sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Prolongamento da tendência crescente da produção e do mercado de embalagens de plástico


Evolução do Mercado


  • O valor da produção de embalagens de plástico situou-se no ano de 2017 em 680 milhões de euros, mais 5,6% do que em 2016, num enquadramento de expansão das vendas no mercado interno.
  • O balanço comercial apresenta um saldo negativo, o qual aumentou para 30 milhões em 2017, face a 26 milhões de euros no ano anterior. Em 2017 as exportações alcançaram 207 milhões de euros, mais 5,1% do que em 2016, enquanto as importações aumentaram 6,3% até aos 237 milhões.
  • Espanha é o mercado externo mais importante para as empresas portuguesas, com uma quota sobre o valor das exportações totais de cerca de 45% em 2017. Angola ocupa a segunda posição, com uma participação de 16,4%. Quanto à origem das importações, destaca-se Espanha, de onde provém quase 60% do valor total, à frente de Alemanha e França.

Estrutura da oferta

  • Depois da queda registada em 2015, o número de empresas fabricantes de embalagens de plástico cresceu em 2016, situando-se em 158, mais quatro operadores do que no ano anterior, ainda que longe dos 195 que estavam operacionais em 2004.
  • Relativamente ao volume de emprego, no período 2014-2016 tem aumentado a taxas anuais de cerca de 3-4%, até se situar em 3.661 no último ano, embora abaixo do máximo registado em 2008.
  • Cerca de 60% das empresas emprega menos de 10 pessoas, situando-se o quadro de pessoal médio por empresa por empresa para o conjunto do setor em 2016 em 23 empregados. Por sua vez, só 22 fabricantes, menos de 14% do total, empregam mais de 50 pessoas.
Dados Gerais, 2017


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Faturação dos operadores logísticos continua a apresentar valores recordes


Evolução do mercado


  • O volume de negócios no setor português de operadores logísticos, incluídas as receitas decorrentes da armazenagem de mercadorias e das operações associadas realizadas sobre as mercadorias armazenadas (manipulação, transporte e distribuição), ascendeu a 535 milhões de euros em 2017, um acréscimo de 4,3% face ao registado no ano anterior, em que a variação tinha sido de 3%.
  • A introdução de novos serviços de maior valor acrescentado, o dinamismo do comércio eletrónico e a internacionalização crescente da atividade das empresas portuguesas constituem outros fatores que contribuíram para o crescimento do setor.
  • Apesar da recuperação da procura, as empresas enfrentam uma forte concorrência de preços para manterem as suas quotas de mercado, o que afeta a rendibilidade setorial. Em 2017, esta tendência acentuou-se, pelo que o aumento dos preços dos combustíveis reforçou a pressão sobre as margens dos operadores.
  • As projeções macroeconómicas para os anos 2018 e 2019 apresentam perspetivas favoráveis de evolução do negócio logístico em Portugal. No final de 2018 é esperado um crescimento do volume de negócios de 3,7%, para cerca de 555 milhões de euros.

Estrutura da oferta

  • Em Portugal existiam aproximadamente 80 operadores logísticos em atividade em 2017, os quais geriam 230 armazéns, dos quais 60% localizados em Lisboa e no Porto.
  • Nos últimos anos verificou-se a entrada de algumas empresas de pequena dimensão. Esta tendência foi, contudo, compensada por diversas operações de concentração e pelo encerramento de atividade de outras empresas.
  • A crescente externalização das atividade de armazenagem, manipulação e transporte de mercadorias por parte do tecido empresarial português nos últimos anos, juntamente com a retoma do consumo privado e o aumento da atividade industrial e comercial, favorecem o aumento do volume de negócios agregado dos operadores logísticos.
  • O setor caracteriza-se pelo elevado grau de concentração da oferta, tendo os cinco principais operadores gerado 39% do volume de negócios global em 2017, enquanto a quota dos dez principais se situou acima dos 55%.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

O mercado de panificação e pastelaria industriais cresceu perto de 4% em 2017


Evolução do Mercado


  • O mercado de panificação e pastelaria industriais registou um crescimento de 3,8% no ano 2017. Desta forma, o valor das vendas em Portugal situou-se em 675 milhões de euros, face aos 650 milhões do exercício anterior.
  • Importa assinalar a favorável evolução do segmento de massas congeladas, que estão a substituir os produtos tradicionais dos segmentos de panificação e bolos, nomeadamente no canal de hotelaria e restauração. No exercício de 2017 o mercado de massas congeladas registou um crescimento de 5,1%, ligeiramente superior ao dos anos anteriores, alcançando um valor de 205 milhões de euros.
  • Relativamente ao comércio externo, as exportações totais do setor atingiram 218 milhões de euros em 2017, mais 6,9% do que no ano anterior, no qual contabilizaram 204 milhões. Espanha constitui o principal destino das vendas para o exterior, assumindo uma quota de 40% sobre o total. O valor das importações, situou-se em 329 milhões de euros, mais 4,1% do que em 2016. Espanha destaca-se também como o principal país de origem, com cerca de 65% do total.

Estrutura da oferta

  • No setor de panificação e pastelaria industriais operavam no fim de 2016 cerca de 6.200 empresas. Estas geravam um volume de emprego de perto de 25.000 trabalhadores.
  • As regiões Norte e Centro concentram o maior número de empresas de panificação, com 1.469 e 1.384 empresas, respetivamente, reunindo de forma conjunta 70% do total.
  • O setor apresenta um alto grau de atomização, com predomínio das empresas de reduzida dimensão. Assim, mais de 80% dos operadores têm um quadro de pessoal abaixo de 10 empregados, e só 8 empresas contam com mais de 250 trabalhadores.
Dados Gerais, 2017



sexta-feira, 3 de agosto de 2018

O negócio da gestão de lugares de estacionamento em Espanha e Portugal cresceu 3,8% em 2017


Evolução do Mercado


  • A faturação no setor do estacionamento em Espanha e Portugal em 2017 ascendeu a 1145 milhões de euros, mais 3,8% face a 2016. Nesse ano, mercado espanhol, representava 89% do total ibérico, cresceu 3,0%, para 1020 milhões de euros, enquanto o mercado português aumentou 10,6%, para 125 milhões de euros.
  • Num contexto de melhoria da conjuntura económica e do mercado de trabalho, e de acréscimo do volume de tráfego em veículos privados, prosseguiu a tendência de crescimento do negócio retomada em 2015, tudo apontado para que se mantenha a curto e médio prazo. Assim, é expectável que em 2018 o volume de negócios agregado dos operadores dedicados a esta atividade atinja 1185 milhões de euros, 3,5% mais face ao ano anterior.
  • O número de lugares de estacionamento nos dois países era de 1 815 000 milhões no final de 2017.
  • O negócio de aluguer de lugares de estacionamento em estrutura gerou 811 milhões de euros no mercado ibérico, 4,4% mais do que em 2016, enquanto o da gestão de lugares de estacionamento regulado à superfície cresceu 2,5%, para 334 milhões.

Estrutura da oferta

  • O mercado ibérico de gestão de lugares de estacionamento, estava composto em 2017 por cerca de 1070 empresas de grupos de empresas, das quais 820 em Espanha e 250 em Portugal. No conjunto, incluindo tanto o estacionamento em estrutura como o regulado à superfície, exploravam um total de 1 815 000 lugares de estacionamento, dos quais 1 510 000 em Espanha e 305 000 em Portugal.
  • Verifica-se um alto grau de concentração da oferta setorial. As cinco maiores empresas detinham em 2017 uma quota global que rondava os 52% no conjunto do mercado ibérico.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Prolongamento da tendência crescente da produção e do mercado de embalagens de plástico


Evolução do Mercado


  • O valor da produção de embalagens de plástico situou-se no ano 2017 em 680 milhões de euros, mais 5,6% do que em 2016, num enquadramento de expansão das vendas no mercado interno.
  • O balanço comercial apresenta um saldo negativo, o qual aumentou para 30 milhões em 2017, face a 26 milhões de euros no ano anterior. Em 2017 as exportações alcançaram 207 milhões de euros, mais 5,1% do que em 2016, enquanto as importações aumentaram 6,3% até 237 milhões.
  • Espanha é, com grande diferença sobre os restantes, o mercado externo mais importante para as empresas portuguesas, com uma quota sobre o valor das exportações totais de cerca de 45% em 2017. Angola ocupa a segunda posição, com uma participação de 16,4%. Quanto à origem das importações, destaca-se Espanha, de onde provém quase 60% do valor total, à frente da Alemanha e França.

Estrutura da Oferta

  • Depois da queda registada em 2015, o número de empresas fabricantes de embalagens de plástico cresceu em 2016, situando-se em 158, mais quatro operadores do que no ano anterior, ainda que longe dos 195 que estavam operacionais em 2004.
  • Relativamente ao volume de emprego, o período 2014-2016 tem aumentado as taxas anuais de cerca de 3-4%, até se situar em 3.661 no último ano, embora abaixo do máximo registado em 2008.
  • Cerca de 60% das empresas emprega menos de 10 pessoas, situando-se o quadro de pessoal médio por empresa para o conjunto do setor em 2016 de 23 empregados. Por sua vez, só 22 fabricantes, menos de 14% do total, empregam mais de 50 pessoas.
Dados Gerais, 2017

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Mantém-se o crescimento da faturação no setor de alimentos congelados, apesar da queda das exportações


Evolução do Mercado


  • O valor global da faturação no setor de alimentos congelados tem mantido nos últimos anos uma tendência de crescimento, associada ao dinamismo das vendas para o exterior. Em 2017 manteve-se a tendência embora o ritmo se tenha atenuado com a queda das exportações.
  • Neste sentido, no ano 2017 as exportações atingiram 455 milhões de euros, o que supôs menos 7,7% do que em 2016 e alterando a tendência crescente iniciada em 2010. As importações, registaram uma taxa de crescimento de 2,5%, até aos 974 milhões de euros.
  • Neste contexto, o défice da balança comercial voltou a crescer significativamente, passando de 457 milhões de euros em 2016 para 519 milhões em 2017, o maior valor desde 2008.
  • Espanha mantém-se como o cliente mais importante para as empresas do setor, assumindo uma quota sobre as exportações totais de 41% em 2017. As vendas portuguesas em Espanha caíram 6,0%, até aos 188 milhões de euros. destaca-se o forte crescimento das exportações para o Brasil, (+31,1% em 2017), convertendo-se no principal destino fora da União Europeia.

Estrutura da Oferta

  • A maioria das empresas no setor de alimentos congelados são de pequena dimensão, sendo que 28 tinham em 2016 um quadro de pessoal superior a 50 trabalhadores e unicamente três empregavam mais de 250 pessoas.
  • Os distritos de Lisboa, Porto, Braga e Viseu reúnem grande parte das principais empresas do setor. Metade das 40 maiores empresas em termos de receitas totais estão sediadas num destes quatro distritos.
  • O volume de emprego deste grupo de 40 principais empresas era em 2016 de 5.951 trabalhadores, mais 6% do que em 2015, ano no qual experimentara um crescimento de 9,1%.

Dados Gerais, 2017

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Forte crescimento do comércio externo de frutas e produtos hortícolas em 2017


Evolução do Mercado


  • A produção global portuguesa de frutas e produtos hortícolas situou-se em 2016 em 3,4 milhões de toneladas, menos 7,2% do que no exercício anterior, com um valor de 2.214 milhões de euros (-2,2%). Nesse ano os produtos hortícolas assumiram pouco mais de metade do valor total da produção. Para 2017 estimou-se um aumento do valor da produção global de 1,6%, até se situar à volta de 2.250 milhões de euros.
  • O setor mostra uma tendência de crescente abertura ao exterior, sendo que depois de um suave crescimento registado em 2016 (+2%), em 2017 as exportações cresceram 26%, com um valor de cerca de 771 milhões de euros, mais do dobro do que em 2011. Em 2017 aumentaram também as importações, até aos 853 milhões de euros, mais 11% do que em 2016, exercício no qual cresceram 22%.
  • Espanha é o primeiro país de destino das exportações, assumindo uma quota sobre as exportações totais à volta de 40% em 2017. também se destacam a Polónia, a França, a Holanda, o Reino Unido e a Alemanha, com participações respetivas sobre o total nesse exercício de 8-10%. Espanha conta ainda com uma participação nas importações sobre o valor total, de cerca de 60% em 2017.

Estrutura da Oferta

  • O setor da produção de frutas e produtos hortícolas em Portugal está integrado por cerca de 18.300 empresas, que geram um volume de emprego aproximado de 30.000 trabalhadores, o que reflete a elevada atomização da oferta.
  • Relativamente à comercialização grossista, no setor operam cerca de 2.000 empresas, que geraram um volume de emprego de pouco mais de 10.600 trabalhadores em 2016. A este nível predominam também as sociedades de tamanho reduzido, sendo que cerca de 90% contam com um quadro de pessoal inferior a 10 trabalhadores e só perto de 30 empregam mais de 50 pessoas.
  • A superfície destinada ao cultivo de frutas e produtos hortícolas em Portugal manteve-se em 2016 em cerca de 125.000 hectares, menos 0,7% do que no exercício anterior. Pelo tipo de produtos, 41% da superfície total correspondeu aos frutos não cítricos, 16% aos frutos cítricos e 43% ao produtos hortícolas.

Dados Gerais, 2017