sexta-feira, 18 de agosto de 2017

As vendas em Portugal de panificação e pastelaria industrial situou-se em 645 milhões de euros em 2016


Evolução do Mercado


  • O mercado de panificação e pastelaria industriais registou um crescimento de 2,4% no ano 2016. Desta forma, o valor das vendas em Portugal situou-se em 645 milhões de euros, face a 630 milhões no exercício anterior.
  • O segmento de massas congeladas tem registado nos últimos anos um crescimento superior à média do mercado, devido principalmente ao incremento do consumo deste tipo de produtos no canal de hotelaria e restauração, em substituição dos produtos tradicionais.
  • Relativamente ao comércio externo as exportações atingiram 205 milhões de euros em 2016, mais 9% do que no ano anterior, no qual contabilizaram 188 milhões. Espanha constitui o principal destino das vendas para o exterior, assumindo uma quota sobre o total acima de 40%. O valor das importações, pela sua parte, situou-se em 318 milhões de euros, mais 7,4% do que em 2015.

Estrutura da Oferta

  • No setor de panificação e pastelaria operam cerca de 6.300 empresas, as quais geram um volume de emprego de cerca de 30.000 trabalhadores.
  • A maior parte destas entidades corresponde ao segmento de panificação, no qual operavam 4.183 empresas em 2015, incluindo estabelecimentos de elaboração artesanal. Pela sua parte, nesse ano contabilizaram-se 2.127 fabricantes de bolachas, de bolos e de pastelaria industrial.
  • O setor apresenta um alto grau de atomização, com predomínio das empresas de reduzido tamanho. Assim, cerca de 85% dos operadores tem um quadro de pessoal abaixo de 10 empregados, e só 6 empresas com mais de 250 trabalhadores.

Dados Gerais, 2016


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Prevê-se uma retoma da atividade no setor da construção em 2017


Evolução do Mercado


  • O valor da produção no setor da construção caiu em 2016, prolongando a quebra do período 2008-2015. Nesse ano situou-se em 10.742 milhões de euros, o que representou uma queda de 3,3% em relação a 2015 e contrasta com o valor de cerca de 20.148 milhões de euros em 2008.
  • Por segmentos, o valor da produção de edificação residencial cresceu 5%, enquanto o da edificação não residencial e o da engenharia civil registaram quedas de 1,7% e 8%, respetivamente.
  • No curto prazo as previsões apontam para uma retoma da atividade, de forma que no biénio 2017-2018 é esperada uma variação média anual do valor da produção de aproximadamente 3%.

Estrutura da oferta

  • Em abril de 2017 operavam em Portugal cerca de 51.200 empresas dedicadas à construção, perto de 4.200 mais do que em dezembro de 2015. O número de sociedades com certificado de empreiteiro situou-se em 29.950, mais 1,1% do que em abril de 2016, enquanto, pelo contrário, o número de empresas com alvará diminuiu 0,6% no mesmo período, até se situar em 21.245.
  • Os distritos de Lisboa e Porto concentram 19,3% e 14,6%, respetivamente, das empresas com alvará, destacando-se também Braga (8,9%), Leiria (7%), Setúbal (6,3%), Aveiro (6%), Faro (5,9%), Viseu (4,8%) e Santarém (4,7%).
  • A estrutura empresarial no setor da construção carateriza-se pelo alto grau de atomização da oferta. Assim, 50% dos operadores titulares de alvará estavam habilitados em abril de 2017 para realizar empreitadas com um valor máximo de 166.000 euros e tão só 7% estavam habilitados a assumir empreitadas de um valor superior a 1,3 milhões de euros.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Mercado Ibérico de estacionamento gerou 1100 milhões de euros em 2016


Evolução do Mercado


  • Em 2016 o mercado ibérico de estacionamento consolidou a tendência de recuperação iniciada no ano anterior, situando-se em 1102 milhões de euros, um acréscimo de 4,4%.
  • O mercado ibérico valia 990 milhões de euros (+4,3%), dos quais 112 milhões de euros correspondentes ao mercado português (+5,7%).
  • Em conjunto, o número de lugares de estacionamento nos dois países ascendeu a 1,8 milhões no final de 2016.

Estrutura da oferta

  • Num contexto de melhoria da conjuntura económica e do mercado de trabalho, acréscimo de tráfego nos centros urbanos e aumento do número de lugares em exploração, o mercado ibérico de estacionamento consolidou em 2016 a tendência de recuperação iniciada no ano anterior.
  • Após um crescimento de 2% em 2015, as receitas resultantes do negócio da gestão de lugares de estacionamento em estrutura e em estacionamento regulado à superfície em Espanha e Portugal ascenderam a 1102 milhões de euros em 2016, o que representou um crescimento de 4,4% face ao ano anterior.
  • O mercado espanhol, que representa cerca de 90% do mercado ibérico total, registou nesse ano um aumento de 4,2%, situando-se em 990 milhões de euros, e o mercado português cresceu 5,7%, ascendendo a 112 milhões.
  • Por segmentos, o negócio da gestão de lugares de estacionamentos em estrutura aumentou 5,7% no conjunto do mercado ibérico, correspondente a 777 milhões de euros, e o negócio da  gestão de lugares de estacionamento regulado à superfície aumentou 1,2%, para 325 milhões.
  • Num contexto de crescimento económico, a curto e médio prazo, espera-se uma ligeira tendência ascendente da faturação do negócio da gestão de estacionamento no setor ibérico, com um comportamento ligeiramente mais dinâmico em Portugal. As previsões apontam, assim, para um aumento da faturação setorial de 3,6% em 2017.
  • O setor ibérico de estacionamento estava composto em 2016 por cerca de 1075 empresas e grupos de empresas, das quais 825 operavam em Espanha e 250 em Portugal. No conjunto, exploravam um total de 1 785 000 lugares de estacionamento, 1 500 000 em Espanha e 285 000 em Portugal.
  • O grau de concentração setorial tende a aumentar. Em 2016, as cinco maiores empresas detinham uma quota global de 52% no conjunto do mercado ibérico.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Os restaurantes portugueses faturaram 3730 milhões de euros em 2016


Evolução do Mercado


  • O volume de negócios gerado pelo setor da restauração em Portugal atingiu os 2730 milhões de euros em 2016, correspondente a um acréscimo de 2,2% face ao valor registado no ano anterior, e confirma a tendência ascendente iniciada em 2014.
  • Em 2015, o número de empresas gestoras de estabelecimentos de restauração em Portugal era de 28610, cerca de 3000 menos do que as existentes em 2008.

Estrutura da Oferta

  • Entre 2009 e 2013 o mercado português da restauração perdeu cerca de 30% do seu valor, devido ao corte substancial do gasto das famílias e empresas e à forte concorrência em preços existente no setor.
  • A partir de 2014 a tendência inverteu-se, tendo o valor do mercado registado taxas de variação positivas. Em 2016 o volume de negócios ascendeu a 3730 milhões de euros, o que correspondeu a um aumento de 2,2% face ao ano anterior. O segmento da comida rápida foi o que evidenciou o desempenho mais favorável, graças aos seus preços competitivos e às mudanças de hábitos alimentares da população. Em 2016 as vendas deste tipo de estabelecimento registaram um crescimento de 7,6% para 780 milhões de euros.
  • As previsões a curto prazo para a economia portuguesa apontam para a continuação do crescimento do consumo privado. Neste contexto, estima-se que o mercado da restauração atinja em 2017 um valor próximo dos 3800 milhões de euros (+1,9%), sendo expetável um aumento semelhante em 2018.
  • A oferta do setor apresenta um grau de fragmentação elevado, predominando os operadores independentes e de pequena dimensão. Contudo, aprecia-se uma tendência de concentração empresarial, impulsionada pelo avanço das principais cadeias de restaurantes, tanto de comida rápida como de restauração informal, as quais têm aumentado o seu peso no mercado nos últimos anos.
  • Em 2015 operavam neste setor 28 610 empresas, aproximadamente menos 3000 do que as existentes em 2008. Estas empresas foram responsáveis por cerca de 114 000 postos de trabalho em 2014, com uma média de quatro trabalhadores por empresa.
  • Os cinco maiores operadores do setor por volume de negócios detinham em 2016 uma quota de mercado conjunta de 11%, enquanto a dos dez maiores rondava os 15%.

Dados Gerais, 2016








segunda-feira, 5 de junho de 2017

Suave retoma das vendas grossistas de produtos alimentares para hotelaria


Evolução do Mercado


  • A faturação das empresas grossistas de produtos alimentares em Portugal (excluindo as vendas ao canal de alimentação) cresceu 2,2% no exercício 2016, atingindo 1.145 milhões de euros, num contexto marcado pelo crescimento  do consumo privado.
  • Esta evolução junto com a tendência crescente registada nos dois anos anteriores, com taxas de 1,4% e 1,8%, permitiu que o valor do mercado se incrementasse em cerca de 60 milhões de euros entre 2013 e 2016.
  • As previsões no curto prazo apontam para uma prolongação da tendência crescente da procura, de modo que para os exercícios 2017 e 2018 estima-se um aumento adicional do valor do mercado perto de 1-2% anual.

Estrutura da Oferta

  • O número de empresas registadas na atividade de comercialização grossista de produtos de alimentação em Portugal situou-se em 9.155 em dezembro de 2015, valor ligeiramente superior ao que se tinha contabilizado no fim do exercício anterior.
  • Por tipo de produto comercializado, os grupos mais numerosos são os das empresas dedicadas ao comércio grossista de frutas, legumes e verduras (2.247 em dezembro de 2015), de bebidas (1.403) e de produtos de carne (809); além das empresas não especializadas, cujo número se fixou em 972.
  • Cerca de 90% dos operadores contam com menos de dez empregados, sendo estas empresas, em geral, companhias de caráter familiar e com um âmbito de atuação regional. Estas empresas de pequena e média dimensão costumam agrupar-se em centrais de compra, a fim de beneficiar de melhores condições dos seus fornecedores.
Dados Gerais, 2016


segunda-feira, 29 de maio de 2017

As exportações de calçado apresentam sete anos consecutivos de crescimento


Evolução do Mercado


  • O valor da produção de calçado iniciou em 2014 uma tendência crescente, a qual foi confirmada no exercício de 2016, num contexto de bom comportamento das vendas tanto em Portugal como no exterior. Para 2016 estimaram-se 2.050 milhões de euros, o que supõe cerca de 5,4% mais do que no exercício anterior, tendência que manter-se-à previsivelmente no curto prazo.
  • Em 2016 as exportações elevaram-se até aos 1.920 milhões de euros, o qual supôs um crescimento relativo a 2015 de 3%, e contrasta com os 1.297 milhões registados em 2010. As importações, por sua vez, cresceram novamente mais de 10% (+12,7%), alcançando um valor em torno de 595 milhões de euros.
  • França é o mercado externo mais importante, assumindo uma quota sobre as exportações totais de 22% em 2015. Também se destacam Alemanha, Holanda e Espanha.

Estrutura da Oferta

  • Após o crescimento experimentado em 2013 e 2014, o número de empresas fabricantes de calçado apenas cresceu em 2015 (+0,3%), até se situar em cerca de 1.450.
  • Predominam as empresas de pequeno tamanho, de modo que pouco mais de 60% do total contam com um quadro de pessoal abaixo de 10 empregados e só 9% têm mais de 50 trabalhadores.
  • A atividade produtiva concentra-se na zona Norte de Portugal, onde se localizam 95% das empresas. Nomeadamente nos concelhos de Felgueiras, no distrito do Porto, e Oliveira de Azeméis e Santa Maria da Feira, em Aveiro. Entre os três geram mais de 60% do volume de emprego total.
Dados Gerais, 2016

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Forte crescimento das importações de frutas e produtos hortícolas em 2016


Evolução do Mercado


  • A produção global portuguesa de frutas e produtos hortícolas ascendeu em 2015 a 3,7 milhões de toneladas, mais 14,5% do que foi contabilizado no exercício anterior, com um valor de quase 2.160 milhões de euros (+7,8%). Para 2016 estima-se um aumento do valor da produção global de 6,6%, até cerca de 2.300 milhões de euros.
  • Em 2016 manteve-se neste setor a tendência crescente de abertura ao exterior, registada nos últimos anos. Após forte crescimento das exportações em 2014 e 2015, com taxas a rondar os 25%, em 2016 as exportações alcançaram um valor de cerca de 582 milhões de euros, mais 2,1% do que em 2015.
  • Por sua vez, acentuou-se a presença de produtos importados: as importações alcançaram 766 milhões de euros, mais 20,6% do que em 2015.
Estrutura da Oferta

  • O setor de produção de frutas e produtos hortícolas caracteriza-se por uma elevada atomização da oferta. Assim, identificam-se cerca de 17.000 produtores, com um quadro global de aproximadamente 26.500 trabalhadores.
  • Relativamente à comercialização grossista, no setor operam pouco mais de 2.000 empresas, que geram um volume de emprego de cerca de 10.100 trabalhadores. No setor grossista predominam ainda as sociedades de tamanho reduzido: 90% contam com um quadro de pessoal inferior a 10 trabalhadores e cerca de 30 empregam mais de 50 pessoas.
  • Se considerarmos algumas das principais culturas (tomate, laranja, maçã, pêra, cereja, pêssego, tangerina, kiwi, uva de mesa e ameixa), a zona centro é a que concentra a maior superfície de cultivo, com cerca de 33% do total, seguida pelo Alentejo (26%) e Algarve (18%).
Dados Gerais, 2016