sexta-feira, 14 de junho de 2019

As vendas das residências para a terceira idade excedem pela primeira vez os 300 milhões de euros


Evolução do Mercado


  • A tendência de envelhecimento da população e a crescente incorporação da mulher no mercado de trabalho têm favorecido o aumento da procura de serviços assistenciais para a terceira idade durante os últimos anos.
  • Neste contexto, a faturação agregada das residências lucrativas situou-se, no ano 2018, em 315 milhões de euros, um incremento de 5% relativo a 2017, ano em que se registou um crescimento de 7,1%.
  • Nos últimos exercícios percebe-se uma tendência crescente tanto do número de centros como da sua capacidade. Assim, entre março de 2014 e março de 2019 o número de residências lucrativas cresceu até cerca de uma centena, enquanto que a sua capacidade se incrementou em cerca de 4.300 lugares.

Estrutura da oferta

  • Em março de 2019 operavam em Portugal cerca de 2.500 residências para a terceira idade das quais 736 eram residências lucrativas e 1.740 pertenciam a entidades não lucrativas.
  • O total de residências ativas rondava os 98.100 lugares, com uma capacidade média de 40 lugares por centro, 78% do número total de lugares (76.308) correspondia a entidades gestoras de centros não lucrativos, situando-se a capacidade das residências lucrativas em cerca de 21.800 lugares.
  • O distrito de Lisboa é o que conta com a maior capacidade de residências lucrativas, com 221 centro e 6.615 lugares em março de 2019, à frente de Setúbal, Porto, Leiria e Santarém, com respetivas capacidades entre 1.800 e 2.500 lugares.
  • A atomização empresarial carateriza a estrutura da oferta no setor, sendo que os cinco primeiros operadores por volume de faturação total em 2017 reuniram nesse execício uma quota de mercado conjunta de perto de 12%.
Dados Gerais, 2018


terça-feira, 28 de maio de 2019

Mantém-se a tendência crescente da produção de embalagens de cartão


Evolução do Mercado


  • A produção de embalagens de cartão manteve-se em 2018, a tendência de crescimento iniciada em 2013, num contexto de crescimento do consumo final das famílias e forte expansão do comércio eletrónico. Assim, nesse exercício estimou-se um valor de 875 milhões de euros, o que se traduz numa variação 6,2% em relação a 2017, ano no qual se registou um acréscimo de 8,6%.
  • Em 2017 e 2018 observou-se uma contração do superavit comercial com o exterior, depois do crescimento registado no período 2015-2016, atingindo 16 milhões de euros no último exercício. As exportações cresceram 1,9% neste ano, até 159 milhões de euros, enquanto as importações aumentaram quase 20%, situando-se em 143 milhões de euros.
  • Espanha assumiu em 2018 cerca de 50% das exportações totais, sendo o mercado externo mais importante. França ocupa a segunda posição, com uma participação nesse ano de 18%, registando um crescimento das vendas portuguesas para esse país de 19,2%.

Estrutura da oferta

  • O número de empresas fabricantes de embalagens de cartão em Portugal manteve em 2017, a tendência de alta iniciada o ano anterior, até aos cerca de 254. O número de empregados no setor, tem também aumentado desde 2012, passando de pouco mais de 4.800 para cerca de 6.200 em 2017.
  • Cerca de 60% do total de empresas contam com um quadro de pessoal inferior a 10 trabalhadores e só duas empregam mais de 250 pessoas.
  • Por outro lado, importa destacar a elevada concentração geográfica da atividade na zona Norte de Portugal, na qual se localizam cerca de 70% das empresas, à frente das zonas Centro e Lisboa.

Dados Gerais, 2018

terça-feira, 23 de abril de 2019

Novo crescimento da faturação do setor de estabelecimentos hoteleiros em 2018


Evolução do Mercado


  • O volume de negócios agregado de hotéis, estalagens, apart-hotéis, motéis, pensões, pousadas, aldeamentos turísticos e apartamentos turísticos manteve um notável dinamismo no período 2014-2017, crescendo a taxas anuais acima de 15%, alcançando 3.681 milhões de euros no último ano (+16,6%). Em  2018 estimou-se uma faturação de 4.000 milhões de euros, mais 8,7% do que em 2017.
  • O número de hóspedes cresceu 1,7% em 2018 (excluindo os estabelecimentos de alojamentos local e turismo no espaço rural e ainda as "Quintas da Maceira"), ultrapassando os 21 milhões. No entanto, as dormidas diminuíram ligeiramente, contabilizando 57,6 milhões. As dormidas realizadas por residentes em Portugal aumentaram 5%, face à contração de 2% registada no caso dos residentes no estrangeiro.
  • As dormidas em hotéis, estabelecimentos que assumem cerca de 70% do total, contabilizaram uma variação positiva de 1,4%, destacando-se pelo contrário a contração das dormidas nas estalagens, motéis e pensões tradicionais.

Estrutura da oferta

  • A capacidade hoteleira em Portugal, considerando em conjunto hotéis, estalagens, apart-hotéis, motéis, pensões e pousadas, situou-se no ano de 2017 em cerca de 403.000 camas, o que supôes um incremento de 5,8% no que respeita ao ano anterior e mais 68% comparativamente com 2002.
  • Perto de 55% do número total de camas, cerca de 211.000, correspondem a hotéis, embora o segmento que mais tem aumentado a sua capacidade nos últimos anos, com uma variação em 2017 de cerca de 15%.
  • A zona de Algarve é a que concentra uma maior capacidade, com cerca de 127.600 camas em 2017, o que supõe 31,7% do total, à frente da zona de Lisboa, com quase 80.500 camas.
Dados Gerais, 2018


quinta-feira, 11 de abril de 2019

Queda das exportações e da produção de calçado em 2018


Evolução do Mercado


  • A produção de calçado experimentou no período 2014-2017 uma tendência de alta, apoiada no dinamismo das vendas para o exterior. Após o crescimento de 3,5% contabilizado em 2017, em 2018 estima-se uma queda de 1,4%, alcançando 2.070 milhões de euros, devido principalmente ao abrandamento da procura externa.
  • Deste modo, as vendas do setor para fora de Portugal atingiram neste último exercício 1.904 milhões de euros, o que representou uma contração de perto de 3% relativo a 2017. As importações, por sua vez, aumentaram 4,9% em 2018, atingindo os 638 milhões de euros e reduzindo o superavit comercial a menos de 1.300 milhões, o nível mais baixo desde 2012.
  • França mantém-se como o mercado externo mais importante para os fabricantes portugueses de calçado, com uma participação sobre as exportações totais de cerca de 21%. Alemanha é o segundo destino, assumindo cerca de 20% do valor total, à frente de Holanda, Espanha e Reino Unido.

Estrutura da Oferta

  • Em 2017 operavam 1.526 empresas no setor de calçado, o que supôs um incremento de perto de 4% referente ao ano anterior. O volume de emprego gerado aumentou de forma semelhante, atingindo pouco mais de 40.000 pessoas, mantendo-se o número de empregados médio por empresa em 26.
  • Predominam os fabricantes de reduzida dimensão, sendo que cerca de 65% conta com um número de empregados inferior a 10 e menos de 10% emprega mais de 50 pessoas.
  • A atividade produtiva concentra-se na zona Norte de Portugal, onde se localizam quase 95% das empresas, destacando-se as regiões de Tâmega e Sousa e Área Metropolitana do Porto.
Dados Gerais, 2018


segunda-feira, 1 de abril de 2019

Crescimento sustentado da produção e do mercado de café


Evolução do Mercado


  • O valor do mercado de café em Portugal tem mantido nos últimos exercícios uma tendência de moderado crescimento, com taxas de variação anuais de cerca de 5% apoiado no crescimento do consumo dos lares e da economia portuguesa em geral.
  • Neste enquadramento,o valor das vendas no mercado interno alcançou 535 milhões de euros no exercício 2018, registando um incremento de 4,9% com respeito ao ano precedente. Em paralelo, o valor da produção aumentou 5,4%, situando-se em 484 milhões de euros.
  • Pela sua parte, as exportações de café torrado e solúvel alcançaram 70 milhões de euros, contabilizando um crescimento de 6,1% respeito ao ano anterior. Espanha é o principal destino das exportações, assumindo 35,5% das mesmas, à frente da França e Grécia. Quanto às importações, aumentaram 3,4% em 2018, atingindo 121 milhões de euros. França e Espanha configuram-se como os principais países de origem, com 34% e 29% do total importado em 2018, respetivamente.

Estrutura da Oferta

  • No setor de café operavam 67 empresas em 2017. Por áreas geográficas, a zona Norte contava nessa data com 23 empresas, situando-se atrás dela a zona de Lisboa, com 20 empresas.
  • A grande maioria das empresas que operam no setor são de pequena e média dimensão e, em geral, têm um accionariado de tipo familiar e um âmbito de atuação regional. Junto destas, identifica-se um reduzido número de grandes operadores, alguns dos quais estão integrados em grupos com uma oferta diversificada de produtos de alimentação.
  • Há apenas uma empresa com mais de 500 trabalhadores e outras cinco que empregam 100 ou mais efetivos, Importa assinalar que 82% das companhias tem um quadro de pessoal abaixo dos 20 empregados.

Dados Gerais, 2018

quinta-feira, 28 de março de 2019

Crescimento da produção e do mercado de embalagens de plástico em 2018


Evolução do Mercado


  • O mercado de embalagens de plástico contabilizou um aumento de 2,6% no ano 2018, registando-se um abrandamento do ritmo de crescimento no que respeita ao ano anterior. Desta forma, o valor das vendas em Portugal situou-se em cerca de 750 milhões de euros, face a 731 milhões em 2017.
  • A produção também mostrou uma evolução positiva desde 2014, experimentando um aumento de 2,0% no último exercício, atingindo os 715 milhões de euros.
  • Relativamente ao comércio externo, as exportações atingiram cerca de 207 milhões de euros em 2018, valor semelhante ao do ano anterior, no qual contabilizam uma taxa de crescimento de 5,1%. O valor das importações situou-se em 242 milhões de euros, em cerca de mais 2,5% do que em 2017.

Estrutura da oferta

  • O número de empresas fabricantes de recipientes e embalagens de plástico em Portugal manteve no biénio 2016-2017 uma tendência crescente, até se situar em 162 no último exercício, embora longe das 195 que estavam operacionais em 2004. O número de empregados no setor manteve em 2017 a tendência de crescimento iniciada em 2014, alcançando cerca de 3.900 trabalhadores.
  • Os operadores de pequena dimensão predominam no setor, sendo que só 22 empresas têm um quadro de pessoal acima de 50 empregados.
  • Percebe-se uma notável concentração geográfica nas áreas de maior atividade económica, nomeadamente na região do Norte, onde se localizam 42% das empresas, e na zona Centro (36%).

Dados Gerais, 2018


sexta-feira, 15 de março de 2019

O valor do mercado de medicamentos cresceu cerca de 3% em 2018


Evolução do Mercado

  • O valor do mercado português de medicamentos mantém desde o ano de 2015 uma tendência de ligeira expansão. Em 2018, as vendas valoradas a preços de venda ao público, atingiram os 2.625 milhões de euros, com um crescimento de mais 2,7% do que em 2017, mais ainda longe do máximo de 3.353 milhões de euros contabilizados no ano de 2008.
  • Os medicamentos genéricos decresceram ligeiramente a sua quota de mercado em 2018, alcançando vendas de 515 milhões de euros (+2%), o que representou 19,6% do valor total do mercado de especialidades farmacêuticas, face aos 19,8% em 2017. O preço médio destes medicamentos tem-se incrementado gradualmente desde 2014.

Estrutura da oferta

  • O número de trabalhadores no setor de distribuição grossista de produtos farmacêuticos tem mantido uma tendência de crescimento no biénio 2016-2017. Assim, as 40 principais empresas do setor por faturação, geravam em 2017 um volume de emprego de cerca de 2.030 trabalhadores, o que se traduz em cerca de mais 6% do que em 2016.
  • O quadro médio de pessoal destas 40 empresas situou-se em 2017 em 51 empregados. Só oito operadores empregava, mais de 50 pessoas e somente três contavam com um quadro de pessoal acima de 250 trabalhadores.
  • Observa-se uma notável concentração geográfica das empresas em Lisboa, sendo que cerca de 43% das companhias de maior dimensão têm a sua sede neste distrito. Importa assinalar também os distritos do Porto, com 17,5%, e Setúbal, com 10%.
Dados Gerais, 2018