terça-feira, 7 de novembro de 2017

Faturação do setor de catering chega aos 600 milhões em 2017


Evolução do Mercado


  • Em 2016 a faturação do setor de catering registou um crescimento de 4,5 face ao ano anterior, chegando aos 580 milhões de euros, tendência que se mantém em 2017.
  • No setor opera um elevado número de empresas de pequena e média dimensão, a par de um grupo reduzido de grandes empresas, entre as quais se destacam filiais das multinacionais principais.

Estrutura da Oferta

  • A retoma da procura privada, as menores restrições na despesa pública e a maior atividade económica favoreceram o crescimento da faturação do setor de catering em 2016. Assim, nesse período, o volume de negócios situou-se em 580 milhões de euros, mais 4,5% face a 2015.
  • Por segmentos de atividade, a restauração coletiva representa a maior fatia do volume de negócios setorial, com um peso ligeiramente superior a 78% do total em 2016. A faturação gerada neste segmento de atividade aumentou 4,1% nesses ano, para 455 milhões de euros.
  • Pelo seu lado, as receitas agregadas pela prestação de serviços de catering para o setor de transporte registaram um aumento de 8,8% em 2016, num contexto de forte subida do tráfego de passageiros nos aeroportos portugueses. O volume de negócios neste segmento ascendeu a 74 milhões de euros, tendo aumentado o seu pelo no conjunto do setor para 12,8%.
  • No que refere ao catering para eventos, cuja evolução depende em grande medida do comportamento do consumo privado, em 2016 a sua faturação registou um crescimento moderado, situando-se em 51 milhões de euros (+2%).
  • Num contexto macroeconómico favorável, as previsões a curto prazo apontam para um aumento adicional do valor do mercado de catering, consolidando assim a tendência de crescimento iniciada em 2016. No final de 2017 prevê-se um crescimento do volume de negócios setorial entre os 3% e os 4%, o que teria como resultado um valor na ordem dos 600 milhões de euros.
  • Em 2015 o setor estava composto por 1134 empresas, as quais empregavam cerca de 17 900 trabalhadores. Após vários anos de diminuição, o número de empresas em atividade aumentou no biénio 2014-2015.
  • A estrutura da oferta caracteriza-se pela existência de um elevado número de empresas de pequena e média dimensão, que operam a par de um grupo reduzido de grandes empresas, entre as quais se destacam filiais das principais multinacionais do setor, com um peso considerável no volume de negócios e no emprego. Os cinco principais operadores detinham em 2016 uma quota de mercado conjunta de 75%, percentagem que se eleva para 84% quando considerados os dez principais.
Dados Gerais, 2016

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Vendas de software de gestão crescem na ordem dos 6% ao ano


Evolução do Mercado


  • O valor do mercado português de software de gestão ascendeu a 260 milhões de euros em 2016, o que representou um crescimento de 5,7% face ao ano anterior. As aplicações ERP representaram a maior fatia do volume de negócios, com um peso de 45% sobre o total.
  • O setor apresenta um grau de concentração empresarial elevado, onde se destaca a posição de um reduzido grupo de multinacionais e algumas empresas portuguesas de grande dimensão.

Estrutura da Oferta

  • O mercado português de software de gestão manteve nos últimos anos uma tendência ascendente, registando taxas de variação que chegaram a ultrapassar os 10% ao ano.
  • Contudo, nos últimos anos observa-se uma moderação do ritmo de crescimento, num contexto de maturidade crescente da atividade e aumento da concorrência de preços entre os operadores.
  • Neste contexto, o valor do mercado cifrou-se em 260 milhões de euros em 2016, mais 5,7% face ao ano anterior. As aplicações ERP continuam a representar a maior fatia do volume de negócios do setor, com um peso de 45% sobre o total em 2016, enquanto as aplicações CRM tinham um peso da ordem dos 23%. Este último segmento registou nos últimos anos a evolução mais dinâmica, tendo aumentado a sua penetração no mercado.
  • As previsões apontam para um valor do mercado de 275 milhões de euros, no final de 2017, e um valor próximo aos 290 milhões em 2018, o que representaria um aumento médio próximo dos 6% ao ano.
  • A redução de preços, a oferta de soluções estandardizadas e o desenvolvimento do modelo SaaS (Software as a Service) permitirão que nos próximos anos se mantenha a penetração crescente do software de gestão nas empresas de média e pequena dimensão.
  • O setor apresenta uma forte concentração empresarial, sendo liderado por um reduzido grupo de multinacionais e algumas empresas portuguesas de grande dimensão. A par destas empresas opera um elevado número de empresas de pequena dimensão, parte das quais desenvolve aplicações de gestão dirigidas a segmentos de procura específicos.
  • Os dois operadores principais detinham em 2016 uma quota de mercado conjunta de 37%, enquanto a das cinco principais se situava nos 55%.

Dados Gerais, 2016

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Mantém-se o crescimento das exportações de alimentos congelados


Evolução do Mercado


  • O volume de negócios no setor de alimentos congelados tem mantido nos últimos anos uma tendência de crescimento, associada ao notável dinamismo das vendas para o exterior.
  • Neste sentido, no ano 2016 as exportações atingiram 567 milhões de euros, o que supôs mais 13,6% do que em 2015 e uma variação média anual de cerca de 17% com referência aos 305 milhões registados em 2012.
  • Espanha mantém-se como o mercado externo mais importante para as empresas do setor, assumindo uma quota sobre as exportações totais de 48% em 2016. Nesse ano, as vendas portuguesas em Espanha cresceram 9,1%, alcançando 273 milhões de euros, quase o dobro do que em 2012.

Estrutura da Oferta

  • No setor de alimentos congelados predominam as empresas de pequena dimensão, de modo que só 27 tinham em 2015 um quadro de pessoal superior a 50 trabalhadores e unicamente três empregavam mais de 250 pessoas.
  • Os distritos de Lisboa, Porto, Braga, Leiria e Viseu reúnem grande parte das principais empresas do setor. Se se considerarem às 40 maiores em termos de receitas totais, 60% delas estão sediadas em algum destes cinco distritos.
Dados Gerais, 2016


terça-feira, 29 de agosto de 2017

Faturação do setor de operadores logísticos cresce 3% em 2017


Evolução do Mercado


  • O setor de operadores logísticos fechou o ano de 2016 com um volume de negócios de 510 milhões de euros, um acréscimo de 2,4% face ao ano anterior, prevendo-se uma aceleração moderada do crescimento em 2017.
  • Em 2016 havia cerca de 80 operadores logísticos no setor em Portugal. número que desceu ligeiramente nos últimos anos em virtude das várias operações de concentração registadas. As cinco maiores empresas geraram em conjunto aproximadamente 40% da faturação total.

Estrutura da Oferta

  • A crescente externalização das atividades de armazenamento, manipulação e transporte de mercadorias das empresas portuguesas favoreceu ao longo dos últimos anos o crescimento do volume de negócios dos operadores logístico.
  • Adicionalmente, a introdução de novos serviços com maior valor acrescentado - relacionados em larga medida com a expansão do comércio eletrónico e o acompanhamento das operações em tempo real - e a crescente internacionalização da atividade das empresas portuguesas, são outros fatores que contribuem para a dinamização do negócio.
  • Neste enquadramento, a faturação setorial, incluindo as atividades de armazenamento de mercadorias e as operações associadas realizadas sobre as mercadorias armazenadas (manipulação, transporte e distribuição) ascendeu a 510 milhões de euros em 2016, valor que representa um acréscimo de 2,4% face ao ano anterior.
  • Em 2016, os produtos alimentares e bebidas eram responsáveis pela maior parcela do volume de negócios dos operadores logísticos, representando quase 52% do volume total.
  • As projeções apontam para que em 2017 a taxa de variação da faturação setorial ronde os 3%, ascendendo a 525 milhões de euros. Em 2018 é expetável um aumento semelhante, atingindo os 540 milhões de euros.
  •  setor é constituído por cerca de 80 empresas, número que desceu ligeiramente nos últimos anos. As quotas de mercado dos principais operadores refletem o elevado grau de concentração da oferta setorial. Deste modo, em 2016, as cinco principais empresas geraram em conjunto aproximadamente 40% do volume de negócios total do setor, enquanto a quota de mercado agregada das dez principais se situa acima dos 55%.
Dados Gerais, 2016


terça-feira, 22 de agosto de 2017

A produção de cimento reduziu-se em 2016 pela forte quebra das exportações


Evolução do Mercado


  • Nos últimos anos tem-se observado uma tendência decrescente do consumo de cimento e betão pronto, embora o ritmo de decréscimo se tenha moderado.
  • Deste modo, as vendas de cimento no mercado interno situaram-se em 2,48 milhões de toneladas em 2016, 4,8% menos do que em 2015 e muito longe dos cerca de 11 milhões de toneladas do ano 2001. Pela sua parte, em 2016 produziram-se 3,1 milhões de metros cúbicos de betão pronto, o que supôs 3,1% menos do que no exercício anterior.
  • As exportações de cimento obtiveram em 2016 uma forte quebra (-42%), até aos 85 milhões de euros. A contração da procura externa deve-se principalmente às quedas registadas por parte de alguns importadores, entre os quais importa destacar especialmente o caso Argélia.

Estrutura da Oferta

  • No setor português do cimento operam três empresas fabricantes de ciclo completo, as quais geram a totalidade da produção. Estas empresas contam com um total de seis fábricas produtivas em Portugal, localizadas nos distritos de Leiria (duas fábricas), Coimbra, Lisboa, Setúbal e Faro.
  • No setor de betão pronto operam quase uma centena de fabricantes, que em 2015 contavam com 230 centros produtivos. As fábricas de betão pronto distribuem-se por todo o território português, embora importa assinalar os distritos de Lisboa, Setúbal, Porto e Leiria, os quais reúnem conjuntamente 45% do total.
Dados Gerais, 2016


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

As vendas em Portugal de panificação e pastelaria industrial situou-se em 645 milhões de euros em 2016


Evolução do Mercado


  • O mercado de panificação e pastelaria industriais registou um crescimento de 2,4% no ano 2016. Desta forma, o valor das vendas em Portugal situou-se em 645 milhões de euros, face a 630 milhões no exercício anterior.
  • O segmento de massas congeladas tem registado nos últimos anos um crescimento superior à média do mercado, devido principalmente ao incremento do consumo deste tipo de produtos no canal de hotelaria e restauração, em substituição dos produtos tradicionais.
  • Relativamente ao comércio externo as exportações atingiram 205 milhões de euros em 2016, mais 9% do que no ano anterior, no qual contabilizaram 188 milhões. Espanha constitui o principal destino das vendas para o exterior, assumindo uma quota sobre o total acima de 40%. O valor das importações, pela sua parte, situou-se em 318 milhões de euros, mais 7,4% do que em 2015.

Estrutura da Oferta

  • No setor de panificação e pastelaria operam cerca de 6.300 empresas, as quais geram um volume de emprego de cerca de 30.000 trabalhadores.
  • A maior parte destas entidades corresponde ao segmento de panificação, no qual operavam 4.183 empresas em 2015, incluindo estabelecimentos de elaboração artesanal. Pela sua parte, nesse ano contabilizaram-se 2.127 fabricantes de bolachas, de bolos e de pastelaria industrial.
  • O setor apresenta um alto grau de atomização, com predomínio das empresas de reduzido tamanho. Assim, cerca de 85% dos operadores tem um quadro de pessoal abaixo de 10 empregados, e só 6 empresas com mais de 250 trabalhadores.

Dados Gerais, 2016


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Prevê-se uma retoma da atividade no setor da construção em 2017


Evolução do Mercado


  • O valor da produção no setor da construção caiu em 2016, prolongando a quebra do período 2008-2015. Nesse ano situou-se em 10.742 milhões de euros, o que representou uma queda de 3,3% em relação a 2015 e contrasta com o valor de cerca de 20.148 milhões de euros em 2008.
  • Por segmentos, o valor da produção de edificação residencial cresceu 5%, enquanto o da edificação não residencial e o da engenharia civil registaram quedas de 1,7% e 8%, respetivamente.
  • No curto prazo as previsões apontam para uma retoma da atividade, de forma que no biénio 2017-2018 é esperada uma variação média anual do valor da produção de aproximadamente 3%.

Estrutura da oferta

  • Em abril de 2017 operavam em Portugal cerca de 51.200 empresas dedicadas à construção, perto de 4.200 mais do que em dezembro de 2015. O número de sociedades com certificado de empreiteiro situou-se em 29.950, mais 1,1% do que em abril de 2016, enquanto, pelo contrário, o número de empresas com alvará diminuiu 0,6% no mesmo período, até se situar em 21.245.
  • Os distritos de Lisboa e Porto concentram 19,3% e 14,6%, respetivamente, das empresas com alvará, destacando-se também Braga (8,9%), Leiria (7%), Setúbal (6,3%), Aveiro (6%), Faro (5,9%), Viseu (4,8%) e Santarém (4,7%).
  • A estrutura empresarial no setor da construção carateriza-se pelo alto grau de atomização da oferta. Assim, 50% dos operadores titulares de alvará estavam habilitados em abril de 2017 para realizar empreitadas com um valor máximo de 166.000 euros e tão só 7% estavam habilitados a assumir empreitadas de um valor superior a 1,3 milhões de euros.