terça-feira, 6 de junho de 2017

Os restaurantes portugueses faturaram 3730 milhões de euros em 2016


Evolução do Mercado


  • O volume de negócios gerado pelo setor da restauração em Portugal atingiu os 2730 milhões de euros em 2016, correspondente a um acréscimo de 2,2% face ao valor registado no ano anterior, e confirma a tendência ascendente iniciada em 2014.
  • Em 2015, o número de empresas gestoras de estabelecimentos de restauração em Portugal era de 28610, cerca de 3000 menos do que as existentes em 2008.

Estrutura da Oferta

  • Entre 2009 e 2013 o mercado português da restauração perdeu cerca de 30% do seu valor, devido ao corte substancial do gasto das famílias e empresas e à forte concorrência em preços existente no setor.
  • A partir de 2014 a tendência inverteu-se, tendo o valor do mercado registado taxas de variação positivas. Em 2016 o volume de negócios ascendeu a 3730 milhões de euros, o que correspondeu a um aumento de 2,2% face ao ano anterior. O segmento da comida rápida foi o que evidenciou o desempenho mais favorável, graças aos seus preços competitivos e às mudanças de hábitos alimentares da população. Em 2016 as vendas deste tipo de estabelecimento registaram um crescimento de 7,6% para 780 milhões de euros.
  • As previsões a curto prazo para a economia portuguesa apontam para a continuação do crescimento do consumo privado. Neste contexto, estima-se que o mercado da restauração atinja em 2017 um valor próximo dos 3800 milhões de euros (+1,9%), sendo expetável um aumento semelhante em 2018.
  • A oferta do setor apresenta um grau de fragmentação elevado, predominando os operadores independentes e de pequena dimensão. Contudo, aprecia-se uma tendência de concentração empresarial, impulsionada pelo avanço das principais cadeias de restaurantes, tanto de comida rápida como de restauração informal, as quais têm aumentado o seu peso no mercado nos últimos anos.
  • Em 2015 operavam neste setor 28 610 empresas, aproximadamente menos 3000 do que as existentes em 2008. Estas empresas foram responsáveis por cerca de 114 000 postos de trabalho em 2014, com uma média de quatro trabalhadores por empresa.
  • Os cinco maiores operadores do setor por volume de negócios detinham em 2016 uma quota de mercado conjunta de 11%, enquanto a dos dez maiores rondava os 15%.

Dados Gerais, 2016








segunda-feira, 5 de junho de 2017

Suave retoma das vendas grossistas de produtos alimentares para hotelaria


Evolução do Mercado


  • A faturação das empresas grossistas de produtos alimentares em Portugal (excluindo as vendas ao canal de alimentação) cresceu 2,2% no exercício 2016, atingindo 1.145 milhões de euros, num contexto marcado pelo crescimento  do consumo privado.
  • Esta evolução junto com a tendência crescente registada nos dois anos anteriores, com taxas de 1,4% e 1,8%, permitiu que o valor do mercado se incrementasse em cerca de 60 milhões de euros entre 2013 e 2016.
  • As previsões no curto prazo apontam para uma prolongação da tendência crescente da procura, de modo que para os exercícios 2017 e 2018 estima-se um aumento adicional do valor do mercado perto de 1-2% anual.

Estrutura da Oferta

  • O número de empresas registadas na atividade de comercialização grossista de produtos de alimentação em Portugal situou-se em 9.155 em dezembro de 2015, valor ligeiramente superior ao que se tinha contabilizado no fim do exercício anterior.
  • Por tipo de produto comercializado, os grupos mais numerosos são os das empresas dedicadas ao comércio grossista de frutas, legumes e verduras (2.247 em dezembro de 2015), de bebidas (1.403) e de produtos de carne (809); além das empresas não especializadas, cujo número se fixou em 972.
  • Cerca de 90% dos operadores contam com menos de dez empregados, sendo estas empresas, em geral, companhias de caráter familiar e com um âmbito de atuação regional. Estas empresas de pequena e média dimensão costumam agrupar-se em centrais de compra, a fim de beneficiar de melhores condições dos seus fornecedores.
Dados Gerais, 2016


segunda-feira, 29 de maio de 2017

As exportações de calçado apresentam sete anos consecutivos de crescimento


Evolução do Mercado


  • O valor da produção de calçado iniciou em 2014 uma tendência crescente, a qual foi confirmada no exercício de 2016, num contexto de bom comportamento das vendas tanto em Portugal como no exterior. Para 2016 estimaram-se 2.050 milhões de euros, o que supõe cerca de 5,4% mais do que no exercício anterior, tendência que manter-se-à previsivelmente no curto prazo.
  • Em 2016 as exportações elevaram-se até aos 1.920 milhões de euros, o qual supôs um crescimento relativo a 2015 de 3%, e contrasta com os 1.297 milhões registados em 2010. As importações, por sua vez, cresceram novamente mais de 10% (+12,7%), alcançando um valor em torno de 595 milhões de euros.
  • França é o mercado externo mais importante, assumindo uma quota sobre as exportações totais de 22% em 2015. Também se destacam Alemanha, Holanda e Espanha.

Estrutura da Oferta

  • Após o crescimento experimentado em 2013 e 2014, o número de empresas fabricantes de calçado apenas cresceu em 2015 (+0,3%), até se situar em cerca de 1.450.
  • Predominam as empresas de pequeno tamanho, de modo que pouco mais de 60% do total contam com um quadro de pessoal abaixo de 10 empregados e só 9% têm mais de 50 trabalhadores.
  • A atividade produtiva concentra-se na zona Norte de Portugal, onde se localizam 95% das empresas. Nomeadamente nos concelhos de Felgueiras, no distrito do Porto, e Oliveira de Azeméis e Santa Maria da Feira, em Aveiro. Entre os três geram mais de 60% do volume de emprego total.
Dados Gerais, 2016

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Forte crescimento das importações de frutas e produtos hortícolas em 2016


Evolução do Mercado


  • A produção global portuguesa de frutas e produtos hortícolas ascendeu em 2015 a 3,7 milhões de toneladas, mais 14,5% do que foi contabilizado no exercício anterior, com um valor de quase 2.160 milhões de euros (+7,8%). Para 2016 estima-se um aumento do valor da produção global de 6,6%, até cerca de 2.300 milhões de euros.
  • Em 2016 manteve-se neste setor a tendência crescente de abertura ao exterior, registada nos últimos anos. Após forte crescimento das exportações em 2014 e 2015, com taxas a rondar os 25%, em 2016 as exportações alcançaram um valor de cerca de 582 milhões de euros, mais 2,1% do que em 2015.
  • Por sua vez, acentuou-se a presença de produtos importados: as importações alcançaram 766 milhões de euros, mais 20,6% do que em 2015.
Estrutura da Oferta

  • O setor de produção de frutas e produtos hortícolas caracteriza-se por uma elevada atomização da oferta. Assim, identificam-se cerca de 17.000 produtores, com um quadro global de aproximadamente 26.500 trabalhadores.
  • Relativamente à comercialização grossista, no setor operam pouco mais de 2.000 empresas, que geram um volume de emprego de cerca de 10.100 trabalhadores. No setor grossista predominam ainda as sociedades de tamanho reduzido: 90% contam com um quadro de pessoal inferior a 10 trabalhadores e cerca de 30 empregam mais de 50 pessoas.
  • Se considerarmos algumas das principais culturas (tomate, laranja, maçã, pêra, cereja, pêssego, tangerina, kiwi, uva de mesa e ameixa), a zona centro é a que concentra a maior superfície de cultivo, com cerca de 33% do total, seguida pelo Alentejo (26%) e Algarve (18%).
Dados Gerais, 2016

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Exportadoras em Portugal 2009-2015


Há cada vez maior abertura do tecido empresarial aos mercados externos e as exportações assumem maior relevância no volume de negócios das exportadoras.

Consulte este Retrato, aqui
Conheça outros Estudos. Clique aqui

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Moderada retoma do preço médio dos medicamentos em 2015 e 2016


Evolução do Mercado


  • Em 2015 e 2016 tem-se registado um crescimento do volume de negócio dos grossistas de produtos farmacêuticos, como consequência da ligeira retoma dos preços dos medicamentos. Assim, a faturação total agregada de 34 das principais empresas situou-se, em 2015, em 2.530 milhões de euros, o que supôs um aumento de 2,7% face ao ano anterior, estimando-se, para 2016, um acréscimo adicional de 1,6%, até aos 2.570 milhões.
  • O valor global do mercado de medicamentos, por sua vez, cresceu cerca de 2% em 2016, confirmando-se a tendência crescente iniciada no exercício anterior, no qual se contabilizou uma taxa de +3,9%. A preços de venda ao público situou-se à volta de 2.530 milhões de euros em 2016.

Estrutura da oferta

  • O setor de distribuição grossista de produtos farmacêuticos carateriza-se pelo predomínio dos operadores de reduzido tamanho, sendo que só seis empregam mais de 50 trabalhadores e somente três têm um quadro de pessoal acima de 250 empregados.
  • Observa-se uma tendência decrescente do emprego setorial. Assim, o quadro de pessoal agregado de 38 das principais empresas passou de 1.929 trabalhadores em 2010 para 1.758 trabalhadores em 2015. Não obstante, no último ano o retrocesso foi de 0,3%.
  • O distrito de Lisboa é o que concentra um maior número de operadores. Tomando como base o grupo das 40 empresas de maior tamanho, pouco mais de 40% têm a sua sede neste distrito, situando-se atrás dele Porto, em 17,5%.
Dados Gerais, 2016

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Forte quebra da produção de vinho na campanha 2016/2017

Evolução do Mercado


  • O volume de produção provisório de vinho na campanha 2016/2017 atingiu 5,65 milhões de hectolitros, quase 20% menos do que na campanha anterior, na qual se registou um aumento de 13,5%. A produção de vinhos com DOP foi a que mostrou o maior dinamismo na campanha 2015/2016, com uma taxa de crescimento de 21,2%.
  • A região de Douro/Porto é a que gera um maior volume (23% do total na campanha 2015/2016), à frente de Lisboa (17%), Alentejo (16%) Beiras (13%) e Minho (12%).
  • Pela sua parte, as exportações globais do setor situaram-se em torno de 710 milhões de euros em 2016, o que supôs cerca de 4% menos do que em 2015 e alterou a tendência crescente registada no período 2010-2015. Importa destacar, no entanto, o forte crescimento da exportação de Vinho Verde nos últimos anos. Cerca de 70% das exportações totais corresponde a vinhos com DOP, nomeadamente o vinho do Porto, com uma participação sobre o valor total de cerca de 43%.

Estrutura da oferta

  • O número de empresas com atividade no setor de vinho registou em 2015 um prolongamento da tendência crescente dos anos anteriores, até se situar em 1.313. Também o volume de emprego cresceu, tendo passado de 9.183 em 2014 para 9.450 trabalhadores em 2015.
  • No obstante, a superfície vitivinícola tem reduzido consideravelmente, cifrando-se em 198.700 hectares em 2015, 9.1% abaixo da registada no ano anterior.
  • Os operadores de pequeno tamanho predominam no setor, situando-se o número médio de empregados por empresa em 7 pessoas. Só 25 empresas têm um quadro de pessoal acima de 50 trabalhadores e unicamente duas empregam mais de 350 pessoas.
Dados Gerais