terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

O crescimento das vendas de automóveis modera em 2018


Evolução do Mercado


  • O volume de negócio no setor de concessionários de automóveis (incluindo venda de automóveis novos, venda de automóveis de ocasião e venda de recâmbios, serviços de mecânica e outras atividades) manteve em 2018 a tendência de crescimento observada desde 2013, embora o ritmo se tenha atenuado.
  • Estimou-se um valor de 5.900 milhões de euros para 2018, cerca de mais 3% do que em 2017, ano no qual se tinha contabilizado um acréscimo de 6,5%. Importa assinalar que no triénio 2014-2016 contabilizaram-se ascensos anuais de dois dígitos.
  • O progresso das receitas dos concessionários manteve-se em linha com a evolução da procura de veículos novos. Assim, as vendas de automóveis ligeiros de passageiros atingiram, incluindo os veículos todo o terreno, cerca de 228.300 unidades em 2018, o que supôs mais 2,8% do que em 2017.

Estrutura da oferta

  • Após a forte redução do tecido empresarial registada no setor de comércio de veículos automóveis ligeiros no período 2008-2014, o qual passou de quase 6.100 para 4.551 empresas, o número de operadores voltou a crescer no período 2015-2017 até cerca de 5.500, com taxas anuais que rondam os 5-7%.
  • A maioria das empresas localizam-se na zona Norte de Portugal, a qual alberga cerca de 40% do número total, seguindo-se as zonas de Lisboa e Centro.
  • O volume de emprego ascendeu no último ano a cerca de 30.000 trabalhadores, um acréscimo de 6,5% em relação ao ano anterior. O quadro de pessoal médio por empresa situa-se em cinco pessoas, localizando-se os operadores de menor dimensão na zona Centro, no Alentejo e no Algarve.
Dados Gerais, 2018

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Forte crescimento da atividade no setor de trabalho temporário


Evolução do Mercado


  • A faturação das empresas portuguesas de trabalho temporário cresceu 6,1% no exercício de 2018, alcançando 1.350 milhões de euros, num contexto macroeconómico favorável, marcado pelo aumento da atividade empresarial e a queda do desemprego.
  • Esta positiva evolução prolonga a tendência crescente registada nos anos anteriores, com taxas de variação acima de 10% em vários exercícios, o que permitiu que o valor do mercado incrementasse em cerca de 50% entre 2013 e 2018.
  • Para os exercícios 2019 e 2020 as previsões apontam para um prolongamento da tendência crescente do número de trabalhadores e do volume de negócio, embora com um ritmo mais baixo do que nos anos anteriores.
Estrutura da oferta

  • O número de empresas autorizadas para operar no setor de trabalho temporário em Portugal ficou em 220 em Dezembro de 2018, valor ligeiramente inferior ao registado no fim do exercício anterior.
  • A zona de Lisboa, a qual alberga um total de 106 empresas, e a zona Norte, com 74 operadores, são as que contam com o maior número de empresas.
  • Por sua vez, o número de trabalhadores das empresas de trabalho temporário (incluindo ao trabalhadores cedidos) ficou em 99.823 em 2017, o que supôs um incremento de 8,3% em relação ao exercício precedente.
  • A oferta setorial está caracterizada por um alto grau de concentração, na medida em que as cinco principais empresas, em termos de faturação, alcançaram em 2017 uma quota de mercado conjunta de 40%.

Dados Gerais, 2018

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Exportações de vinho já ultrapassam 800 milhões de euros


Evolução do Mercado


  • O volume de produção provisório de vinho na campanha 2018/2019 baixou para 5,30 milhões de hectolitros, cerca de menos 20% que na campanha anterior, na qual se registara um aumento de 11,9%. A região de Douro/Porto é a que gera um maior volume (21,5% do total na campanha 2017/2018), à frente de Lisboa (18%), Minho e Alentejo. com 14% cada uma delas, e Beiras (12%).
  • As exportações globais do setor geraram cerca de 806 milhões de euros em 2018, o que supôs cerca de mais 3% do que em 2017. O superavit comercial com o exterior cresceu ligeiramente, passando de 643 milhões de euros em 2017 para 648 milhões em 2018, apesar do notável crescimento neste último ano das importações (+15,3%).
  • Cerca de 43% das exportações totais em valor correspondem a vinho licoroso, nomeadamente o vinho do Porto, com uma participação de 40% sobre o valor total. Relativamente aos países de destino, cerca de 60% das vendas no exterior destinam-se à União Europeia, mantendo-se França e Reino Unido como os principais mercados. Entre os destinos extracomunitários mais importantes encontram-se os Estados Unidos, Brasil, Canadá e Angola.
Estrutura da oferta

  • O número de empresas com atividade no setor de vinho continuou a crescer em 2017, até se situar em 1346.Paralelamente o volume de emprego também aumentou, tendo passado de 9183 em 2014 para cerca de 10.000 trabalhadores em 2017.
  • Os operadores mais pequenos predominam no setor, situando-se o número médio de empregados por empresa em 7 pessoas. Só 26 empresas têm um quadro de pessoal acima de 50 trabalhadores e unicamente duas empregam mais de 400 pessoas.
  • A distribuição geográfica das empresas mostra uma notável concentração na zona Norte, na qual se localizam perto de 42% do total.

Dados Gerais

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Vendas de perfumaria e cosmética no mercado ibérico deverão crescer acima de 5200 milhões em 2018


Evolução do Mercado


  • Em 2017 as vendas de perfumaria e cosmética no mercado ibérico mantiveram a tendência ascendente dos últimos anos, embora se tenha verificado um abrandamento moderado do ritmo de crescimento. Nesse ano, o volume de negócios ascendeu a 5112 milhões de euros, mais 2,2% do que em 2016. Em valor, o mercado em Espanha cresceu 2,2% para 4271 milhões de euros, enquanto em Portugal o aumento foi de 2,3%, situando-se nos 841 milhões.
  • A curto prazo as previsões apontam para que a tendência de crescimento da faturação do setor se mantenha, num contexto de subida moderada da procura interna, ainda que seja expectável um crescimento menor do que nos últimos anos. Estima-se que em 2018 o mercado ibérico cresça cerca de 2%, em valor, para 5215 milhões de euros.
  • A orientação crescente das empresas espanholas para o exterior manteve-se durante o ano 2017, tendo as exportações a partir de Espanha aumentado 11,5%, nesse ano, para 3508 milhões de euros. Em Portugal o crescimento situou-se acima de 10%, tendo as vendas ao exterior ascendido a 195 milhões de euros.
  • Os principais destinos das exportações espanholas em 2017 foram a Alemanha, Portugal, França, Estados Unidos e Reino Unido, com um peso conjunto no total próximo dos 37%. Quanto às exportações portuguesas, 33% tiveram como destino Espanha, destacando-se ainda Angola (17%) e o Reino Unido (11%).

Estrutura da Oferta

  • O segmento de produtos de cuidados da pele é o mais importante, representando 28,1% das vendas globais em Espanha e Portugal, em 2017, seguem-se os produtos de higiene (25,3%), os perfumes e as fragrâncias (18,8%), os produtos de cuidados para o cabelo (18,3%) e a cosmética decorativa (9,5%).
  • Em 2017 o setor ibérico era constituído por cerca de 400 empresas. A estrutura empresarial apresentava uma considerável concentração da oferta, detendo as cinco principais empresas, nesse ano, uma quota de mercado global que em Espanha rondava os 41%, enquanto em Portugal essa quota era de 37%.



segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Mantém-se a tendência crescente das vendas de mobiliário de lar


Evolução do Mercado


  • As vendas de mobiliário de lar em Portugal mantiveram em 2017 a tendência de crescimento iniciada em 2014, num contexto de crescimento do consumo final das famílias e do mercado imobiliário. Assim, nesse exercício estimou-se um valor de 415 milhões de euros, o que supõe uma variação de perto de 4% em relação a 2016, ano no qual se registou um acréscimo de 5,3%.
  • Em 2017 observou-se um aumento do superavit comercial com o exterior, após a queda registada no período 2015-2016, atingindo 359 milhões de euros. As exportações cresceram 6% neste ano, até cerca de 530 milhões de euros, enquanto as importações, impulsionadas pelo dinamismo da procura interna, aumentaram quase 8%, situando-se em cerca de 170 milhões de euros.
  • França assumiu em 2017 cerca de 40% das exportações totais, sendo o mercado externo mais importante. Espanha ocupa a segunda posição, com uma participação nesse ano de 18%, embora importe assinalar o crescimento das vendas portuguesas de móveis no Reino  Unido (+28%) e Holanda (+38%). Espanha, é, no entanto, o principal país de origem das importações, concentrando 40% em 2017.

Estrutura da Oferta

  • O número de empresas fabricantes de mobiliário de lar em Portugal manteve em 2016 a tendência de baixa dos anos anteriores, até se situar em 3.640, face a 6.400 que estavam operacionais em 2004. Pelo contrário, o número de empregados no setor tem aumentado desde 2013, passando de 21.700 para pouco mais de 23.400 em 2016.
  • A estrutura empresarial do setor caracteriza-se ainda pela sua notável atomização, sendo que cerca de 87% do total de empresas contam com um quadro de pessoal inferior a 10 trabalhadores e só quatro empregam mais de 250 pessoas.
  • Por outro lado, importa destacar a elevada concentração geográfica da atividade na zona Norte de Portugal, na qual se localizam cerca de 70% das empresas, à frente das zonas Centro e Lisboa.

Dados Gerais, 2017


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Mantém-se o crescimento da faturação no setor de alimentos congelados, apesar da queda das exportações


Evolução do Mercado


  • O valor global da faturação no setor de alimentos congelados tem mantido nos últimos anos uma tendência de crescimento, associada ao dinamismo das vendas para o exterior. Em 2017 manteve-se a tendência embora o ritmo se tenha atenuado com a queda das exportações.
  • Neste sentido, no ano 2017 as exportações atingiram 455 milhões de euros, o que supôs menos 7,7% do que em 2016 e alterando a tendência crescente iniciada em 2010. As importações, pela sua parte, registaram uma taxa de crescimento de 2,5%, até se situarem em 974 milhões de euros.
  • Neste contexto, o défice da balança comercial voltou a crescer significativamente, passando de 457 milhões de euros em 2016 para 519 milhões em 2017, o maior valor desde 2008.
  • Espanha mantém-se como o cliente  mais importante para as empresas do setor, assumindo uma quota sobre as exportações totais de 41% em 2017. As vendas portuguesas em Espanha caíram 6,0%, até aos 188 milhões de euros. Destaca-se o forte crescimento das exportações para o Brasil, (+31,1% em 2017), convertendo-se no principal destino fora da União Europeia.


Estrutura da oferta

  • A maioria das empresas no setor de alimentos congelados são de pequena dimensão, de modo que só 28 tinham em 2016 um quadro de pessoal superior a 50 trabalhadores e unicamente três empregavam mais de 250 pessoas.
  • Os distritos de Lisboa, Porto, Braga e Viseu reúnem grande parte das principais empresas do setor. Metade das 40 maiores empresas em termos de receitas totais estão sediadas em algum destes quatro distritos.
  • O volume de emprego deste grupo de 40 principais empresas situou-se em 2016 em 5.951 trabalhadores, mais 6% do que em 2015, ano no qual experimentara um crescimento de 9,1%.

Dados Gerais, 2017