terça-feira, 3 de abril de 2018

Prolongamento da evolução positiva da produção de moldes e matrizes



Evolução do Mercado

  • O valor da produção de moldes nos dois últimos anos manteve a tendência ascendente, impulsionada pelo dinamismo das exportações, as quais representaram 72% das vendas globais do setor em 2017, face a 59 de 2010. Após o crescimento de 5,5% contabilizado em 2016, para 2017 estimou-se um aumento adicional da produção de em cerca de 6%, até alcançar 945 milhões de euros.
  • As vendas para o exterior ascenderam neste último exercício a 684 milhões de euros, o que supôs um aumento de 9,6% com respeito a 2016 e em torno de 120% mais que em 2010. As importações, por sua vez, cresceram ainda mais (+16,9%), ampliando-se o superavit comercial até 490 milhões de euros.
  • Espanha e Alemanha mantêm-se como os mercados externos mais importantes para os fabricantes portugueses de moldes, com participações respetivas sobre as exportações totais de pouco mais de 20%. França é o terceiro destino, reunindo cerca de 16% do valor total, situando-se depois a Polónia e a República Chega.

Estrutura da Oferta

  • Em 2016 operavam 720 empresas no setor de fabrico de moldes metálicos, o que supôs um aumento de quase 3% em relação ao ano anterior. O volume de emprego gerado também se incrementou, atingindo pouco mais de 10.100 pessoas (+7,5%).
  • Predominam os operadores de reduzido tamanho, sendo que cerca de 65% contam com um quadro de pessoal abaixo de 10 empregados e só 6% empregam mais de 50 pessoas, situando-se o número de empregados médio por empresa em 14 colaboradores.
  • Do ponto de vista geográfico, a atividade produtiva apresenta uma notável concentração na zona Centro de Portugal, na qual se localizam 67% dos fabricantes, situando-se depois a zona Norte, com 30% das empresas.
Dados Gerais, 2017

terça-feira, 27 de março de 2018

As importações ganham quota de mercado no setor de derivados de carne


Evolução do Mercado


  • O valor da produção no setor de derivados de carne situou-se, no ano 2017, em 970 milhões de euros, menos 0,5% do que em 2016, alterando a tendência de moderado crescimento registada no biénio 2013-2016, num contexto de deterioração do saldo comercial com o exterior.
  • A balança comercial apresenta um défice que em 2017 tem aumentado significativamente, atingindo os 77 milhões. Neste último ano, as exportações situaram-se em pouco mais de 100 milhões de euros - cerca de menos 16% do que em 2016. Por outro lado, as importações cresceram 11%, até ao valor de 181 milhões.
  • A propensão para exportar rondou os 11% em 2017, face aos 14% contabilizados em 2014. As importações, por sua vez, representaram cerca de 17% das vendas no mercado interno (15,8% em 2015).
Estrutura da Oferta

  • Em 2016 operavam em Portugal 480 empresas fabricantes de derivados de carne, as quais geravam um volume de emprego de 6.814 trabalhadores.
  • Predominam os operadores de pequeno tamanho, sendo que 77% do total tem um quadro de pessoal abaixo de 10 empregados e só 23 empresas empregam mais de 50 trabalhadores.
  • Percebe-se uma notável concentração da atividade produtiva nas zonas Norte e Centro de Portugal, que reuniram 38% e 27% respetivamente, do total de empresas em 2015. Segue-se a zona do Alentejo, com 21% dos fabricantes.
Dados Gerais, 2017


quinta-feira, 22 de março de 2018

Crescimento do volume de negócio no setor Grossista de produtos alimentares para hotelaria


Evolução do Mercado


  • O volume de negócio dos grossistas de alimentação para hotelaria em Portugal (excluindo as vendas ao canal de alimentação) foi, em 2017. de 1.175 milhões de euros, mais 2,2% em relação ao exercício anterior.
  • A recuperação da atividade no setor da restauração quer pelo crescimento da despesa das famílias portuguesas quer pela atividade turística tem afetado de forma positiva as vendas. Entre 2013 e 2017 o valor do mercado passou de 1.085 para 1.175 milhões de euros, após vários anos de decréscimos associados à crise económica.
  • Por outro lado, importa destacar também a crescente abertura ao exterior dos principais operadores do setor, que têm incrementado, de forma geral, as suas exportações nos últimos anos de forma significativa.

Estrutura da Oferta

  • Em 2016 operavam no setor português de grossistas de alimentação um total de 9.091 empresas, tendo experimentado o seu número um ligeiro crescimento de 0,5% em relação ao ano anterior.
  • Cerca de 25% das empresas grossistas centram a sua atividade na distribuição de frutas e verduras, à frente das distribuidoras de bebidas, que ocupam o segundo lugar, representando cerca de 15% do total.
  • O setor carateriza-se pelo seu elevado grau de atomização, de modo que cerca de 90% dos operadores contam com menos de dez empregados.
Dados Gerais, 2017


sexta-feira, 16 de março de 2018

Mantém-se a tendência de forte crescimento da faturação no setor de trabalho temporário


Evolução do Mercado


  • A faturação agregada das empresas portuguesas de trabalho temporário manteve um alto crescimento nos últimos anos, num enquadramento económico favorável que tem favorecido a criação de emprego em Portugal.
  • No exercício de 2017, o volume de negócio cresceu 6%, situando-se em 1.245 milhões de euros. Nos anos prévios contabilizaram-se também taxas de crescimento elevadas, o que provocou no período 2013-2017 um crescimento da faturação setorial de perto de 365 milhões de euros, situando-se a taxa de crescimento médio anual em 9%.

Estrutura da Oferta

  • O número de empresas autorizadas para prestar serviços de trabalho temporário mantém uma moderada tendência decrescente desde o exercício 2015, situando-se em dezembro de 2017 em 227 empresas, menos três do que no ano anterior.
  • Relativamente à sua distribuição geográfica, percebe-se uma notável concentração nas áreas de maior atividade económica, nomeadamente na região de Lisboa, onde se localizam 46% das empresas, e na zona Norte (34%).
  • Um número reduzido de grandes grupos multinacionais ocupa os postos de liderança no mercado, embora junto deles compitam alguns importantes operadores multisserviços nacionais, alguns dos quais estão presentes noutros ramos relacionados com a gestão de recursos humanos.
  • A oferta carateriza-se por um alto grau de concentração. A quota de mercado conjunta das cinco primeiras empresas atingiu em 2016 41% (55% se se considerarem as dez maiores).
Dados Gerais, 2017


segunda-feira, 12 de março de 2018

Notável crescimento das exportações de vinho em 2017


Evolução do Mercado


  • Após a quebra registada em 2016, as exportações de vinho em Portugal retomaram, em 2017, a tendência crescente registada no período 2010-2015. Desta forma, as vendas para os mercados externos alcançaram cerca de 780 milhões de euros, atingindo cerca de 7% mais do que em 2016 e um aumento superior a 25% no que respeita ao valor contabilizado em 2009.
  • Cerca de 60% das vendas para o exterior destinam-se à União Europeia, sendo França e Reino Unido os principais mercados, reunindo participações respetivas sobre o total exportado de cerca de 15% e 10%.
  • O volume provisório da produção de vinho na campanha 2017/2018 situou-se em 6,6 milhões de hectolitros, o que supôs cerca de mais 10% do que na campanha anterior, na qual se verificou uma quebra de 15%. A região do Douro/Porto é a que gera um maior volume (22% do total na campanha 2016/2017), à frente do Alentejo (18%), Lisboa (17%), Beiras (13%) e Minho (12%).
Estrutura da oferta

  • O número de empresas com atividade no setor de vinho em 2015-2016 manteve-se em cerca de 1.300, enquanto o volume de emprego setorial também permaneceu estagnado nesse biénio em cerca de 9.500 trabalhadores. Não obstante, superfície vitivinícola tem reduzido, situando-se em 190.500 hectares em 2016, 4,1% abaixo da registada no ano anterior.
  • Os pequenos operadores predominam no setor, sendo que o quadro médio de pessoal por empresa se situou em 2016, em cerca de 7 pessoas. Apenas 26 empresas empregam mais de 50 trabalhadores e, entre estas, apenas duas contavam nesse ano com um quadro de pessoal superior a 350 pessoas.
Dados Gerais



sexta-feira, 2 de março de 2018

Consolida-se o crescimento da procura de azulejos e pavimentos cerâmicos


Evolução do Mercado


  • A produção portuguesa de azulejos e pavimentos cerâmicos atingiu em 2016 um valor semelhante ao do ano anterior, num contexto de aumento das vendas no mercado interno, crescimento moderado das exportações e dinamismo das vendas de produtos importado. Para o ano 2017 estima-se um valor de 350 milhões de euros, o que supõe 1,7% mais do que em 2016.
  • As vendas em Portugal, pela sua parte, prolongaram nos anos 2016 e 2017 a tendência positiva iniciada em 2014. Assim, em 2016 cresceram 4,3%, estimando-se para o fim de 2017 um aumento de 5-6%, até se situarem perto de 155 milhões de euros.
  • A propensão a exportar manteve-se nos dois últimos exercícios em torno de 72-73%, cerca de quinze pontos percentuais mais do que em 2009. Em 2017 as exportações alcançaram 256 milhões de euros, quase 4% mais do que em 2016. Também as importações mantêm uma clara evolução crescente, atingindo 61 milhões de euros em 2017, o qual supõe um crescimento de 22% relativamente a 2016.

Estrutura da oferta

  • Num enquadramento de reativação das vendas, o número de empresas com atividade no setor retomou no biénio 2015-2016, até se situar neste último ano em 65.
  • O volume de emprego setorial, pela sua parte, cifrou-se em 2016 em 3.703 trabalhadores. Só dezassete operadores, 27,9% do total, empregavam mais de 50 trabalhadores, concentrando este grupo de empresas cerca de 92% do volume total de emprego do setor.
  • As duas primeiras empresas reuniram conjuntamente em 2016 uma quota de cerca de 40% das vendas totais, participação que se elevou até 63% se se considerar o grupo das cinco primeiras.

Dados Gerais, 2017

quinta-feira, 1 de março de 2018

As vendas de automóveis voltam a superar as 220.000 unidades


Evolução do Mercado


  • O volume de negócio no setor de concessionários de automóveis (incluindo venda de automóveis novos, venda de automóveis de ocasião e venda de recâmbios, serviços de mecânica e outras atividades) manteve em 2017 a tendência de crescimento observada desde 2013, ainda que com um ritmo mais baixo.
  • Assim, estima-se um valor de 5.500 milhões de euros, cerca de mais 4% do que em 2016, ano no qual se tinha contabilizado um acréscimo de 10,4%.
  • Esta favorável evolução das receitas dos concessionários produziu-se num contexto de notável incremento da procura de veículos novos. Assim, as vendas de automóveis ligeiros de passageiros atingiram, incluindo os veículos todo-o-terreno, aproximadamente 222.100 unidades, o que supôs mais 7% do que em 2016.

Estrutura da oferta

  • Após a forte redução do tecido empresarial registada no setor de comércio de veículos automóveis ligeiros no período 2008-2014, o qual passou de 6.098 para 4.551 empresas, o número de operadores cresceu em 2015 e 2016 até cerca de 5.100 no último ano, num contexto de prolongamento da evolução positiva das vendas.
  • Da mesma forma, o volume de emprego situou-se neste último ano em quase 28.000 trabalhadores, mais 4% do que em 2015. Importa assinalar que no período 2004-2014 o setor perdeu cerca de 17.000 empregados.
  • Quanto à localização geográfica das empresas, sobressai a zona Norte de Portugal, a qual alberga aproximadamente 38% do número total, situando-se de seguida as zonas Centro e Lisboa, ambas com percentagens de cerca de 24-25%.
Dados Gerais, 2017