quarta-feira, 22 de março de 2017

Volume de negócios dos corretores continuou a crescer em 2016


Evolução do Mercado


  • As remunerações dos corretores de seguros situaram-se em 2015 em 113 milhões de euros, o que supôs um crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior. Em 2016 manteve-se a tendência crescente, estimando-se uma taxa de 0,9%, até aos 114 milhões de euros.
  • Em 2015 o volume de prémios mediado pelos corretores ascendeu a 0,5%, cifrando-se em 836 milhões de euros, embora abaixo do máximo de 883 milhões contabilizados em 2008. A maior parte dos prémios mediados, cerca de 83% corresponde a seguros de não vida.
  • A penetração dos corretores no mercado de seguros situou-se nesse exercício em 6,6%, um ponto acima do registado em 2014. A quota sobre o volume total de prémios situa-se em cerca de 18% no ramo de seguros de não vida, enquanto no de seguros de vida reduz-se até cerca de 2%.

Estrutura da Oferta

  • O número de mediadores de seguros em Portugal manteve nos últimos anos uma notável redução. Em 2015 operavam cerca de 22.700, face a 24.600 de 2012, o que supõe uma variação média anual negativa de quase 3%.
  • O número de corretores situou-se em 2015 em 72, menos cinco do que no ano anterior e menos treze do que em 2012. Predominam as companhias de pequena dimensão, de modo que 65% conta com um quadro de pessoal de até 10 empregados e só 17% tem mais de 30 trabalhadores.
  • A quota de mercado conjunta dos cinco primeiros operadores situou-se em 2015 em 50%, elevando-se a participação do grupo dos dez primeiros a 69%.
Dados Gerais, 2015


quarta-feira, 15 de março de 2017

Prolongamento da evolução positiva das vendas de azulejos e pavimentos cerâmicos


Evolução do Mercado


  • O valor da produção no setor de azulejos e pavimentos cerâmicos iniciou em 2015 uma tendência crescente, a qual foi confirmada no exercício de 2016, num contexto de retoma da procura tanto no mercado interno como no exterior. Para o ano 2016 estimou-se um valor contraste com os 465 milhões contabilizados em 2008.
  • A propensão a exportar do setor situou-se nos dois últimos exercícios cerca de 70%, embora cinco ponto percentuais abaixo do que no biénio 2013-2014. Em 2016, as exportações alcançaram 245 milhões de euros, 2,5% mais do que em 2015.
  • O maior dinamismo correspondeu às importações, as quais mantêm desde 2014 uma evolução crescente, atingindo 48 milhões de euros em 2016, o qual supõe um crescimento de 33,3% relativamente a 2015. Neste enquadramento, o superávit na balança comercial do setor baixou dos 200 milhões de euros pela primeira vez desde 2010.

Estrutura da Oferta

  • Embora a retoma da procura registada em 2015 e 2016, o número de empresas com atividade no setor de azulejos e pavimentos cerâmicos manteve os últimos anos a tendência descendente, até situar-se em 2015 em 51, face a 92 operacionais no ano 2008.
  • O volume de emprego setorial, pela sua parte, cifrou-se em 2015 em cerca de 3.700 trabalhadores, cerca de 1,5% mais do que no ano anterior, mas longe dos quase 5.100 contabilizados em 2008, situando-se em 72 pessoas o número médio de efetivos por empresa.
  • Só dez operadores, 20% do total, empregavam mais de 100 trabalhadores, concentrando este grupo de empresas cerca de 80% do volume total de emprego do setor.
Dados Gerais, 2016

sexta-feira, 3 de março de 2017

O volume de negócios dos concessionários de automóveis apresenta três anos com crescimentos de dois dígitos


Evolução do Mercado


  • O volume de negócios no setor de concessionários de automóveis (incluindo venda de automóveis novos, venda de automóveis de ocasião e venda de recâmbios, serviços de mecânica e outras atividades) manteve em 2016 a tendência de forte crescimento observada desde 2014, embora o ritmo se tenha atenuado.
  • Assim, estimou-se um valor de 5.300 milhões de euros para 2016, cerca de mais de 10% do que em 2015, ano no qual se tinha contabilizado um acréscimo de 14% (20% em 2014).
  • O progresso das receitas dos concessionários produziu-se em linha com a evolução da procura de veículos novos. Assim, as vendas de automóveis ligeiros de passageiros atingiram, incluindo os veículos todo o terreno, em torno de 207.300 unidades, o que supôs mais 16% do que em 2015.



Estrutura da oferta


  • Após a forte redução do tecido empresarial registada no setor de comércio de veículos automóveis ligeiros no período 2008-2014, o qual passou de quase 6.100 para 4.551 empresas, o número de operadores voltou a crescer em 2015.
  • O quadro de pessoal médio por empresa situa-se em cerca de seis pessoas, localizando-se os operadores de menor dimensão na zona Centro e no Alentejo, em ambos os casos com rácios de cinco empregados.
  • Do ponto de vista geográfico, a maioria das empresas localizam-se na zona Norte de Portugal, a qual alberga cerca de 40% do número total, figurado atrás dela as zonas Centro e Lisboa.
Dados Gerais, 2016

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O setor de serviços de telecomunicações concentra-se após várias operações corporativas


Evolução do Mercado


  • A faturação no setor de serviços de telecomunicações manteve em 2015 a tendência decrescente iniciada em 2013, situando-se em 5.727 milhões de euros, valor que supôs uma queda em relação ao ano anterior de 0,7%. Para o final de 2016 estimou-se um decréscimo semelhante.
  • No curto prazo manter-se-à a pressão sobre os preços nos diferentes segmentos do mercado, o que penalizará o volume de negócio.
  • Importa assinalar o prolongamento da desfavorável evolução da faturação no mercado do serviço telefónico móvel, a qual passou de 1.963 milhões de euros em 2014 a 1.676 milhões em 2015, o que supôs uma quebra de cerca de 15%.

Estrutura da oferta


  • O  número de empresas no setor de serviços de telecomunicações continua a descer desde 2014. A 30 de junho de 2016 operava, 93 companhias, enquanto o volume de emprego se situava em finais de 2015 em 15.550 trabalhadores.
  • A estrutura empresarial do setor caracteriza-se pela notável concentração da oferta, reforçada nos últimos anos depois de se terem registado importantes operações corporativas por parte dos principais operadores, de modo que os três de maior dimensão geraram conjuntamente cerca de 80% da faturação global em 2015.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O setor da distribuição alimentar confirma o seu crescimento em 2016


O volume de negócios do mercado ibérico de distribuição alimentar registou uma subida em 2015, num contexto de melhoria do consumo privado. Assim, a faturação agregada em Portugal e Espanha dos hipermercados, supermercados, autosserviços  e estabelecimentos cash & carry situou-se em 100 050 milhões de euros, mais 1,8% do que em 2014, ano em que recuou 0,3%.

Em Espanha o valor do mercado ascendeu a 85 520 milhões de euros (+1,9%), equivalente a 85,5% do total ibérico, enquanto em Portugal alcançou os 14 530 milhões (+1%).

O aumento do número de visitas aos estabelecimentos e a cada vez maior importância dos produtos frescos no cabaz de compras têm favorecido a subida das vendas do comércio de proximidade em detrimento dos hipermercados. Assim sendo, o volume de negócios dos supermercados e autosserviços cresceu 2,4% em 2015, para 77 340 milhões de euros.

Os hipermercados perderam quota de mercado, com a faturação a cair 0,6%, para 14 474 milhões de euros. Os estabelecimentos de cash & carry, por seu lado, foram favorecidos pelo dinamismo dos setores da hotelaria e restauração e o aumento da procura turística, tendo gerado em 2015 um volume de negócios de 5235 milhões de euros em Portugal e Espanha, 1,5% mais do que em 2014.

A situação do mercado continuou a melhorar em 2016, prevendo-se que no conjunto do mercado ibérico o ano encerre com um volume de negócios de 102 330 milhões de euros, um crescimento de 2,3% face a 2015.

As maiores empresas tendem a aumentar o número de referências, introduzindo novos formatos e variedades. Assinale-se ainda a descida moderada da quota de mercado das marcas de distribuição a favor de uma maior diversidade de artigos de diversos fabricantes, bem como a melhoria da oferta de produtos frescos, refeições prontas e o aumento de produtos locais. A transformação digital, pelo seu lado, concentra grande parte dos investimentos prevista pelas empresas para os próximos anos.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A procura do transporte rodoviário de mercadorias acelera o seu crescimento

A procura do transporte rodoviário de mercadorias no mercado ibérico apresentou um comportamento positivo em 2016, continuando a tendência observada no biénio 2014-2015, num contexto económico favorável.

O volume de negócios global do setor registou em 2015 um aumento de 1,7%, situando-se nos 16 120 milhões de euros. No mercado espanhol o aumento foi de 1,9%, para 13 450 milhões de euros, enquanto em Portugal a taxa de variação foi de 0,8%, ascendendo a 2670 milhões de euros.

Saliente-se o dinamismo da procura associada ao transporte internacional, nomeadamente em Espanha, onde as operações de transporte com origem ou destino no estrangeiro geraram receitas para as empresas do setor de 2845 milhões de euros, com um crescimento de 6,4% face a 2014. Em Portugal o valor ascendeu a 1345 euros, o que corresponde a um aumento de 1,1%.

A melhoria da atividade industrial e empresarial, juntamente com a evolução positiva do comércio externo em ambos os países continuaram a promover a atividade do setor em 2016. No final de deste período é estimado um volume de negócios de 16 460 milhões de euros, o que representa um crescimento de 2,1% face a 2015.

A redução dos preços dos combustíveis, pelo seu turno, atenuou a pressão sobre as margens provocada pela intensa concorrência de preços, favorecendo uma melhoria dos indicadores de rentabilidade.

O setor está constituído por um elevado número de empresas de dimensão reduzida, contribuindo para uma considerável atomização da oferta.


Em 2015 operavam cerca de 111 300 empresas, das quais 103 600 localizadas em Espanha e as restantes 7700 em Portugal. O parque de veículos de transporte público rodoviário de mercadorias, pelo seu lado, conheceu um crescimento, registando um total de 345 178 unidades no conjunto do mercado ibérico (excluindo os veículos ligeiros em Portugal).

Ambos os países apresentam uma reduzida dimensão média das frotas - três veículos por empresa. A atomização da oferta também se reflete nas quotas de mercado dos principais operadores. Assim, em 2015, os cinco principais do conjunto do mercado ibérico detinham, somente 11% do volume de negócios total enquanto a quota de mercado conjunta dos dez principais, era de 17,5%.

Dados gerais, 2015


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Atividade dos call centers mantém tendência ascendente


A melhoria da conjuntura económica, num contexto de comportamento positivo tanto do consumo privado como do investimento das empresas, juntamente com o aumento progressivo da externalização da gestão dos centros de atendimento telefónico por parte das empresas e organismos públicos portugueses são fatores que favorecem a procura do setor de call centers em 2015 e 2016.

Todavia, verifica-se um menor dinamismo do negócio comparativamente a anos anteriores, em que se registaram taxas de variação de dois dígitos.

Em 2015 a faturação setorial ascendeu a 530 milhões de euros, o que representa um crescimento de 3,5% face ao ano anterior, enquanto em 2016 é expectável um valor de 540 milhões, mais 1,9%.

A faturação por serviços de atendimento telefónico ascendeu a 347 milhões de euros em 2015, representando dois terços da faturação total. O negócio de e emissão de chamadas telefónicas, pelo se lado representou 20%, correspondendo o restante a outros serviços, os quais tendem a ganhar quota de mercado.

O setor está constituído por cerca de 35 operadores com atividade significativa. É de salientar o alto grau de concentração da oferta num reduzido número de operadores pertencentes a grupos de telecomunicações e de gestão de recursos humanos, bem como as multinacionais especializadas.

Em 2015, as cinco principais empresas representavam 72% do valor total de vendas, enquanto a quota das dez principais era de 88%.

A ampliação da oferta de serviços, a aposta em canais de comunicação alternativos, nomeadamente o e-mail e as redes sociais, para além da introdução de inovações tecnológicas são algumas das principais tendências que marcarão as atividades das empresas a curto e médio prazo.

Saliente-se a oportunidade que para os operadores representa a internacionalização da atividade. A este respeito, a curto e médio prazo é expectável a captação de novos clientes situados no estrangeiro, graças às boas infraestruturas instaladas em Portugal e à existência de mão-de-obra qualificada a custos mais baixos do que outros países da Europa.