segunda-feira, 22 de maio de 2017

Forte crescimento das importações de frutas e produtos hortícolas em 2016


Evolução do Mercado


  • A produção global portuguesa de frutas e produtos hortícolas ascendeu em 2015 a 3,7 milhões de toneladas, mais 14,5% do que foi contabilizado no exercício anterior, com um valor de quase 2.160 milhões de euros (+7,8%). Para 2016 estima-se um aumento do valor da produção global de 6,6%, até cerca de 2.300 milhões de euros.
  • Em 2016 manteve-se neste setor a tendência crescente de abertura ao exterior, registada nos últimos anos. Após forte crescimento das exportações em 2014 e 2015, com taxas a rondar os 25%, em 2016 as exportações alcançaram um valor de cerca de 582 milhões de euros, mais 2,1% do que em 2015.
  • Por sua vez, acentuou-se a presença de produtos importados: as importações alcançaram 766 milhões de euros, mais 20,6% do que em 2015.
Estrutura da Oferta

  • O setor de produção de frutas e produtos hortícolas caracteriza-se por uma elevada atomização da oferta. Assim, identificam-se cerca de 17.000 produtores, com um quadro global de aproximadamente 26.500 trabalhadores.
  • Relativamente à comercialização grossista, no setor operam pouco mais de 2.000 empresas, que geram um volume de emprego de cerca de 10.100 trabalhadores. No setor grossista predominam ainda as sociedades de tamanho reduzido: 90% contam com um quadro de pessoal inferior a 10 trabalhadores e cerca de 30 empregam mais de 50 pessoas.
  • Se considerarmos algumas das principais culturas (tomate, laranja, maçã, pêra, cereja, pêssego, tangerina, kiwi, uva de mesa e ameixa), a zona centro é a que concentra a maior superfície de cultivo, com cerca de 33% do total, seguida pelo Alentejo (26%) e Algarve (18%).
Dados Gerais, 2016

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Exportadoras em Portugal 2009-2015


Há cada vez maior abertura do tecido empresarial aos mercados externos e as exportações assumem maior relevância no volume de negócios das exportadoras.

Consulte este Retrato, aqui
Conheça outros Estudos. Clique aqui

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Moderada retoma do preço médio dos medicamentos em 2015 e 2016


Evolução do Mercado


  • Em 2015 e 2016 tem-se registado um crescimento do volume de negócio dos grossistas de produtos farmacêuticos, como consequência da ligeira retoma dos preços dos medicamentos. Assim, a faturação total agregada de 34 das principais empresas situou-se, em 2015, em 2.530 milhões de euros, o que supôs um aumento de 2,7% face ao ano anterior, estimando-se, para 2016, um acréscimo adicional de 1,6%, até aos 2.570 milhões.
  • O valor global do mercado de medicamentos, por sua vez, cresceu cerca de 2% em 2016, confirmando-se a tendência crescente iniciada no exercício anterior, no qual se contabilizou uma taxa de +3,9%. A preços de venda ao público situou-se à volta de 2.530 milhões de euros em 2016.

Estrutura da oferta

  • O setor de distribuição grossista de produtos farmacêuticos carateriza-se pelo predomínio dos operadores de reduzido tamanho, sendo que só seis empregam mais de 50 trabalhadores e somente três têm um quadro de pessoal acima de 250 empregados.
  • Observa-se uma tendência decrescente do emprego setorial. Assim, o quadro de pessoal agregado de 38 das principais empresas passou de 1.929 trabalhadores em 2010 para 1.758 trabalhadores em 2015. Não obstante, no último ano o retrocesso foi de 0,3%.
  • O distrito de Lisboa é o que concentra um maior número de operadores. Tomando como base o grupo das 40 empresas de maior tamanho, pouco mais de 40% têm a sua sede neste distrito, situando-se atrás dele Porto, em 17,5%.
Dados Gerais, 2016

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Forte quebra da produção de vinho na campanha 2016/2017

Evolução do Mercado


  • O volume de produção provisório de vinho na campanha 2016/2017 atingiu 5,65 milhões de hectolitros, quase 20% menos do que na campanha anterior, na qual se registou um aumento de 13,5%. A produção de vinhos com DOP foi a que mostrou o maior dinamismo na campanha 2015/2016, com uma taxa de crescimento de 21,2%.
  • A região de Douro/Porto é a que gera um maior volume (23% do total na campanha 2015/2016), à frente de Lisboa (17%), Alentejo (16%) Beiras (13%) e Minho (12%).
  • Pela sua parte, as exportações globais do setor situaram-se em torno de 710 milhões de euros em 2016, o que supôs cerca de 4% menos do que em 2015 e alterou a tendência crescente registada no período 2010-2015. Importa destacar, no entanto, o forte crescimento da exportação de Vinho Verde nos últimos anos. Cerca de 70% das exportações totais corresponde a vinhos com DOP, nomeadamente o vinho do Porto, com uma participação sobre o valor total de cerca de 43%.

Estrutura da oferta

  • O número de empresas com atividade no setor de vinho registou em 2015 um prolongamento da tendência crescente dos anos anteriores, até se situar em 1.313. Também o volume de emprego cresceu, tendo passado de 9.183 em 2014 para 9.450 trabalhadores em 2015.
  • No obstante, a superfície vitivinícola tem reduzido consideravelmente, cifrando-se em 198.700 hectares em 2015, 9.1% abaixo da registada no ano anterior.
  • Os operadores de pequeno tamanho predominam no setor, situando-se o número médio de empregados por empresa em 7 pessoas. Só 25 empresas têm um quadro de pessoal acima de 50 trabalhadores e unicamente duas empregam mais de 350 pessoas.
Dados Gerais

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Forte crescimento da atividade no setor de trabalho temporário entre 2013 e 2016


Evolução do Mercado


  • A faturação das empresas portuguesas de trabalho temporário cresceu 7,3% no exercício 2016, alcançando 1.175 milhões de euros, num contexto macroeconómico favorável, marcado pelo aumento da atividade empresarial e a queda do desemprego.
  • Este crescimento prolonga a tendência crescente registada nos dois anos anteriores, com taxas de 14,5% e 8,5%, o que permitiu que o valor do mercado se incrementasse em cerca de 300 milhões de euros entre 2013 e 2016.
  • O número de desempregados em Portugal tem mantido nos últimos anos uma tendência decrescente, reduzindo-se entre 2013 e setembro de 2016 em pouco mais de 300.000 pessoas. Assim, no terceiro trimestre deste último exercício o número de pessoas sem trabalho cifrou-se em 550.000.

Estrutura da Oferta

  • O número de empresas autorizadas para operar no setor de trabalho temporário em Portugal situou-se em 230 em dezembro de 2016, valor semelhante à registada no fim do exercício anterior. A zona de Lisboa, a qual alberga um total de 110 empresas, e a zona Norte, com 83 operadores, são as que contam com o maior número de empresas.
  • Pela sua parte, o número de trabalhadores das empresas de trabalho temporário (incluindo aos trabalhadores cedidos) cifrou-se em 84.089 em 2015, o que supôs um incremento de 11,6% com respeito ao exercício precedente, no qual o número de empregados situou-se em 75.354.
  • A oferta setorial está caraterizada por um alto grau de concentração, de forma que as cinco principais empresas em termos de volume de faturação alcançaram em 2015 uma quota de mercado conjunta de 38%.
Dados Gerais, 2016

sexta-feira, 31 de março de 2017

Quebra das exportações de derivados de carne após cinco anos de crescimento


Evolução do Mercado


  • O valor da produção no setor de derivados de carne situou-se no ano 2016 em 975 milhões de euros, o que supôs um crescimento de 0,5% em relação a 2015, num enquadramento de reativação da procura no mercado interno.
  • Após situar-se o déficit da balança comercial em 2014-2015 em 23 milhões, em 2016 elevou-se até aos 36 milhões. Neste último ano as exportações alcançaram 128 milhões de euros, menos 3,8% do que em 2015, enquanto as importações aumentaram 5,1%, atingindo 164 milhões.
  • Neste contexto, a propensão a exportar situou-se em torno de 13% em 2016. A penetração das importações no mercado interno, pela sua parte, foi de 16%, cerca de mais dois pontos percentuais do que em 2010.

Estrutura da oferta

  • O  número de empresas com atividade no setor de derivados de carne situou-se em cerca de 450 em 2015, mais 3% do que no ano anterior. O volume de emprego setorial, pela sua parte, após a quebra registada no período 2012-2014, voltou a crescer em 2015 (+6,6%), até aos 6.600 trabalhadores.
  • Predominam os operadores de pequena dimensão, de modo que cerca de 76% do total contam com menos de 10 empregados e só cerca de 20 empresas empregam mais de 50 trabalhadores.
  • Do ponto de vista geográfico, percebe-se uma notável concentração da oferta nas zonas Norte e Centro do país, as quais reuniam 38% e 26% do total de empresas, respetivamente, em 2014. Segue-se a zona do Alentejo, com pouco mais de 20% dos fabricantes, no mesmo exercício.
Dados Gerais, 2016


quarta-feira, 22 de março de 2017

Volume de negócios dos corretores continuou a crescer em 2016


Evolução do Mercado


  • As remunerações dos corretores de seguros situaram-se em 2015 em 113 milhões de euros, o que supôs um crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior. Em 2016 manteve-se a tendência crescente, estimando-se uma taxa de 0,9%, até aos 114 milhões de euros.
  • Em 2015 o volume de prémios mediado pelos corretores ascendeu a 0,5%, cifrando-se em 836 milhões de euros, embora abaixo do máximo de 883 milhões contabilizados em 2008. A maior parte dos prémios mediados, cerca de 83% corresponde a seguros de não vida.
  • A penetração dos corretores no mercado de seguros situou-se nesse exercício em 6,6%, um ponto acima do registado em 2014. A quota sobre o volume total de prémios situa-se em cerca de 18% no ramo de seguros de não vida, enquanto no de seguros de vida reduz-se até cerca de 2%.

Estrutura da Oferta

  • O número de mediadores de seguros em Portugal manteve nos últimos anos uma notável redução. Em 2015 operavam cerca de 22.700, face a 24.600 de 2012, o que supõe uma variação média anual negativa de quase 3%.
  • O número de corretores situou-se em 2015 em 72, menos cinco do que no ano anterior e menos treze do que em 2012. Predominam as companhias de pequena dimensão, de modo que 65% conta com um quadro de pessoal de até 10 empregados e só 17% tem mais de 30 trabalhadores.
  • A quota de mercado conjunta dos cinco primeiros operadores situou-se em 2015 em 50%, elevando-se a participação do grupo dos dez primeiros a 69%.
Dados Gerais, 2015