terça-feira, 23 de abril de 2019

Novo crescimento da faturação do setor de estabelecimentos hoteleiros em 2018


Evolução do Mercado


  • O volume de negócios agregado de hotéis, estalagens, apart-hotéis, motéis, pensões, pousadas, aldeamentos turísticos e apartamentos turísticos manteve um notável dinamismo no período 2014-2017, crescendo a taxas anuais acima de 15%, alcançando 3.681 milhões de euros no último ano (+16,6%). Em  2018 estimou-se uma faturação de 4.000 milhões de euros, mais 8,7% do que em 2017.
  • O número de hóspedes cresceu 1,7% em 2018 (excluindo os estabelecimentos de alojamentos local e turismo no espaço rural e ainda as "Quintas da Maceira"), ultrapassando os 21 milhões. No entanto, as dormidas diminuíram ligeiramente, contabilizando 57,6 milhões. As dormidas realizadas por residentes em Portugal aumentaram 5%, face à contração de 2% registada no caso dos residentes no estrangeiro.
  • As dormidas em hotéis, estabelecimentos que assumem cerca de 70% do total, contabilizaram uma variação positiva de 1,4%, destacando-se pelo contrário a contração das dormidas nas estalagens, motéis e pensões tradicionais.

Estrutura da oferta

  • A capacidade hoteleira em Portugal, considerando em conjunto hotéis, estalagens, apart-hotéis, motéis, pensões e pousadas, situou-se no ano de 2017 em cerca de 403.000 camas, o que supôes um incremento de 5,8% no que respeita ao ano anterior e mais 68% comparativamente com 2002.
  • Perto de 55% do número total de camas, cerca de 211.000, correspondem a hotéis, embora o segmento que mais tem aumentado a sua capacidade nos últimos anos, com uma variação em 2017 de cerca de 15%.
  • A zona de Algarve é a que concentra uma maior capacidade, com cerca de 127.600 camas em 2017, o que supõe 31,7% do total, à frente da zona de Lisboa, com quase 80.500 camas.
Dados Gerais, 2018


quinta-feira, 11 de abril de 2019

Queda das exportações e da produção de calçado em 2018


Evolução do Mercado


  • A produção de calçado experimentou no período 2014-2017 uma tendência de alta, apoiada no dinamismo das vendas para o exterior. Após o crescimento de 3,5% contabilizado em 2017, em 2018 estima-se uma queda de 1,4%, alcançando 2.070 milhões de euros, devido principalmente ao abrandamento da procura externa.
  • Deste modo, as vendas do setor para fora de Portugal atingiram neste último exercício 1.904 milhões de euros, o que representou uma contração de perto de 3% relativo a 2017. As importações, por sua vez, aumentaram 4,9% em 2018, atingindo os 638 milhões de euros e reduzindo o superavit comercial a menos de 1.300 milhões, o nível mais baixo desde 2012.
  • França mantém-se como o mercado externo mais importante para os fabricantes portugueses de calçado, com uma participação sobre as exportações totais de cerca de 21%. Alemanha é o segundo destino, assumindo cerca de 20% do valor total, à frente de Holanda, Espanha e Reino Unido.

Estrutura da Oferta

  • Em 2017 operavam 1.526 empresas no setor de calçado, o que supôs um incremento de perto de 4% referente ao ano anterior. O volume de emprego gerado aumentou de forma semelhante, atingindo pouco mais de 40.000 pessoas, mantendo-se o número de empregados médio por empresa em 26.
  • Predominam os fabricantes de reduzida dimensão, sendo que cerca de 65% conta com um número de empregados inferior a 10 e menos de 10% emprega mais de 50 pessoas.
  • A atividade produtiva concentra-se na zona Norte de Portugal, onde se localizam quase 95% das empresas, destacando-se as regiões de Tâmega e Sousa e Área Metropolitana do Porto.
Dados Gerais, 2018


segunda-feira, 1 de abril de 2019

Crescimento sustentado da produção e do mercado de café


Evolução do Mercado


  • O valor do mercado de café em Portugal tem mantido nos últimos exercícios uma tendência de moderado crescimento, com taxas de variação anuais de cerca de 5% apoiado no crescimento do consumo dos lares e da economia portuguesa em geral.
  • Neste enquadramento,o valor das vendas no mercado interno alcançou 535 milhões de euros no exercício 2018, registando um incremento de 4,9% com respeito ao ano precedente. Em paralelo, o valor da produção aumentou 5,4%, situando-se em 484 milhões de euros.
  • Pela sua parte, as exportações de café torrado e solúvel alcançaram 70 milhões de euros, contabilizando um crescimento de 6,1% respeito ao ano anterior. Espanha é o principal destino das exportações, assumindo 35,5% das mesmas, à frente da França e Grécia. Quanto às importações, aumentaram 3,4% em 2018, atingindo 121 milhões de euros. França e Espanha configuram-se como os principais países de origem, com 34% e 29% do total importado em 2018, respetivamente.

Estrutura da Oferta

  • No setor de café operavam 67 empresas em 2017. Por áreas geográficas, a zona Norte contava nessa data com 23 empresas, situando-se atrás dela a zona de Lisboa, com 20 empresas.
  • A grande maioria das empresas que operam no setor são de pequena e média dimensão e, em geral, têm um accionariado de tipo familiar e um âmbito de atuação regional. Junto destas, identifica-se um reduzido número de grandes operadores, alguns dos quais estão integrados em grupos com uma oferta diversificada de produtos de alimentação.
  • Há apenas uma empresa com mais de 500 trabalhadores e outras cinco que empregam 100 ou mais efetivos, Importa assinalar que 82% das companhias tem um quadro de pessoal abaixo dos 20 empregados.

Dados Gerais, 2018

quinta-feira, 28 de março de 2019

Crescimento da produção e do mercado de embalagens de plástico em 2018


Evolução do Mercado


  • O mercado de embalagens de plástico contabilizou um aumento de 2,6% no ano 2018, registando-se um abrandamento do ritmo de crescimento no que respeita ao ano anterior. Desta forma, o valor das vendas em Portugal situou-se em cerca de 750 milhões de euros, face a 731 milhões em 2017.
  • A produção também mostrou uma evolução positiva desde 2014, experimentando um aumento de 2,0% no último exercício, atingindo os 715 milhões de euros.
  • Relativamente ao comércio externo, as exportações atingiram cerca de 207 milhões de euros em 2018, valor semelhante ao do ano anterior, no qual contabilizam uma taxa de crescimento de 5,1%. O valor das importações situou-se em 242 milhões de euros, em cerca de mais 2,5% do que em 2017.

Estrutura da oferta

  • O número de empresas fabricantes de recipientes e embalagens de plástico em Portugal manteve no biénio 2016-2017 uma tendência crescente, até se situar em 162 no último exercício, embora longe das 195 que estavam operacionais em 2004. O número de empregados no setor manteve em 2017 a tendência de crescimento iniciada em 2014, alcançando cerca de 3.900 trabalhadores.
  • Os operadores de pequena dimensão predominam no setor, sendo que só 22 empresas têm um quadro de pessoal acima de 50 empregados.
  • Percebe-se uma notável concentração geográfica nas áreas de maior atividade económica, nomeadamente na região do Norte, onde se localizam 42% das empresas, e na zona Centro (36%).

Dados Gerais, 2018


sexta-feira, 15 de março de 2019

O valor do mercado de medicamentos cresceu cerca de 3% em 2018


Evolução do Mercado

  • O valor do mercado português de medicamentos mantém desde o ano de 2015 uma tendência de ligeira expansão. Em 2018, as vendas valoradas a preços de venda ao público, atingiram os 2.625 milhões de euros, com um crescimento de mais 2,7% do que em 2017, mais ainda longe do máximo de 3.353 milhões de euros contabilizados no ano de 2008.
  • Os medicamentos genéricos decresceram ligeiramente a sua quota de mercado em 2018, alcançando vendas de 515 milhões de euros (+2%), o que representou 19,6% do valor total do mercado de especialidades farmacêuticas, face aos 19,8% em 2017. O preço médio destes medicamentos tem-se incrementado gradualmente desde 2014.

Estrutura da oferta

  • O número de trabalhadores no setor de distribuição grossista de produtos farmacêuticos tem mantido uma tendência de crescimento no biénio 2016-2017. Assim, as 40 principais empresas do setor por faturação, geravam em 2017 um volume de emprego de cerca de 2.030 trabalhadores, o que se traduz em cerca de mais 6% do que em 2016.
  • O quadro médio de pessoal destas 40 empresas situou-se em 2017 em 51 empregados. Só oito operadores empregava, mais de 50 pessoas e somente três contavam com um quadro de pessoal acima de 250 trabalhadores.
  • Observa-se uma notável concentração geográfica das empresas em Lisboa, sendo que cerca de 43% das companhias de maior dimensão têm a sua sede neste distrito. Importa assinalar também os distritos do Porto, com 17,5%, e Setúbal, com 10%.
Dados Gerais, 2018

quarta-feira, 6 de março de 2019

Crescimento moderado da faturação do setor de serviços de telecomunicações


Evolução do Mercado


  • O volume de negócio do setor de serviços de telecomunicações confirmou em 2017 a retoma iniciada em 2016, situando-se em 5.905 milhões de euros, valor com um crescimento em relação ao ano anterior de 0,9%. Para o ano 2018 estimou-se um crescimento semelhante, com uma taxa abaixo de 1%.
  • No mercado retalhista, a faturação associada aos serviços fixos indidualizáveis e ao serviço telefónico móvel sofreu uma evolução negativa em 2017, mantendo a tendência observada em exercícios precedentes. Pelo contrário, a faturação que derivou da comercialização dos serviços oferecidos em pacote cresceu 4,9%.
  • O tráfego do serviço telefónico móvel continuou a crescer em 2017, registando um aumento de 6%, até aos cerca de 38.500 milhões de minutos, o que contrasta com o retrocesso de 11% contabilizado no segmento de serviço telefónico fixo.
  • O número de acessos de banda larga manteve a sua tendência crescente, com 3.38 milhões, mais 5,3% do que em 2016. Destaca-se o forte aumento dos acessos FTTH (+26,8%), que alcançaram 1.38 milhões.

Estrutura da Oferta

  • O número de empresas no setor de serviços de telecomunicações mantém-se desde 2015 em cerca de 95, enquanto o volume de emprego situou-se em torno de 14.300 trabalhadores em 2017.
  • A estrutura empresarial do setor caracteriza-se pela notável concentração da oferta, reforçada nos últimos anos depois de se terem registado importantes operações corporativas por parte dos principais operadores, de maneira que os três de maior dimensão geraram conjuntamente cerca de 80% da faturação global em 2017.

Dados Gerais, 2017

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

O Ensino privado cresce de novo em Portugal


Evolução do Mercado


  • O volume de negócios agregado das universidades e politécnicos privados e escolas de negócios registou um aumento de 8,2% em 2018, ao passo que a faturação conjunta destas instituições se situou nos 330 milhões de euros, face aos 305 milhões do ano 2017.
  • A conjuntura económica favorável propiciou a evolução positiva da procura de estabelecimentos de ensino superior privados em Portugal, após fortes quebras do número de alunos registados nos anos letivos de 2007/2008 e 2014/2015.
  • O número total de alunos inscritos em cursos de formação formal em universidades e politécnicos cresceu 8,3% no ano letivo 2017/2018, até se situar nos 64 264.

Estrutura da Oferta

  • O número total de alunos matriculados em cursos de formação formal em universidades e politécnicos privados ascendeu a 64 264 no ano letivo 2017/2018, o que representou mais 8,3% do que no ano anterior. As universidades privadas atingiram os 46 036 alunos, mais 7% face ao mesmo ano, enquanto os politécnicos apresentaram um crescimento de 11,6%, para 18 228 estudantes matriculados.
  • A universidades privadas tinham um total de 42 estabelecimentos de ensino no ano letivo 2017/2018, número que nos últimos anos tem mantido uma tendência descendente; os politécnicos, pelo seu lado, gerem 64 estabelecimentos.
  • A oferta setorial apresenta um elevado grau de concentração, tendo as cinco principais empresas em conjunto gerado cerca de 50% das receitas totais. Quando ao número de alunos, as cinco principais instituições tinham no ano letivo 2017/2018 cerca de 53% do total, percentagem que atingiu os 71% quando consideradas as dez principais.
  • As instituições continuam, a intensificar as ações orientadas à angariação de negócios, através da ampliação da oferta, melhoria da qualidade, atração de procura externa e política de preços.
  • No tocante à ampliação da oferta, é relevante o lançamento de novos programas no âmbito da transformação digital, cada vez com maior procura por parte do tecido empresarial. De igual modo, as empresas continuarão a ampliar a oferta de cursos à distância e semipresenciais, bem como os programas dirigidos ao segmento empresarial.