quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Vendas de perfumaria e cosmética no mercado ibérico deverão crescer acima de 5200 milhões em 2018


Evolução do Mercado


  • Em 2017 as vendas de perfumaria e cosmética no mercado ibérico mantiveram a tendência ascendente dos últimos anos, embora se tenha verificado um abrandamento moderado do ritmo de crescimento. Nesse ano, o volume de negócios ascendeu a 5112 milhões de euros, mais 2,2% do que em 2016. Em valor, o mercado em Espanha cresceu 2,2% para 4271 milhões de euros, enquanto em Portugal o aumento foi de 2,3%, situando-se nos 841 milhões.
  • A curto prazo as previsões apontam para que a tendência de crescimento da faturação do setor se mantenha, num contexto de subida moderada da procura interna, ainda que seja expectável um crescimento menor do que nos últimos anos. Estima-se que em 2018 o mercado ibérico cresça cerca de 2%, em valor, para 5215 milhões de euros.
  • A orientação crescente das empresas espanholas para o exterior manteve-se durante o ano 2017, tendo as exportações a partir de Espanha aumentado 11,5%, nesse ano, para 3508 milhões de euros. Em Portugal o crescimento situou-se acima de 10%, tendo as vendas ao exterior ascendido a 195 milhões de euros.
  • Os principais destinos das exportações espanholas em 2017 foram a Alemanha, Portugal, França, Estados Unidos e Reino Unido, com um peso conjunto no total próximo dos 37%. Quanto às exportações portuguesas, 33% tiveram como destino Espanha, destacando-se ainda Angola (17%) e o Reino Unido (11%).

Estrutura da Oferta

  • O segmento de produtos de cuidados da pele é o mais importante, representando 28,1% das vendas globais em Espanha e Portugal, em 2017, seguem-se os produtos de higiene (25,3%), os perfumes e as fragrâncias (18,8%), os produtos de cuidados para o cabelo (18,3%) e a cosmética decorativa (9,5%).
  • Em 2017 o setor ibérico era constituído por cerca de 400 empresas. A estrutura empresarial apresentava uma considerável concentração da oferta, detendo as cinco principais empresas, nesse ano, uma quota de mercado global que em Espanha rondava os 41%, enquanto em Portugal essa quota era de 37%.



segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Mantém-se a tendência crescente das vendas de mobiliário de lar


Evolução do Mercado


  • As vendas de mobiliário de lar em Portugal mantiveram em 2017 a tendência de crescimento iniciada em 2014, num contexto de crescimento do consumo final das famílias e do mercado imobiliário. Assim, nesse exercício estimou-se um valor de 415 milhões de euros, o que supõe uma variação de perto de 4% em relação a 2016, ano no qual se registou um acréscimo de 5,3%.
  • Em 2017 observou-se um aumento do superavit comercial com o exterior, após a queda registada no período 2015-2016, atingindo 359 milhões de euros. As exportações cresceram 6% neste ano, até cerca de 530 milhões de euros, enquanto as importações, impulsionadas pelo dinamismo da procura interna, aumentaram quase 8%, situando-se em cerca de 170 milhões de euros.
  • França assumiu em 2017 cerca de 40% das exportações totais, sendo o mercado externo mais importante. Espanha ocupa a segunda posição, com uma participação nesse ano de 18%, embora importe assinalar o crescimento das vendas portuguesas de móveis no Reino  Unido (+28%) e Holanda (+38%). Espanha, é, no entanto, o principal país de origem das importações, concentrando 40% em 2017.

Estrutura da Oferta

  • O número de empresas fabricantes de mobiliário de lar em Portugal manteve em 2016 a tendência de baixa dos anos anteriores, até se situar em 3.640, face a 6.400 que estavam operacionais em 2004. Pelo contrário, o número de empregados no setor tem aumentado desde 2013, passando de 21.700 para pouco mais de 23.400 em 2016.
  • A estrutura empresarial do setor caracteriza-se ainda pela sua notável atomização, sendo que cerca de 87% do total de empresas contam com um quadro de pessoal inferior a 10 trabalhadores e só quatro empregam mais de 250 pessoas.
  • Por outro lado, importa destacar a elevada concentração geográfica da atividade na zona Norte de Portugal, na qual se localizam cerca de 70% das empresas, à frente das zonas Centro e Lisboa.

Dados Gerais, 2017


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Mantém-se o crescimento da faturação no setor de alimentos congelados, apesar da queda das exportações


Evolução do Mercado


  • O valor global da faturação no setor de alimentos congelados tem mantido nos últimos anos uma tendência de crescimento, associada ao dinamismo das vendas para o exterior. Em 2017 manteve-se a tendência embora o ritmo se tenha atenuado com a queda das exportações.
  • Neste sentido, no ano 2017 as exportações atingiram 455 milhões de euros, o que supôs menos 7,7% do que em 2016 e alterando a tendência crescente iniciada em 2010. As importações, pela sua parte, registaram uma taxa de crescimento de 2,5%, até se situarem em 974 milhões de euros.
  • Neste contexto, o défice da balança comercial voltou a crescer significativamente, passando de 457 milhões de euros em 2016 para 519 milhões em 2017, o maior valor desde 2008.
  • Espanha mantém-se como o cliente  mais importante para as empresas do setor, assumindo uma quota sobre as exportações totais de 41% em 2017. As vendas portuguesas em Espanha caíram 6,0%, até aos 188 milhões de euros. Destaca-se o forte crescimento das exportações para o Brasil, (+31,1% em 2017), convertendo-se no principal destino fora da União Europeia.


Estrutura da oferta

  • A maioria das empresas no setor de alimentos congelados são de pequena dimensão, de modo que só 28 tinham em 2016 um quadro de pessoal superior a 50 trabalhadores e unicamente três empregavam mais de 250 pessoas.
  • Os distritos de Lisboa, Porto, Braga e Viseu reúnem grande parte das principais empresas do setor. Metade das 40 maiores empresas em termos de receitas totais estão sediadas em algum destes quatro distritos.
  • O volume de emprego deste grupo de 40 principais empresas situou-se em 2016 em 5.951 trabalhadores, mais 6% do que em 2015, ano no qual experimentara um crescimento de 9,1%.

Dados Gerais, 2017

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

O setor ibérico de bricolagem fechará 2018 com um aumento das vendas na ordem dos 6%


Evolução do Mercado


  • O volume de negócios agregado dos estabelecimentos especializados na venda a retalho de artigos de bricolagem em Espanha e Portugal ascendeu em 2017 a 4425 milhões de euros, o que traduz um aumento de 6,4% face a 2016.
  • Em 2018 mantém-se a tendência ascendente das vendas, prevendo-se que encerre o ano com uma variação de 5,8%.
  • Em 2017 as vendas a retalho de artigos de bricolagem em Espanha e Portugal mantiveram uma evolução positiva, num contexto económico favorável, de aumento do consumo das famílias e crescimento do mercado imobiliário e da atividade no setor da construção civil.
  • Assim, nesse ano e no conjunto do mercado ibérico, o volume de negócios agregado dos estabelecimentos especializados na venda a retalho de artigos de bricolagem com uma área superior a 1000 metros quadrados ascendeu, a 4425 milhões de euros, um aumento de 6,4% em relação a 2016.
  • Portugal foi o país que apresentou maior dinamismo, tendo o volume de negócios registado um crescimento de 7,3%, para 880 milhões de euros, o que corresponde a cerca de 20% do valor total das vendas do mercado ibérico. Em Espanha a faturação ascendeu a 3545 milhões de euros, o que traduz um aumento de 6,1% face a 2016.
  • Prevê-se um aumento adicional da faturação em 2018, podendo o conjunto do mercado ibérico fechar o ano de 2018 com 4608 milhões de euros, o que representa uma variação de 5,8% face a 2017.


Estrutura da Oferta

  • Apesar da subida do volume de negócios, os operadores vêem-se confrontados com a ameaça da crescente diversificação para o setor da bricolagem dos distribuidores de ferragens e de materiais de construção, a presença cada vez maior de artigos para o lar e a bricolagem nos lineares dos hipermercados e outras grandes superfícies e o aumento das vendas online por parte da lojas virtuais, tanto generalistas como especializadas.
  • Em setembro de 2018 havia no conjunto do mercado ibérico cerca de 550 estabelecimentos especializados na venda a retalho de artigos de bricolagem com uma área superior a 1000 metros quadrados dos quais 370 localizados em Espanha e os 180 restantes em Portugal. 
  • A Catalunha, Comunidade Valenciana, Madrid, Andaluzia e Galiza represnetam 66% dos estabelecimentos localizados em Espanha. Os distritos do Porto e Lisboa, pelo seu lado, aglutinam um pouco mais de um terço dos estabelecimentos com atividade em Portugal.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Prolongamento da tendência crescente da produção e do mercado de embalagens de plástico


Evolução do Mercado


  • O valor da produção de embalagens de plástico situou-se no ano de 2017 em 680 milhões de euros, mais 5,6% do que em 2016, num enquadramento de expansão das vendas no mercado interno.
  • O balanço comercial apresenta um saldo negativo, o qual aumentou para 30 milhões em 2017, face a 26 milhões de euros no ano anterior. Em 2017 as exportações alcançaram 207 milhões de euros, mais 5,1% do que em 2016, enquanto as importações aumentaram 6,3% até aos 237 milhões.
  • Espanha é o mercado externo mais importante para as empresas portuguesas, com uma quota sobre o valor das exportações totais de cerca de 45% em 2017. Angola ocupa a segunda posição, com uma participação de 16,4%. Quanto à origem das importações, destaca-se Espanha, de onde provém quase 60% do valor total, à frente de Alemanha e França.

Estrutura da oferta

  • Depois da queda registada em 2015, o número de empresas fabricantes de embalagens de plástico cresceu em 2016, situando-se em 158, mais quatro operadores do que no ano anterior, ainda que longe dos 195 que estavam operacionais em 2004.
  • Relativamente ao volume de emprego, no período 2014-2016 tem aumentado a taxas anuais de cerca de 3-4%, até se situar em 3.661 no último ano, embora abaixo do máximo registado em 2008.
  • Cerca de 60% das empresas emprega menos de 10 pessoas, situando-se o quadro de pessoal médio por empresa por empresa para o conjunto do setor em 2016 em 23 empregados. Por sua vez, só 22 fabricantes, menos de 14% do total, empregam mais de 50 pessoas.
Dados Gerais, 2017


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Faturação dos operadores logísticos continua a apresentar valores recordes


Evolução do mercado


  • O volume de negócios no setor português de operadores logísticos, incluídas as receitas decorrentes da armazenagem de mercadorias e das operações associadas realizadas sobre as mercadorias armazenadas (manipulação, transporte e distribuição), ascendeu a 535 milhões de euros em 2017, um acréscimo de 4,3% face ao registado no ano anterior, em que a variação tinha sido de 3%.
  • A introdução de novos serviços de maior valor acrescentado, o dinamismo do comércio eletrónico e a internacionalização crescente da atividade das empresas portuguesas constituem outros fatores que contribuíram para o crescimento do setor.
  • Apesar da recuperação da procura, as empresas enfrentam uma forte concorrência de preços para manterem as suas quotas de mercado, o que afeta a rendibilidade setorial. Em 2017, esta tendência acentuou-se, pelo que o aumento dos preços dos combustíveis reforçou a pressão sobre as margens dos operadores.
  • As projeções macroeconómicas para os anos 2018 e 2019 apresentam perspetivas favoráveis de evolução do negócio logístico em Portugal. No final de 2018 é esperado um crescimento do volume de negócios de 3,7%, para cerca de 555 milhões de euros.

Estrutura da oferta

  • Em Portugal existiam aproximadamente 80 operadores logísticos em atividade em 2017, os quais geriam 230 armazéns, dos quais 60% localizados em Lisboa e no Porto.
  • Nos últimos anos verificou-se a entrada de algumas empresas de pequena dimensão. Esta tendência foi, contudo, compensada por diversas operações de concentração e pelo encerramento de atividade de outras empresas.
  • A crescente externalização das atividade de armazenagem, manipulação e transporte de mercadorias por parte do tecido empresarial português nos últimos anos, juntamente com a retoma do consumo privado e o aumento da atividade industrial e comercial, favorecem o aumento do volume de negócios agregado dos operadores logísticos.
  • O setor caracteriza-se pelo elevado grau de concentração da oferta, tendo os cinco principais operadores gerado 39% do volume de negócios global em 2017, enquanto a quota dos dez principais se situou acima dos 55%.