quarta-feira, 11 de julho de 2018

Prolongamento da tendência crescente da produção e do mercado de embalagens de plástico


Evolução do Mercado


  • O valor da produção de embalagens de plástico situou-se no ano 2017 em 680 milhões de euros, mais 5,6% do que em 2016, num enquadramento de expansão das vendas no mercado interno.
  • O balanço comercial apresenta um saldo negativo, o qual aumentou para 30 milhões em 2017, face a 26 milhões de euros no ano anterior. Em 2017 as exportações alcançaram 207 milhões de euros, mais 5,1% do que em 2016, enquanto as importações aumentaram 6,3% até 237 milhões.
  • Espanha é, com grande diferença sobre os restantes, o mercado externo mais importante para as empresas portuguesas, com uma quota sobre o valor das exportações totais de cerca de 45% em 2017. Angola ocupa a segunda posição, com uma participação de 16,4%. Quanto à origem das importações, destaca-se Espanha, de onde provém quase 60% do valor total, à frente da Alemanha e França.

Estrutura da Oferta

  • Depois da queda registada em 2015, o número de empresas fabricantes de embalagens de plástico cresceu em 2016, situando-se em 158, mais quatro operadores do que no ano anterior, ainda que longe dos 195 que estavam operacionais em 2004.
  • Relativamente ao volume de emprego, o período 2014-2016 tem aumentado as taxas anuais de cerca de 3-4%, até se situar em 3.661 no último ano, embora abaixo do máximo registado em 2008.
  • Cerca de 60% das empresas emprega menos de 10 pessoas, situando-se o quadro de pessoal médio por empresa para o conjunto do setor em 2016 de 23 empregados. Por sua vez, só 22 fabricantes, menos de 14% do total, empregam mais de 50 pessoas.
Dados Gerais, 2017

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Mantém-se o crescimento da faturação no setor de alimentos congelados, apesar da queda das exportações


Evolução do Mercado


  • O valor global da faturação no setor de alimentos congelados tem mantido nos últimos anos uma tendência de crescimento, associada ao dinamismo das vendas para o exterior. Em 2017 manteve-se a tendência embora o ritmo se tenha atenuado com a queda das exportações.
  • Neste sentido, no ano 2017 as exportações atingiram 455 milhões de euros, o que supôs menos 7,7% do que em 2016 e alterando a tendência crescente iniciada em 2010. As importações, registaram uma taxa de crescimento de 2,5%, até aos 974 milhões de euros.
  • Neste contexto, o défice da balança comercial voltou a crescer significativamente, passando de 457 milhões de euros em 2016 para 519 milhões em 2017, o maior valor desde 2008.
  • Espanha mantém-se como o cliente mais importante para as empresas do setor, assumindo uma quota sobre as exportações totais de 41% em 2017. As vendas portuguesas em Espanha caíram 6,0%, até aos 188 milhões de euros. destaca-se o forte crescimento das exportações para o Brasil, (+31,1% em 2017), convertendo-se no principal destino fora da União Europeia.

Estrutura da Oferta

  • A maioria das empresas no setor de alimentos congelados são de pequena dimensão, sendo que 28 tinham em 2016 um quadro de pessoal superior a 50 trabalhadores e unicamente três empregavam mais de 250 pessoas.
  • Os distritos de Lisboa, Porto, Braga e Viseu reúnem grande parte das principais empresas do setor. Metade das 40 maiores empresas em termos de receitas totais estão sediadas num destes quatro distritos.
  • O volume de emprego deste grupo de 40 principais empresas era em 2016 de 5.951 trabalhadores, mais 6% do que em 2015, ano no qual experimentara um crescimento de 9,1%.

Dados Gerais, 2017

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Forte crescimento do comércio externo de frutas e produtos hortícolas em 2017


Evolução do Mercado


  • A produção global portuguesa de frutas e produtos hortícolas situou-se em 2016 em 3,4 milhões de toneladas, menos 7,2% do que no exercício anterior, com um valor de 2.214 milhões de euros (-2,2%). Nesse ano os produtos hortícolas assumiram pouco mais de metade do valor total da produção. Para 2017 estimou-se um aumento do valor da produção global de 1,6%, até se situar à volta de 2.250 milhões de euros.
  • O setor mostra uma tendência de crescente abertura ao exterior, sendo que depois de um suave crescimento registado em 2016 (+2%), em 2017 as exportações cresceram 26%, com um valor de cerca de 771 milhões de euros, mais do dobro do que em 2011. Em 2017 aumentaram também as importações, até aos 853 milhões de euros, mais 11% do que em 2016, exercício no qual cresceram 22%.
  • Espanha é o primeiro país de destino das exportações, assumindo uma quota sobre as exportações totais à volta de 40% em 2017. também se destacam a Polónia, a França, a Holanda, o Reino Unido e a Alemanha, com participações respetivas sobre o total nesse exercício de 8-10%. Espanha conta ainda com uma participação nas importações sobre o valor total, de cerca de 60% em 2017.

Estrutura da Oferta

  • O setor da produção de frutas e produtos hortícolas em Portugal está integrado por cerca de 18.300 empresas, que geram um volume de emprego aproximado de 30.000 trabalhadores, o que reflete a elevada atomização da oferta.
  • Relativamente à comercialização grossista, no setor operam cerca de 2.000 empresas, que geraram um volume de emprego de pouco mais de 10.600 trabalhadores em 2016. A este nível predominam também as sociedades de tamanho reduzido, sendo que cerca de 90% contam com um quadro de pessoal inferior a 10 trabalhadores e só perto de 30 empregam mais de 50 pessoas.
  • A superfície destinada ao cultivo de frutas e produtos hortícolas em Portugal manteve-se em 2016 em cerca de 125.000 hectares, menos 0,7% do que no exercício anterior. Pelo tipo de produtos, 41% da superfície total correspondeu aos frutos não cítricos, 16% aos frutos cítricos e 43% ao produtos hortícolas.

Dados Gerais, 2017





sexta-feira, 15 de junho de 2018

Evolução positiva do mercado de medicamentos em 2017


Evolução do Mercado


  • O volume de negócio da distribuição grossista de produtos farmacêuticos manteve nos últimos anos uma tendência de ligeiro crescimento. Assim, as receitas agregadas de 38 das principais empresas situaram-se em 2016 em 2.085 milhões de euros, mais 0,5% do que no exercício anterior. Para 2017 estimou-se um acréscimo semelhante da faturação agregada, até aos 2.100 milhões de euros.
  • Por sua vez, o valor do mercado de medicamentos cresceu cerca de 2% em 2017 até aos 2.575 milhões de euros, após as taxas de 3.9% e 1,6% contabilizadas em 2015 e 2016, respetivamente.
  • Em termos de número de embalagens comercializadas, observa-se um crescimento ligeiramente inferior no período 2015-2017, o que reflete a tendência de aumento dos preços.

Estrutura da oferta

  • No setor de distribuição grossista de produtos farmacêuticos predominam os pequenos operadores, de forma que só oito empregam mais de 50 trabalhadores e somente dois têm um quadro de pessoal acima de 250 empregados.
  • No ano de 2016 quebrou-se a tendência descendente do emprego setorial registada em anos anteriores. Assim, o quadro de pessoal agregado de 29 das principais empresas atingiu 1.535 trabalhadores, mais 4,1% do que em 2015.
  • Do ponto de vista geográfico, percebe-se uma notável concentração da oferta no distrito de Lisboa, no qual estão sediadas 17 das 40 empresas de maior dimensão, pouco mais de 40%, situando-se atrás dele o Porto, com 20%.

Dados Gerais, 2017

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Mantém-se o crescimento anual do volume de negócios dos estabelecimentos hoteleiros acima de 15%


Evolução do Mercado


  • O volume de negócio agregado de hotéis, estalagens, apart-hotéis, motéis, pensões, pousadas, aldeamentos turísticos e apartamentos turísticos manteve um notável dinamismo no período 2014-2017, crescendo a taxas anuais acima de 15%, alcançando 3.620 milhões de euros no último ano (+16,6%), sustentado com o bom desempenho da procura portuguesa e estrangeira.
  • O número de hóspedes superou 20,6 milhões em 2017, registando um crescimento de 8,9% face a 2016, enquanto as dormidas se elevaram a cerca de 57,5 milhões, mais 7,4% do que no ano anterior. Importa assinalar que o número de hóspedes nos hotéis cresceu quase 10%, até aos 16,1 milhões.
  • As dormidas de residentes em Portugal cresceram 5,2%, até aos 15,9 milhões, representando 27,6% do total. Em 2017 nomeadamente, destacou-se o notável aumento das dormidas da população estrangeira, situado em 11,5%, sobressaindo as correspondentes a residentes dos Estados Unidos (+21,2%), Polónia (+20,4%) e França (+18,5%). Os britânicos mantiveram-se em 2017 como os clientes estrangeiros mais importantes, assumindo 16,1% das dormidas totais.

Estrutura da oferta

  • A capacidade hoteleira em Portugal incrementou em 2017. Assim, considerando hotéis, estalagens, hotéis-apartamentos, móteis, pensões e pousadas, o número total de camas aumentou cerca de 5%, atingindo cerca de 381.000, enquanto que o número de estabelecimentos teve um aumento de cerca de 11%, até alcançar 4.805 nesse ano.
  • 52,9% do total de camas em 2016 correspondiam a hotéis, seguindo-se as estalagens, motéis e pensões (20,8%), os apart-hotéis (11,6%), os apartamentos turísticos (8,8%), os aldeamentos turísticos (5%) e as pousadas (0,9%).
  • Do ponto de vista geográfico, observa-se uma notável concentração da atividade setorial nas zonas do Algarve, na qual se localizam cerca de 33% das camas, e Lisboa, com cerca de 20%.

Dados Gerais, 2017


quarta-feira, 23 de maio de 2018

As residências lucrativas para a terceira idade atingem 726 lares com 21.000 lugares


Evolução do Mercado


  • Num contexto de crescente incorporação da mulher no mercado de trabalho e progressivo envelhecimento da população, a melhoria da atividade económica nos últimos anos tem contribuído para o aumento da procura de serviços assistenciais para a terceira idade em Portugal.
  • Porém, o volume de negócio das residências lucrativas manteve a tendência de crescimento, até atingir 290 milhões de euros em 2017, o que supôs um acréscimo de cerca de 4% em relação a 2016, ano no qual se tinha registado uma variação ligeiramente superior.
  • O número de centros lucrativos tem sido incrementado consideravelmente, passando de 330 no fim de 2006 para 726 em março de 2018. A lotação de lugares neste tipo de centros, pela sua parte, aumentou de cerca de 8.000 para 21.000 nesse período. Apesar do forte crescimento do número de centros lucrativos e da sua capacidade, o seu grau de ocupação, considerando tanto residências lucrativas como não lucrativas, situava-se à volta de 93% em março de 2018.

Estrutura da Oferta

  • O número de residências para a terceira idade com atividade em Portugal propriedade de entidades lucrativas situava-se em março de 2018 em 726, operando junto de 1.720 entidades não lucrativas. Neste último grupo destaca-se a importância das residências pertencentes às Misericórdias, com 497 lares nessa data.
  • A capacidade total dos lares situou-se nessa data em 96.305 lugares, dando como resultado uma média de cerca de 40 lugares por centro, sendo maior nas residências de entidades não lucrativas (44) do que nas residências lucrativas (29).   
  • O distrito de Lisboa é o que conta com maior número de centros lucrativos, 231 em março de 2018, 32% do total, à frente do Porto (92), e Setúbal e Leiria, com 81 e 74 residências cada um deles. Em termos de capacidade, o distrito de Lisboa contava nessa data com 6.670 lugares em residências lucrativas, também 32% do total. Seguem-se Setúbal (2.279 lugares), Porto (2.065) e Leiria (1.922).
  • Só 11% das residências lucrativas conta com mais de 50 lugares, enquanto em cerca de 54% dos casos a capacidade está abaixo dos 25 lugares.

Dados Gerais

terça-feira, 22 de maio de 2018

O volume de negócio agregado dos setores turísticos aumentou 13% em 2017


Evolução do Mercado


  • O mercado turístico português tem registado nos últimos anos uma tendência crescente, num contexto caraterizado pelo bom desempenho da procura tanto nacional como estrangeira. O ritmo de crescimento acelerou significativamente em 2017, ano no qual alcançou uma variação superior a 10%.
  • Assim, o volume de negócio agregado dos principais setores turísticos (estabelecimentos hoteleiros, agências grossistas e retalhistas de viagens, transporte aéreo, transportes rodoviário de passageiros e rent a car) situou-se, no exercício 2017, acima de 11.100 milhões de euros, o que supôs um aumento referente ao ano anterior de 12,9%, destacando-se pelo seu maior dinamismo os setores de estabelecimentos hoteleiros e transporte aéreo.
  • Os setores de transporte aéreo e estabelecimentos hoteleiros são os de maior importância, assumindo cerca de 39% e de 33% do mercado turístico total, respetivamente.
  • O número de hóspedes no estabelecimentos hoteleiros, por sua vez, superou 20,6 milhões em 2017, registando um crescimento face a 2016 de 8,9%, enquanto as dormidas se elevaram a cerca de 57,5 milhões, 7,4% mais. Nomeadamente, em 2017  destacou-se o notável aumento das dormidas da população estrangeira, situado em 11,5%.
  • No curto prazo prevê-se uma continuidade do crescimento da procura nacional e internacional, embora com taxas de variação mais moderadas do que em 2017. A concentração empresarial, a internacionalização dos operadores portugueses e o avanço na transformação digital são outras tendências de futuro relevantes.

Estrutura da oferta

  • A estrutura empresarial tende à concentração em todos os setores, resultado do crescimento dos operadores de maior tamanho, sustentado principalmente em aquisições e fusões de outras companhias, e no encerramento de pequenas empresas pouco rentáveis.
  • Destaca-se a escassez de grupos turísticos diversificados, que possuem atividade em vários setores do mercado turístico. Deste modo, a ampla maioria das empresas turísticas portuguesas centram a sua atividade num único setor.
  • Os mercados de transporte aéreo, rent a car e agências de viagens grossistas apresentam o grau de concentração maior. Nos dois primeiros, os cinco operadores líderes reuniram em 2016 quotas de mercado conjuntas de 78% e 56%, respetivamente, enquanto a participação global das cinco primeiras empresas no mercado de agências de viagens grossistas foi de 55%.
  • Por outro lado, a capacidade hoteleira em Portugal reforçou-se em 2017. Assim, considerando hotéis, estalagens, hotéis-apartamentos, móteis, pensões e pousadas, o número total de camas aumentou cerca de 5%, atingindo cerca de 381.000, enquanto o número de estabelecimentos, pela sua parte, aumentou quase 11%, até alcançar 4.805 nesse ano.
  • Do ponto de vista geográfico, observa-se uma notável concentração da atividade setorial nas zonas do Algarve, na qual se localizam cerca de 33% das camas, e Lisboa, com cerca de 20%. Seguem-se-lhes as zonas Norte e Centro, em ambos os casos com percentagens sobre o número total de camas de perto de 15%.

Dados Gerais, 2017