quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O setor de serviços de telecomunicações concentra-se após várias operações corporativas


Evolução do Mercado


  • A faturação no setor de serviços de telecomunicações manteve em 2015 a tendência decrescente iniciada em 2013, situando-se em 5.727 milhões de euros, valor que supôs uma queda em relação ao ano anterior de 0,7%. Para o final de 2016 estimou-se um decréscimo semelhante.
  • No curto prazo manter-se-à a pressão sobre os preços nos diferentes segmentos do mercado, o que penalizará o volume de negócio.
  • Importa assinalar o prolongamento da desfavorável evolução da faturação no mercado do serviço telefónico móvel, a qual passou de 1.963 milhões de euros em 2014 a 1.676 milhões em 2015, o que supôs uma quebra de cerca de 15%.

Estrutura da oferta


  • O  número de empresas no setor de serviços de telecomunicações continua a descer desde 2014. A 30 de junho de 2016 operava, 93 companhias, enquanto o volume de emprego se situava em finais de 2015 em 15.550 trabalhadores.
  • A estrutura empresarial do setor caracteriza-se pela notável concentração da oferta, reforçada nos últimos anos depois de se terem registado importantes operações corporativas por parte dos principais operadores, de modo que os três de maior dimensão geraram conjuntamente cerca de 80% da faturação global em 2015.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O setor da distribuição alimentar confirma o seu crescimento em 2016


O volume de negócios do mercado ibérico de distribuição alimentar registou uma subida em 2015, num contexto de melhoria do consumo privado. Assim, a faturação agregada em Portugal e Espanha dos hipermercados, supermercados, autosserviços  e estabelecimentos cash & carry situou-se em 100 050 milhões de euros, mais 1,8% do que em 2014, ano em que recuou 0,3%.

Em Espanha o valor do mercado ascendeu a 85 520 milhões de euros (+1,9%), equivalente a 85,5% do total ibérico, enquanto em Portugal alcançou os 14 530 milhões (+1%).

O aumento do número de visitas aos estabelecimentos e a cada vez maior importância dos produtos frescos no cabaz de compras têm favorecido a subida das vendas do comércio de proximidade em detrimento dos hipermercados. Assim sendo, o volume de negócios dos supermercados e autosserviços cresceu 2,4% em 2015, para 77 340 milhões de euros.

Os hipermercados perderam quota de mercado, com a faturação a cair 0,6%, para 14 474 milhões de euros. Os estabelecimentos de cash & carry, por seu lado, foram favorecidos pelo dinamismo dos setores da hotelaria e restauração e o aumento da procura turística, tendo gerado em 2015 um volume de negócios de 5235 milhões de euros em Portugal e Espanha, 1,5% mais do que em 2014.

A situação do mercado continuou a melhorar em 2016, prevendo-se que no conjunto do mercado ibérico o ano encerre com um volume de negócios de 102 330 milhões de euros, um crescimento de 2,3% face a 2015.

As maiores empresas tendem a aumentar o número de referências, introduzindo novos formatos e variedades. Assinale-se ainda a descida moderada da quota de mercado das marcas de distribuição a favor de uma maior diversidade de artigos de diversos fabricantes, bem como a melhoria da oferta de produtos frescos, refeições prontas e o aumento de produtos locais. A transformação digital, pelo seu lado, concentra grande parte dos investimentos prevista pelas empresas para os próximos anos.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A procura do transporte rodoviário de mercadorias acelera o seu crescimento

A procura do transporte rodoviário de mercadorias no mercado ibérico apresentou um comportamento positivo em 2016, continuando a tendência observada no biénio 2014-2015, num contexto económico favorável.

O volume de negócios global do setor registou em 2015 um aumento de 1,7%, situando-se nos 16 120 milhões de euros. No mercado espanhol o aumento foi de 1,9%, para 13 450 milhões de euros, enquanto em Portugal a taxa de variação foi de 0,8%, ascendendo a 2670 milhões de euros.

Saliente-se o dinamismo da procura associada ao transporte internacional, nomeadamente em Espanha, onde as operações de transporte com origem ou destino no estrangeiro geraram receitas para as empresas do setor de 2845 milhões de euros, com um crescimento de 6,4% face a 2014. Em Portugal o valor ascendeu a 1345 euros, o que corresponde a um aumento de 1,1%.

A melhoria da atividade industrial e empresarial, juntamente com a evolução positiva do comércio externo em ambos os países continuaram a promover a atividade do setor em 2016. No final de deste período é estimado um volume de negócios de 16 460 milhões de euros, o que representa um crescimento de 2,1% face a 2015.

A redução dos preços dos combustíveis, pelo seu turno, atenuou a pressão sobre as margens provocada pela intensa concorrência de preços, favorecendo uma melhoria dos indicadores de rentabilidade.

O setor está constituído por um elevado número de empresas de dimensão reduzida, contribuindo para uma considerável atomização da oferta.


Em 2015 operavam cerca de 111 300 empresas, das quais 103 600 localizadas em Espanha e as restantes 7700 em Portugal. O parque de veículos de transporte público rodoviário de mercadorias, pelo seu lado, conheceu um crescimento, registando um total de 345 178 unidades no conjunto do mercado ibérico (excluindo os veículos ligeiros em Portugal).

Ambos os países apresentam uma reduzida dimensão média das frotas - três veículos por empresa. A atomização da oferta também se reflete nas quotas de mercado dos principais operadores. Assim, em 2015, os cinco principais do conjunto do mercado ibérico detinham, somente 11% do volume de negócios total enquanto a quota de mercado conjunta dos dez principais, era de 17,5%.

Dados gerais, 2015


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Atividade dos call centers mantém tendência ascendente


A melhoria da conjuntura económica, num contexto de comportamento positivo tanto do consumo privado como do investimento das empresas, juntamente com o aumento progressivo da externalização da gestão dos centros de atendimento telefónico por parte das empresas e organismos públicos portugueses são fatores que favorecem a procura do setor de call centers em 2015 e 2016.

Todavia, verifica-se um menor dinamismo do negócio comparativamente a anos anteriores, em que se registaram taxas de variação de dois dígitos.

Em 2015 a faturação setorial ascendeu a 530 milhões de euros, o que representa um crescimento de 3,5% face ao ano anterior, enquanto em 2016 é expectável um valor de 540 milhões, mais 1,9%.

A faturação por serviços de atendimento telefónico ascendeu a 347 milhões de euros em 2015, representando dois terços da faturação total. O negócio de e emissão de chamadas telefónicas, pelo se lado representou 20%, correspondendo o restante a outros serviços, os quais tendem a ganhar quota de mercado.

O setor está constituído por cerca de 35 operadores com atividade significativa. É de salientar o alto grau de concentração da oferta num reduzido número de operadores pertencentes a grupos de telecomunicações e de gestão de recursos humanos, bem como as multinacionais especializadas.

Em 2015, as cinco principais empresas representavam 72% do valor total de vendas, enquanto a quota das dez principais era de 88%.

A ampliação da oferta de serviços, a aposta em canais de comunicação alternativos, nomeadamente o e-mail e as redes sociais, para além da introdução de inovações tecnológicas são algumas das principais tendências que marcarão as atividades das empresas a curto e médio prazo.

Saliente-se a oportunidade que para os operadores representa a internacionalização da atividade. A este respeito, a curto e médio prazo é expectável a captação de novos clientes situados no estrangeiro, graças às boas infraestruturas instaladas em Portugal e à existência de mão-de-obra qualificada a custos mais baixos do que outros países da Europa.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Crescimento do volume de negócio do setor de análises clínicas


Evolução do Mercado

  • A faturação agregada das empresas gestoras de laboratórios de análises clínicas retomou cerca de 3% em 2014, depois de vários anos de quedas continuadas, tendência que se manteve em 2015, num enquadramento de melhoria da economia portuguesa.

  • Neste último exercício estimou-se um aumento adicional do volume de negócio de 2,6%, até alcançar o valor de 360 milhões de euros.

Estrutura da oferta


  • Em setembro de 2015 operavam em Portugal 3.040 laboratórios de análises clínicas, dos quais só 120 eram laboratórios públicos.

  • A zona de Lisboa é a que assume o maior número de laboratórios, reunindo em torno de 35% do total, situando-se atrás dela as zonas Norte e Centro, com participações respetivas de 33% e 20%.

  • O número de empresas gestoras deste tipo de laboratórios, pela sua parte, situava-se em 381 no ano de 2014, as quais geravam um emprego de quase 5.000 trabalhadores.

Dados Gerais, 2015
 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O setor de Catering faturou 550 milhões em 2015


Segundo o estudo Setores Portugal "Catering" publicado pela Informa D&B:


  • O volume de negócios do conjunto das empresas portuguesas de catering apresentou uma descida de 5,2% em 2015, para 550 milhões de euros, em consequência da forte pressão sobre os preços do serviço.
  • A oferta setorial apresenta uma forte concentração num número reduzido de operadores, detendo os cinco principais uma quota de mercado conjunta de 75%.
  • Estas são algumas das conclusões do estudo Setores Portugal "Catering" publicado recentemente pela Informa D&B, líder no fornecimento de informação comercial, financeira, setorial e de marketing em Portugal e Espanha.

A faturação do conjunto das empresas portuguesas de catering desceu 5,2% em 2015, situando-se nos 550 milhões de euros, face aos 580 milhões registados em 2014.

O segmento da restauração coletiva é o mais importante do setor, embora caiba assinalar a descida significativa de vendas em 2015. Assim, nesse ano, a faturação caiu 7,4% para 435 milhões de euros, tendo o seu peso no total do setor descido para 79%, dois pontos percentuais a menos do que no ano anterior.

A diminuição das receitas neste segmento deveu-se principalmente à forte pressão sobre os preços, nomeadamente  no âmbito dos organismos dependentes da Administração Pública.

Por seu lado, o catering para o setor do transporte gerou um volume de negócios de 65 milhões de euros. Esta atividade assinalou um crescimento, impulsionado pelo significativo aumento do tráfego de passageiros nos aeroportos portugueses. Em 2015 o valor deste mercado cresceu 3,2%, o que lhe permitiu aumentar a sua penetração no setor para 11,8%.

No segmento de catering para eventos ou de gama alta, muito dependente da evolução do consumo privado e das despesas das empresas, a faturação apresentou um aumento de 6,4% em 2015, para 50 milhões de euros, o que representou 9,1% do total do mercado.

Em 2014, havia 1066 empresas em atividade no setor de catering, as quais geraram cerca de 18 450 empregos.

A oferta setorial caracteriza-se pela existência de um elevado número de pequenas empresas e um reduzido grupo de grandes empresas, as quais foram responsáveis pela maior parte do emprego e volume de negócios gerados. Assim, aproximadamente 92% das empresas tinham menos de 10 trabalhadores em 2014, enquanto somente 24 empresas tinhas mais de 49 pessoas ao serviço.

A oferta setorial apresenta uma forte concentração num pequeno número de empresas. Em 2015, as cinco principais detinham uma quota de mercado conjunta de 75%, percentagem que se eleva para 84% quando consideradas as dez principais.

A débil recuperação da procura continuará a afetar as empresas de catering a curto prazo, em especial as que operam no segmento de restauração coletiva, no qual se manterá a situação atual de forte concorrência e pressão sobre os preços. O segmento de catering para o setor do transportes continuará a ganhar peso no setor, devido à continuação da tendência de aumento do tráfego de passageiros nos aeroportos portugueses, enquanto no catering para eventos ou de gama alta também se manterá a tendência de crescimento.

Dados Gerais

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A empresa que avalia outras empresas


Caro Cliente,

Tomamos a liberdade de partilhar consigo um artigo que foi publicado no dia 30 de setembro no suplemento Weekend do Negócios que muito nos orgulhou.

Este artigo ilustra o percurso e a atividade da Informa D&B em Portugal desde a sua fundação há 110 anos.

Desejamos-lhe uma boa leitura aqui.

A Equipa da Informa D&B