotelaria e restauração. No exercício de 2017 o mercado de massas congeladas registou um crescimento de 5,1%, ligeiramente superior ao dos anos anteriores, alcançando um valor de 205 milhões de euros.
  • Relativamente ao comércio externo, as exportações totais do setor atingiram 218 milhões de euros em 2017, mais 6,9% do que no ano anterior, no qual contabilizaram 204 milhões. Espanha constitui o principal destino das vendas para o exterior, assumindo uma quota de 40% sobre o total. O valor das importações, situou-se em 329 milhões de euros, mais 4,1% do que em 2016. Espanha destaca-se também como o principal país de origem, com cerca de 65% do total.

Estrutura da oferta

  • No setor de panificação e pastelaria industriais operavam no fim de 2016 cerca de 6.200 empresas. Estas geravam um volume de emprego de perto de 25.000 trabalhadores.
  • As regiões Norte e Centro concentram o maior número de empresas de panificação, com 1.469 e 1.384 empresas, respetivamente, reunindo de forma conjunta 70% do total.
  • O setor apresenta um alto grau de atomização, com predomínio das empresas de reduzida dimensão. Assim, mais de 80% dos operadores têm um quadro de pessoal abaixo de 10 empregados, e só 8 empresas contam com mais de 250 trabalhadores.
Dados Gerais, 2017



sexta-feira, 3 de agosto de 2018

O negócio da gestão de lugares de estacionamento em Espanha e Portugal cresceu 3,8% em 2017


Evolução do Mercado


  • A faturação no setor do estacionamento em Espanha e Portugal em 2017 ascendeu a 1145 milhões de euros, mais 3,8% face a 2016. Nesse ano, mercado espanhol, representava 89% do total ibérico, cresceu 3,0%, para 1020 milhões de euros, enquanto o mercado português aumentou 10,6%, para 125 milhões de euros.
  • Num contexto de melhoria da conjuntura económica e do mercado de trabalho, e de acréscimo do volume de tráfego em veículos privados, prosseguiu a tendência de crescimento do negócio retomada em 2015, tudo apontado para que se mantenha a curto e médio prazo. Assim, é expectável que em 2018 o volume de negócios agregado dos operadores dedicados a esta atividade atinja 1185 milhões de euros, 3,5% mais face ao ano anterior.
  • O número de lugares de estacionamento nos dois países era de 1 815 000 milhões no final de 2017.
  • O negócio de aluguer de lugares de estacionamento em estrutura gerou 811 milhões de euros no mercado ibérico, 4,4% mais do que em 2016, enquanto o da gestão de lugares de estacionamento regulado à superfície cresceu 2,5%, para 334 milhões.

Estrutura da oferta

  • O mercado ibérico de gestão de lugares de estacionamento, estava composto em 2017 por cerca de 1070 empresas de grupos de empresas, das quais 820 em Espanha e 250 em Portugal. No conjunto, incluindo tanto o estacionamento em estrutura como o regulado à superfície, exploravam um total de 1 815 000 lugares de estacionamento, dos quais 1 510 000 em Espanha e 305 000 em Portugal.
  • Verifica-se um alto grau de concentração da oferta setorial. As cinco maiores empresas detinham em 2017 uma quota global que rondava os 52% no conjunto do mercado ibérico.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Prolongamento da tendência crescente da produção e do mercado de embalagens de plástico


Evolução do Mercado


  • O valor da produção de embalagens de plástico situou-se no ano 2017 em 680 milhões de euros, mais 5,6% do que em 2016, num enquadramento de expansão das vendas no mercado interno.
  • O balanço comercial apresenta um saldo negativo, o qual aumentou para 30 milhões em 2017, face a 26 milhões de euros no ano anterior. Em 2017 as exportações alcançaram 207 milhões de euros, mais 5,1% do que em 2016, enquanto as importações aumentaram 6,3% até 237 milhões.
  • Espanha é, com grande diferença sobre os restantes, o mercado externo mais importante para as empresas portuguesas, com uma quota sobre o valor das exportações totais de cerca de 45% em 2017. Angola ocupa a segunda posição, com uma participação de 16,4%. Quanto à origem das importações, destaca-se Espanha, de onde provém quase 60% do valor total, à frente da Alemanha e França.

Estrutura da Oferta

  • Depois da queda registada em 2015, o número de empresas fabricantes de embalagens de plástico cresceu em 2016, situando-se em 158, mais quatro operadores do que no ano anterior, ainda que longe dos 195 que estavam operacionais em 2004.
  • Relativamente ao volume de emprego, o período 2014-2016 tem aumentado as taxas anuais de cerca de 3-4%, até se situar em 3.661 no último ano, embora abaixo do máximo registado em 2008.
  • Cerca de 60% das empresas emprega menos de 10 pessoas, situando-se o quadro de pessoal médio por empresa para o conjunto do setor em 2016 de 23 empregados. Por sua vez, só 22 fabricantes, menos de 14% do total, empregam mais de 50 pessoas.
Dados Gerais, 2017

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Mantém-se o crescimento da faturação no setor de alimentos congelados, apesar da queda das exportações


Evolução do Mercado


  • O valor global da faturação no setor de alimentos congelados tem mantido nos últimos anos uma tendência de crescimento, associada ao dinamismo das vendas para o exterior. Em 2017 manteve-se a tendência embora o ritmo se tenha atenuado com a queda das exportações.
  • Neste sentido, no ano 2017 as exportações atingiram 455 milhões de euros, o que supôs menos 7,7% do que em 2016 e alterando a tendência crescente iniciada em 2010. As importações, registaram uma taxa de crescimento de 2,5%, até aos 974 milhões de euros.
  • Neste contexto, o défice da balança comercial voltou a crescer significativamente, passando de 457 milhões de euros em 2016 para 519 milhões em 2017, o maior valor desde 2008.
  • Espanha mantém-se como o cliente mais importante para as empresas do setor, assumindo uma quota sobre as exportações totais de 41% em 2017. As vendas portuguesas em Espanha caíram 6,0%, até aos 188 milhões de euros. destaca-se o forte crescimento das exportações para o Brasil, (+31,1% em 2017), convertendo-se no principal destino fora da União Europeia.

Estrutura da Oferta

  • A maioria das empresas no setor de alimentos congelados são de pequena dimensão, sendo que 28 tinham em 2016 um quadro de pessoal superior a 50 trabalhadores e unicamente três empregavam mais de 250 pessoas.
  • Os distritos de Lisboa, Porto, Braga e Viseu reúnem grande parte das principais empresas do setor. Metade das 40 maiores empresas em termos de receitas totais estão sediadas num destes quatro distritos.
  • O volume de emprego deste grupo de 40 principais empresas era em 2016 de 5.951 trabalhadores, mais 6% do que em 2015, ano no qual experimentara um crescimento de 9,1%.

Dados Gerais, 2017

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Forte crescimento do comércio externo de frutas e produtos hortícolas em 2017


Evolução do Mercado


  • A produção global portuguesa de frutas e produtos hortícolas situou-se em 2016 em 3,4 milhões de toneladas, menos 7,2% do que no exercício anterior, com um valor de 2.214 milhões de euros (-2,2%). Nesse ano os produtos hortícolas assumiram pouco mais de metade do valor total da produção. Para 2017 estimou-se um aumento do valor da produção global de 1,6%, até se situar à volta de 2.250 milhões de euros.
  • O setor mostra uma tendência de crescente abertura ao exterior, sendo que depois de um suave crescimento registado em 2016 (+2%), em 2017 as exportações cresceram 26%, com um valor de cerca de 771 milhões de euros, mais do dobro do que em 2011. Em 2017 aumentaram também as importações, até aos 853 milhões de euros, mais 11% do que em 2016, exercício no qual cresceram 22%.
  • Espanha é o primeiro país de destino das exportações, assumindo uma quota sobre as exportações totais à volta de 40% em 2017. também se destacam a Polónia, a França, a Holanda, o Reino Unido e a Alemanha, com participações respetivas sobre o total nesse exercício de 8-10%. Espanha conta ainda com uma participação nas importações sobre o valor total, de cerca de 60% em 2017.

Estrutura da Oferta

  • O setor da produção de frutas e produtos hortícolas em Portugal está integrado por cerca de 18.300 empresas, que geram um volume de emprego aproximado de 30.000 trabalhadores, o que reflete a elevada atomização da oferta.
  • Relativamente à comercialização grossista, no setor operam cerca de 2.000 empresas, que geraram um volume de emprego de pouco mais de 10.600 trabalhadores em 2016. A este nível predominam também as sociedades de tamanho reduzido, sendo que cerca de 90% contam com um quadro de pessoal inferior a 10 trabalhadores e só perto de 30 empregam mais de 50 pessoas.
  • A superfície destinada ao cultivo de frutas e produtos hortícolas em Portugal manteve-se em 2016 em cerca de 125.000 hectares, menos 0,7% do que no exercício anterior. Pelo tipo de produtos, 41% da superfície total correspondeu aos frutos não cítricos, 16% aos frutos cítricos e 43% ao produtos hortícolas.

Dados Gerais, 2017





sexta-feira, 15 de junho de 2018

Evolução positiva do mercado de medicamentos em 2017


Evolução do Mercado


  • O volume de negócio da distribuição grossista de produtos farmacêuticos manteve nos últimos anos uma tendência de ligeiro crescimento. Assim, as receitas agregadas de 38 das principais empresas situaram-se em 2016 em 2.085 milhões de euros, mais 0,5% do que no exercício anterior. Para 2017 estimou-se um acréscimo semelhante da faturação agregada, até aos 2.100 milhões de euros.
  • Por sua vez, o valor do mercado de medicamentos cresceu cerca de 2% em 2017 até aos 2.575 milhões de euros, após as taxas de 3.9% e 1,6% contabilizadas em 2015 e 2016, respetivamente.
  • Em termos de número de embalagens comercializadas, observa-se um crescimento ligeiramente inferior no período 2015-2017, o que reflete a tendência de aumento dos preços.

Estrutura da oferta

  • No setor de distribuição grossista de produtos farmacêuticos predominam os pequenos operadores, de forma que só oito empregam mais de 50 trabalhadores e somente dois têm um quadro de pessoal acima de 250 empregados.
  • No ano de 2016 quebrou-se a tendência descendente do emprego setorial registada em anos anteriores. Assim, o quadro de pessoal agregado de 29 das principais empresas atingiu 1.535 trabalhadores, mais 4,1% do que em 2015.
  • Do ponto de vista geográfico, percebe-se uma notável concentração da oferta no distrito de Lisboa, no qual estão sediadas 17 das 40 empresas de maior dimensão, pouco mais de 40%, situando-se atrás dele o Porto, com 20%.

Dados Gerais, 2017

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Mantém-se o crescimento anual do volume de negócios dos estabelecimentos hoteleiros acima de 15%


Evolução do Mercado


  • O volume de negócio agregado de hotéis, estalagens, apart-hotéis, motéis, pensões, pousadas, aldeamentos turísticos e apartamentos turísticos manteve um notável dinamismo no período 2014-2017, crescendo a taxas anuais acima de 15%, alcançando 3.620 milhões de euros no último ano (+16,6%), sustentado com o bom desempenho da procura portuguesa e estrangeira.
  • O número de hóspedes superou 20,6 milhões em 2017, registando um crescimento de 8,9% face a 2016, enquanto as dormidas se elevaram a cerca de 57,5 milhões, mais 7,4% do que no ano anterior. Importa assinalar que o número de hóspedes nos hotéis cresceu quase 10%, até aos 16,1 milhões.
  • As dormidas de residentes em Portugal cresceram 5,2%, até aos 15,9 milhões, representando 27,6% do total. Em 2017 nomeadamente, destacou-se o notável aumento das dormidas da população estrangeira, situado em 11,5%, sobressaindo as correspondentes a residentes dos Estados Unidos (+21,2%), Polónia (+20,4%) e França (+18,5%). Os britânicos mantiveram-se em 2017 como os clientes estrangeiros mais importantes, assumindo 16,1% das dormidas totais.

Estrutura da oferta

  • A capacidade hoteleira em Portugal incrementou em 2017. Assim, considerando hotéis, estalagens, hotéis-apartamentos, móteis, pensões e pousadas, o número total de camas aumentou cerca de 5%, atingindo cerca de 381.000, enquanto que o número de estabelecimentos teve um aumento de cerca de 11%, até alcançar 4.805 nesse ano.
  • 52,9% do total de camas em 2016 correspondiam a hotéis, seguindo-se as estalagens, motéis e pensões (20,8%), os apart-hotéis (11,6%), os apartamentos turísticos (8,8%), os aldeamentos turísticos (5%) e as pousadas (0,9%).
  • Do ponto de vista geográfico, observa-se uma notável concentração da atividade setorial nas zonas do Algarve, na qual se localizam cerca de 33% das camas, e Lisboa, com cerca de 20%.

Dados Gerais, 2017