segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Mantém-se o crescimento da faturação no setor de alimentos congelados, apesar da queda das exportações


Evolução do Mercado


  • O valor global da faturação no setor de alimentos congelados tem mantido nos últimos anos uma tendência de crescimento, associada ao dinamismo das vendas para o exterior. Em 2017 manteve-se a tendência embora o ritmo se tenha atenuado com a queda das exportações.
  • Neste sentido, no ano 2017 as exportações atingiram 455 milhões de euros, o que supôs menos 7,7% do que em 2016 e alterando a tendência crescente iniciada em 2010. As importações, pela sua parte, registaram uma taxa de crescimento de 2,5%, até se situarem em 974 milhões de euros.
  • Neste contexto, o défice da balança comercial voltou a crescer significativamente, passando de 457 milhões de euros em 2016 para 519 milhões em 2017, o maior valor desde 2008.
  • Espanha mantém-se como o cliente  mais importante para as empresas do setor, assumindo uma quota sobre as exportações totais de 41% em 2017. As vendas portuguesas em Espanha caíram 6,0%, até aos 188 milhões de euros. Destaca-se o forte crescimento das exportações para o Brasil, (+31,1% em 2017), convertendo-se no principal destino fora da União Europeia.


Estrutura da oferta

  • A maioria das empresas no setor de alimentos congelados são de pequena dimensão, de modo que só 28 tinham em 2016 um quadro de pessoal superior a 50 trabalhadores e unicamente três empregavam mais de 250 pessoas.
  • Os distritos de Lisboa, Porto, Braga e Viseu reúnem grande parte das principais empresas do setor. Metade das 40 maiores empresas em termos de receitas totais estão sediadas em algum destes quatro distritos.
  • O volume de emprego deste grupo de 40 principais empresas situou-se em 2016 em 5.951 trabalhadores, mais 6% do que em 2015, ano no qual experimentara um crescimento de 9,1%.

Dados Gerais, 2017

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

O setor ibérico de bricolagem fechará 2018 com um aumento das vendas na ordem dos 6%


Evolução do Mercado


  • O volume de negócios agregado dos estabelecimentos especializados na venda a retalho de artigos de bricolagem em Espanha e Portugal ascendeu em 2017 a 4425 milhões de euros, o que traduz um aumento de 6,4% face a 2016.
  • Em 2018 mantém-se a tendência ascendente das vendas, prevendo-se que encerre o ano com uma variação de 5,8%.
  • Em 2017 as vendas a retalho de artigos de bricolagem em Espanha e Portugal mantiveram uma evolução positiva, num contexto económico favorável, de aumento do consumo das famílias e crescimento do mercado imobiliário e da atividade no setor da construção civil.
  • Assim, nesse ano e no conjunto do mercado ibérico, o volume de negócios agregado dos estabelecimentos especializados na venda a retalho de artigos de bricolagem com uma área superior a 1000 metros quadrados ascendeu, a 4425 milhões de euros, um aumento de 6,4% em relação a 2016.
  • Portugal foi o país que apresentou maior dinamismo, tendo o volume de negócios registado um crescimento de 7,3%, para 880 milhões de euros, o que corresponde a cerca de 20% do valor total das vendas do mercado ibérico. Em Espanha a faturação ascendeu a 3545 milhões de euros, o que traduz um aumento de 6,1% face a 2016.
  • Prevê-se um aumento adicional da faturação em 2018, podendo o conjunto do mercado ibérico fechar o ano de 2018 com 4608 milhões de euros, o que representa uma variação de 5,8% face a 2017.


Estrutura da Oferta

  • Apesar da subida do volume de negócios, os operadores vêem-se confrontados com a ameaça da crescente diversificação para o setor da bricolagem dos distribuidores de ferragens e de materiais de construção, a presença cada vez maior de artigos para o lar e a bricolagem nos lineares dos hipermercados e outras grandes superfícies e o aumento das vendas online por parte da lojas virtuais, tanto generalistas como especializadas.
  • Em setembro de 2018 havia no conjunto do mercado ibérico cerca de 550 estabelecimentos especializados na venda a retalho de artigos de bricolagem com uma área superior a 1000 metros quadrados dos quais 370 localizados em Espanha e os 180 restantes em Portugal. 
  • A Catalunha, Comunidade Valenciana, Madrid, Andaluzia e Galiza represnetam 66% dos estabelecimentos localizados em Espanha. Os distritos do Porto e Lisboa, pelo seu lado, aglutinam um pouco mais de um terço dos estabelecimentos com atividade em Portugal.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Prolongamento da tendência crescente da produção e do mercado de embalagens de plástico


Evolução do Mercado


  • O valor da produção de embalagens de plástico situou-se no ano de 2017 em 680 milhões de euros, mais 5,6% do que em 2016, num enquadramento de expansão das vendas no mercado interno.
  • O balanço comercial apresenta um saldo negativo, o qual aumentou para 30 milhões em 2017, face a 26 milhões de euros no ano anterior. Em 2017 as exportações alcançaram 207 milhões de euros, mais 5,1% do que em 2016, enquanto as importações aumentaram 6,3% até aos 237 milhões.
  • Espanha é o mercado externo mais importante para as empresas portuguesas, com uma quota sobre o valor das exportações totais de cerca de 45% em 2017. Angola ocupa a segunda posição, com uma participação de 16,4%. Quanto à origem das importações, destaca-se Espanha, de onde provém quase 60% do valor total, à frente de Alemanha e França.

Estrutura da oferta

  • Depois da queda registada em 2015, o número de empresas fabricantes de embalagens de plástico cresceu em 2016, situando-se em 158, mais quatro operadores do que no ano anterior, ainda que longe dos 195 que estavam operacionais em 2004.
  • Relativamente ao volume de emprego, no período 2014-2016 tem aumentado a taxas anuais de cerca de 3-4%, até se situar em 3.661 no último ano, embora abaixo do máximo registado em 2008.
  • Cerca de 60% das empresas emprega menos de 10 pessoas, situando-se o quadro de pessoal médio por empresa por empresa para o conjunto do setor em 2016 em 23 empregados. Por sua vez, só 22 fabricantes, menos de 14% do total, empregam mais de 50 pessoas.
Dados Gerais, 2017


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Faturação dos operadores logísticos continua a apresentar valores recordes


Evolução do mercado


  • O volume de negócios no setor português de operadores logísticos, incluídas as receitas decorrentes da armazenagem de mercadorias e das operações associadas realizadas sobre as mercadorias armazenadas (manipulação, transporte e distribuição), ascendeu a 535 milhões de euros em 2017, um acréscimo de 4,3% face ao registado no ano anterior, em que a variação tinha sido de 3%.
  • A introdução de novos serviços de maior valor acrescentado, o dinamismo do comércio eletrónico e a internacionalização crescente da atividade das empresas portuguesas constituem outros fatores que contribuíram para o crescimento do setor.
  • Apesar da recuperação da procura, as empresas enfrentam uma forte concorrência de preços para manterem as suas quotas de mercado, o que afeta a rendibilidade setorial. Em 2017, esta tendência acentuou-se, pelo que o aumento dos preços dos combustíveis reforçou a pressão sobre as margens dos operadores.
  • As projeções macroeconómicas para os anos 2018 e 2019 apresentam perspetivas favoráveis de evolução do negócio logístico em Portugal. No final de 2018 é esperado um crescimento do volume de negócios de 3,7%, para cerca de 555 milhões de euros.

Estrutura da oferta

  • Em Portugal existiam aproximadamente 80 operadores logísticos em atividade em 2017, os quais geriam 230 armazéns, dos quais 60% localizados em Lisboa e no Porto.
  • Nos últimos anos verificou-se a entrada de algumas empresas de pequena dimensão. Esta tendência foi, contudo, compensada por diversas operações de concentração e pelo encerramento de atividade de outras empresas.
  • A crescente externalização das atividade de armazenagem, manipulação e transporte de mercadorias por parte do tecido empresarial português nos últimos anos, juntamente com a retoma do consumo privado e o aumento da atividade industrial e comercial, favorecem o aumento do volume de negócios agregado dos operadores logísticos.
  • O setor caracteriza-se pelo elevado grau de concentração da oferta, tendo os cinco principais operadores gerado 39% do volume de negócios global em 2017, enquanto a quota dos dez principais se situou acima dos 55%.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

O mercado de panificação e pastelaria industriais cresceu perto de 4% em 2017


Evolução do Mercado


  • O mercado de panificação e pastelaria industriais registou um crescimento de 3,8% no ano 2017. Desta forma, o valor das vendas em Portugal situou-se em 675 milhões de euros, face aos 650 milhões do exercício anterior.
  • Importa assinalar a favorável evolução do segmento de massas congeladas, que estão a substituir os produtos tradicionais dos segmentos de panificação e bolos, nomeadamente no canal de hotelaria e restauração. No exercício de 2017 o mercado de massas congeladas registou um crescimento de 5,1%, ligeiramente superior ao dos anos anteriores, alcançando um valor de 205 milhões de euros.
  • Relativamente ao comércio externo, as exportações totais do setor atingiram 218 milhões de euros em 2017, mais 6,9% do que no ano anterior, no qual contabilizaram 204 milhões. Espanha constitui o principal destino das vendas para o exterior, assumindo uma quota de 40% sobre o total. O valor das importações, situou-se em 329 milhões de euros, mais 4,1% do que em 2016. Espanha destaca-se também como o principal país de origem, com cerca de 65% do total.

Estrutura da oferta

  • No setor de panificação e pastelaria industriais operavam no fim de 2016 cerca de 6.200 empresas. Estas geravam um volume de emprego de perto de 25.000 trabalhadores.
  • As regiões Norte e Centro concentram o maior número de empresas de panificação, com 1.469 e 1.384 empresas, respetivamente, reunindo de forma conjunta 70% do total.
  • O setor apresenta um alto grau de atomização, com predomínio das empresas de reduzida dimensão. Assim, mais de 80% dos operadores têm um quadro de pessoal abaixo de 10 empregados, e só 8 empresas contam com mais de 250 trabalhadores.
Dados Gerais, 2017



sexta-feira, 3 de agosto de 2018

O negócio da gestão de lugares de estacionamento em Espanha e Portugal cresceu 3,8% em 2017


Evolução do Mercado


  • A faturação no setor do estacionamento em Espanha e Portugal em 2017 ascendeu a 1145 milhões de euros, mais 3,8% face a 2016. Nesse ano, mercado espanhol, representava 89% do total ibérico, cresceu 3,0%, para 1020 milhões de euros, enquanto o mercado português aumentou 10,6%, para 125 milhões de euros.
  • Num contexto de melhoria da conjuntura económica e do mercado de trabalho, e de acréscimo do volume de tráfego em veículos privados, prosseguiu a tendência de crescimento do negócio retomada em 2015, tudo apontado para que se mantenha a curto e médio prazo. Assim, é expectável que em 2018 o volume de negócios agregado dos operadores dedicados a esta atividade atinja 1185 milhões de euros, 3,5% mais face ao ano anterior.
  • O número de lugares de estacionamento nos dois países era de 1 815 000 milhões no final de 2017.
  • O negócio de aluguer de lugares de estacionamento em estrutura gerou 811 milhões de euros no mercado ibérico, 4,4% mais do que em 2016, enquanto o da gestão de lugares de estacionamento regulado à superfície cresceu 2,5%, para 334 milhões.

Estrutura da oferta

  • O mercado ibérico de gestão de lugares de estacionamento, estava composto em 2017 por cerca de 1070 empresas de grupos de empresas, das quais 820 em Espanha e 250 em Portugal. No conjunto, incluindo tanto o estacionamento em estrutura como o regulado à superfície, exploravam um total de 1 815 000 lugares de estacionamento, dos quais 1 510 000 em Espanha e 305 000 em Portugal.
  • Verifica-se um alto grau de concentração da oferta setorial. As cinco maiores empresas detinham em 2017 uma quota global que rondava os 52% no conjunto do mercado ibérico.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Prolongamento da tendência crescente da produção e do mercado de embalagens de plástico


Evolução do Mercado


  • O valor da produção de embalagens de plástico situou-se no ano 2017 em 680 milhões de euros, mais 5,6% do que em 2016, num enquadramento de expansão das vendas no mercado interno.
  • O balanço comercial apresenta um saldo negativo, o qual aumentou para 30 milhões em 2017, face a 26 milhões de euros no ano anterior. Em 2017 as exportações alcançaram 207 milhões de euros, mais 5,1% do que em 2016, enquanto as importações aumentaram 6,3% até 237 milhões.
  • Espanha é, com grande diferença sobre os restantes, o mercado externo mais importante para as empresas portuguesas, com uma quota sobre o valor das exportações totais de cerca de 45% em 2017. Angola ocupa a segunda posição, com uma participação de 16,4%. Quanto à origem das importações, destaca-se Espanha, de onde provém quase 60% do valor total, à frente da Alemanha e França.

Estrutura da Oferta

  • Depois da queda registada em 2015, o número de empresas fabricantes de embalagens de plástico cresceu em 2016, situando-se em 158, mais quatro operadores do que no ano anterior, ainda que longe dos 195 que estavam operacionais em 2004.
  • Relativamente ao volume de emprego, o período 2014-2016 tem aumentado as taxas anuais de cerca de 3-4%, até se situar em 3.661 no último ano, embora abaixo do máximo registado em 2008.
  • Cerca de 60% das empresas emprega menos de 10 pessoas, situando-se o quadro de pessoal médio por empresa para o conjunto do setor em 2016 de 23 empregados. Por sua vez, só 22 fabricantes, menos de 14% do total, empregam mais de 50 pessoas.
Dados Gerais, 2017