quarta-feira, 23 de maio de 2018

As residências lucrativas para a terceira idade atingem 726 lares com 21.000 lugares


Evolução do Mercado


  • Num contexto de crescente incorporação da mulher no mercado de trabalho e progressivo envelhecimento da população, a melhoria da atividade económica nos últimos anos tem contribuído para o aumento da procura de serviços assistenciais para a terceira idade em Portugal.
  • Porém, o volume de negócio das residências lucrativas manteve a tendência de crescimento, até atingir 290 milhões de euros em 2017, o que supôs um acréscimo de cerca de 4% em relação a 2016, ano no qual se tinha registado uma variação ligeiramente superior.
  • O número de centros lucrativos tem sido incrementado consideravelmente, passando de 330 no fim de 2006 para 726 em março de 2018. A lotação de lugares neste tipo de centros, pela sua parte, aumentou de cerca de 8.000 para 21.000 nesse período. Apesar do forte crescimento do número de centros lucrativos e da sua capacidade, o seu grau de ocupação, considerando tanto residências lucrativas como não lucrativas, situava-se à volta de 93% em março de 2018.

Estrutura da Oferta

  • O número de residências para a terceira idade com atividade em Portugal propriedade de entidades lucrativas situava-se em março de 2018 em 726, operando junto de 1.720 entidades não lucrativas. Neste último grupo destaca-se a importância das residências pertencentes às Misericórdias, com 497 lares nessa data.
  • A capacidade total dos lares situou-se nessa data em 96.305 lugares, dando como resultado uma média de cerca de 40 lugares por centro, sendo maior nas residências de entidades não lucrativas (44) do que nas residências lucrativas (29).   
  • O distrito de Lisboa é o que conta com maior número de centros lucrativos, 231 em março de 2018, 32% do total, à frente do Porto (92), e Setúbal e Leiria, com 81 e 74 residências cada um deles. Em termos de capacidade, o distrito de Lisboa contava nessa data com 6.670 lugares em residências lucrativas, também 32% do total. Seguem-se Setúbal (2.279 lugares), Porto (2.065) e Leiria (1.922).
  • Só 11% das residências lucrativas conta com mais de 50 lugares, enquanto em cerca de 54% dos casos a capacidade está abaixo dos 25 lugares.

Dados Gerais

terça-feira, 22 de maio de 2018

O volume de negócio agregado dos setores turísticos aumentou 13% em 2017


Evolução do Mercado


  • O mercado turístico português tem registado nos últimos anos uma tendência crescente, num contexto caraterizado pelo bom desempenho da procura tanto nacional como estrangeira. O ritmo de crescimento acelerou significativamente em 2017, ano no qual alcançou uma variação superior a 10%.
  • Assim, o volume de negócio agregado dos principais setores turísticos (estabelecimentos hoteleiros, agências grossistas e retalhistas de viagens, transporte aéreo, transportes rodoviário de passageiros e rent a car) situou-se, no exercício 2017, acima de 11.100 milhões de euros, o que supôs um aumento referente ao ano anterior de 12,9%, destacando-se pelo seu maior dinamismo os setores de estabelecimentos hoteleiros e transporte aéreo.
  • Os setores de transporte aéreo e estabelecimentos hoteleiros são os de maior importância, assumindo cerca de 39% e de 33% do mercado turístico total, respetivamente.
  • O número de hóspedes no estabelecimentos hoteleiros, por sua vez, superou 20,6 milhões em 2017, registando um crescimento face a 2016 de 8,9%, enquanto as dormidas se elevaram a cerca de 57,5 milhões, 7,4% mais. Nomeadamente, em 2017  destacou-se o notável aumento das dormidas da população estrangeira, situado em 11,5%.
  • No curto prazo prevê-se uma continuidade do crescimento da procura nacional e internacional, embora com taxas de variação mais moderadas do que em 2017. A concentração empresarial, a internacionalização dos operadores portugueses e o avanço na transformação digital são outras tendências de futuro relevantes.

Estrutura da oferta

  • A estrutura empresarial tende à concentração em todos os setores, resultado do crescimento dos operadores de maior tamanho, sustentado principalmente em aquisições e fusões de outras companhias, e no encerramento de pequenas empresas pouco rentáveis.
  • Destaca-se a escassez de grupos turísticos diversificados, que possuem atividade em vários setores do mercado turístico. Deste modo, a ampla maioria das empresas turísticas portuguesas centram a sua atividade num único setor.
  • Os mercados de transporte aéreo, rent a car e agências de viagens grossistas apresentam o grau de concentração maior. Nos dois primeiros, os cinco operadores líderes reuniram em 2016 quotas de mercado conjuntas de 78% e 56%, respetivamente, enquanto a participação global das cinco primeiras empresas no mercado de agências de viagens grossistas foi de 55%.
  • Por outro lado, a capacidade hoteleira em Portugal reforçou-se em 2017. Assim, considerando hotéis, estalagens, hotéis-apartamentos, móteis, pensões e pousadas, o número total de camas aumentou cerca de 5%, atingindo cerca de 381.000, enquanto o número de estabelecimentos, pela sua parte, aumentou quase 11%, até alcançar 4.805 nesse ano.
  • Do ponto de vista geográfico, observa-se uma notável concentração da atividade setorial nas zonas do Algarve, na qual se localizam cerca de 33% das camas, e Lisboa, com cerca de 20%. Seguem-se-lhes as zonas Norte e Centro, em ambos os casos com percentagens sobre o número total de camas de perto de 15%.

Dados Gerais, 2017


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Mais de 90% das vendas de calçado destinam-se ao exterior


Evolução do Mercado


  • No período 2014-2016 o valor da produção de calçado manteve uma evolução positiva, num enquadramento de dinamismo da procura, tanto em Portugal como no mercado externo. Para o ano 2017 estimara-se um prolongamento desta tendência, crescendo o valor da produção a uma taxa de cerca de 5% que respeita ao ano anterior, até se situar em cerca de 2.120 milhões de euros.
  • Em 2017 as exportações atingiram um valor de 1.965 milhões de euros, mais 2,8% do que no ano anterior, enquanto que as importações cresceram 4,5%, situando-se nesse ano em 623 milhões de euros. A propensão do setor para exportar situou-se, em 2017, em cerca de 93%, quase dois pontos percentuais abaixo do valor contabilizado no ano anterior.
  • França mantém-se como o mercado externo mais importante para as empresas do setor, assumindo uma quota sobre as exportações totais de 20,9%, em 2017. A Alemanha ocupa a segunda posição, com uma participação de 19,2%, destacando-se também a Holanda, com uma quota sobre o total a rondar os 14%. Espanha é o principal país de origem das importações, contribuindo com 41,4% do valor total.

Estrutura da oferta

  • Depois da evolução positiva registada no período 2013-2015, o número de empresas fabricantes de calçado manteve-se estagnado em 2016, situando-se em 1.473, com menos dois operadores do que no ano anterior.
  • Predominam as pequenas empresas, sendo que cerca de 60% do total contam com um quadro de pessoal abaixo de 10 trabalhadores e só 9% empregam mais de 50 pessoas. Em 2016 o número médio de empregados por empresa ficou em 26 trabalhadores.
  • A estrutura empresarial do setor apresenta uma notável atomização, sendo que as cinco primeiras empresas reúnem uma participação conjunta sobre as vendas totais de produção nacional abaixo de 15%, enquanto as dez maiores concentram uma quota de 21%.

Dados Gerais, 2017


sexta-feira, 4 de maio de 2018

Aumento da produção e do mercado de café nos últimos três anos


Evolução do Mercado


  • O valor do mercado de café tem alcançado nos últimos anos uma significativa retoma, após um período de estagnação que derivou da contração do consumo privado durante os anos  da crise económica.
  • Desta forma, o mercado cresceu 3,1% em 2017, contabilizando 500 milhões de euros. Esta evolução confirma a tendência ascendente iniciada em 2014, embora a taxa de variação se tenha reduzido ligeiramente no que respeita ao biénio 2015-2016.
  • As exportações de café tostado e solúvel situaram-se em 66 milhões de euros, contabilizando um crescimento de 1,5%, enquanto as importações registaram uma queda de 0,9%, situando-se em 116 milhões de euros. Espanha é o principal destino das exportações, assumindo 35% das mesmas.

Estrutura da oferta

  • O setor está integrado por cerca de 70 operadores torradores. A zona Norte concentra 35% das empresas, seguida de Lisboa (30%) e a zona Centro (17%).
  • Observa-se uma presença maioritária de empresas de pequena dimensão, as quais operam junto de um número reduzido de grandes companhias, algumas delas com uma oferta diversificada, que estão presentes tanto no canal de alimentação como no canal horeca.
  • Existe apenas uma empresa com mais de 500 trabalhadores e só outras quatro empregam 100 ou mais efetivos. Importa assinalar que 84% das companhias tem um quadro de pessoal abaixo dos 20 empregados.

Dados Gerais, 2017

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Faturação das empresas transitárias cresce 3%


Evolução do Mercado


  • A evolução positiva do comércio externo português, a deslocalização da produção e a tendência para a externalização das atividades logísticas no tecido empresarial favoreceram, nos últimos anos, o crescimento do volume de negócios do setor das empresas transitárias.
  • Neste contexto, o volume de negócios agregado das empresas transitárias em Portugal apresentou uma tendência de crescimento. Em 2017 atingiu os 1460 milhões de euros, assinalando um aumento de 2,8% face a 2016.
  • O comércio externo de mercadorias com origem e destino em Portugal estima-se que atinja os 103 milhões de toneladas em 2017, um aumento de 6,3% face ao ano anterior. As importações ascenderam a cerca de 63,5 milhões de toneladas (+6,8%), ao passo que as exportações se situaram nos 39,5% milhões (+5,4%).
  • A previsões apontam para que em 2017 os valores das exportações se situem nos 55 000 milhões de euros, um aumento de 10% face ao ano anterior, enquanto as importações rondarão os 69 000 milhões, valor 12,7% superior ao registado em 2016.
  • O principal meio de transporte no comércio internacional de mercadorias é o transporte marítimo. Em 2016, 54% do volume total das exportações de 61% do das importações foram expedidos por esta via. A União Europeia é o principal mercado de origem e destino das trocas comerciais com o exterior, tendo, em 2016, absorvido 75% das exportações portuguesas e fornecido 78% das suas importações.
  • A evolução positiva da economia portuguesa, a globalização da economia e o aumento do comércio mundial constituem as principais oportunidades para o crescimento da atividade das empresas transitárias, a curto prazo. Quanto à forte concorrência de preços e a consequente pressão sobre as margens representam as ameaças mais visíveis que os operadores enfrentam.
  • Neste contexto, são expectáveis novos aumentos da faturação agregada da empresas transitárias a curto e médio prazo, prevendo-se uma taxa de variação próxima dos 3,5% em 2018.


Estrutura da oferta

  • Em 2017 havia em Portugal 325 empresas licenciadas para a prestação de serviços transitários que geram um volume de emprego  próximo dos 6900 trabalhadores, o que representa uma média de 21 empregados por empresa.
  • Predominam as empresas de dimensão reduzida. Assim, cerca de 70% dos operadores faturou em 2016 menos de cinco milhões de euros e foi responsável por 18% da faturação setorial. Por outro lado, as cinco maiores empresas detinham uma quota de mercado conjunta de 20%, que se eleva para 34% quando consideradas as dez principais empresas.

Dados Gerais, 2017

terça-feira, 3 de abril de 2018

Prolongamento da evolução positiva da produção de moldes e matrizes



Evolução do Mercado

  • O valor da produção de moldes nos dois últimos anos manteve a tendência ascendente, impulsionada pelo dinamismo das exportações, as quais representaram 72% das vendas globais do setor em 2017, face a 59 de 2010. Após o crescimento de 5,5% contabilizado em 2016, para 2017 estimou-se um aumento adicional da produção de em cerca de 6%, até alcançar 945 milhões de euros.
  • As vendas para o exterior ascenderam neste último exercício a 684 milhões de euros, o que supôs um aumento de 9,6% com respeito a 2016 e em torno de 120% mais que em 2010. As importações, por sua vez, cresceram ainda mais (+16,9%), ampliando-se o superavit comercial até 490 milhões de euros.
  • Espanha e Alemanha mantêm-se como os mercados externos mais importantes para os fabricantes portugueses de moldes, com participações respetivas sobre as exportações totais de pouco mais de 20%. França é o terceiro destino, reunindo cerca de 16% do valor total, situando-se depois a Polónia e a República Chega.

Estrutura da Oferta

  • Em 2016 operavam 720 empresas no setor de fabrico de moldes metálicos, o que supôs um aumento de quase 3% em relação ao ano anterior. O volume de emprego gerado também se incrementou, atingindo pouco mais de 10.100 pessoas (+7,5%).
  • Predominam os operadores de reduzido tamanho, sendo que cerca de 65% contam com um quadro de pessoal abaixo de 10 empregados e só 6% empregam mais de 50 pessoas, situando-se o número de empregados médio por empresa em 14 colaboradores.
  • Do ponto de vista geográfico, a atividade produtiva apresenta uma notável concentração na zona Centro de Portugal, na qual se localizam 67% dos fabricantes, situando-se depois a zona Norte, com 30% das empresas.
Dados Gerais, 2017

terça-feira, 27 de março de 2018

As importações ganham quota de mercado no setor de derivados de carne


Evolução do Mercado


  • O valor da produção no setor de derivados de carne situou-se, no ano 2017, em 970 milhões de euros, menos 0,5% do que em 2016, alterando a tendência de moderado crescimento registada no biénio 2013-2016, num contexto de deterioração do saldo comercial com o exterior.
  • A balança comercial apresenta um défice que em 2017 tem aumentado significativamente, atingindo os 77 milhões. Neste último ano, as exportações situaram-se em pouco mais de 100 milhões de euros - cerca de menos 16% do que em 2016. Por outro lado, as importações cresceram 11%, até ao valor de 181 milhões.
  • A propensão para exportar rondou os 11% em 2017, face aos 14% contabilizados em 2014. As importações, por sua vez, representaram cerca de 17% das vendas no mercado interno (15,8% em 2015).
Estrutura da Oferta

  • Em 2016 operavam em Portugal 480 empresas fabricantes de derivados de carne, as quais geravam um volume de emprego de 6.814 trabalhadores.
  • Predominam os operadores de pequeno tamanho, sendo que 77% do total tem um quadro de pessoal abaixo de 10 empregados e só 23 empresas empregam mais de 50 trabalhadores.
  • Percebe-se uma notável concentração da atividade produtiva nas zonas Norte e Centro de Portugal, que reuniram 38% e 27% respetivamente, do total de empresas em 2015. Segue-se a zona do Alentejo, com 21% dos fabricantes.
Dados Gerais, 2017