terça-feira, 16 de julho de 2019

Empresas portuguesas de software de gestão faturaram 315 milhões de euros em 2018, mais 6,1% do que em 2017

O setor do 'software de gestão’ faturou em Portugal 315 milhões de euros, valor que representa um crescimento de 6,1% face a 2017. 

Na última década, a faturação setorial de software de gestão apresentou taxas de crescimento elevadas, com um ritmo médio anual de 10%. 

A procura de software de gestão cresceu de forma assinalável, conjuntamente com a digitalização das empresas, o aumento da penetração da Internet, a adoção de ferramentas informáticas no trabalho e o cada vez mais elevado nível de formação dos trabalhadores no uso das tecnologias da informação. 

As aplicações ERP constituem a maior fonte de receitas, com um peso de 46% no valor total do mercado. O segmento de CRM, pelo seu lado, representa cerca de 25% da faturação, enquanto a quota das aplicações SCM é de 6%, correspondendo os restantes 23% a outros tipos de aplicações. 

As previsões do mercado são favoráveis no curto e médio prazo. Esta evolução positiva abrange todos os segmentos do mercado, embora as perspetivas sejam melhores para as soluções específicas do que para as ferramentas ERP, devido ao menor grau de maturidade das aplicações CRM e SCM e das ferramentas setoriais. 

O setor é liderado por um número reduzido de grandes empresas que detém uma fatia considerável das receitas globais. Neste contexto, em 2018, a quota de mercado conjunta das cinco principais empresas ultrapassou os 50%, enquanto a das dez principais ultrapassou os 65%. 

Relativamente à distribuição do negócio por atividade em 2018, as receitas ligadas à venda de licenças geraram aproximadamente 60% do total, correspondendo os restantes 40% às atividades complementares (implementação, manutenção e formação). 

Apesar do mercado português de software de gestão ser controlado por um reduzido número de empresas multinacionais, existe um número elevado de empresas de pequena dimensão no setor, grande parte das quais desenvolve aplicações dirigidas a segmentos muito específicos.


Dados Gerais, 2018

Setor ibérico de estacionamento faturou 1 174 milhões de euros em 2018, mais 3% que no ano anterior


  •        Negócio em Portugal cresceu 3,3% para os 124 milhões de euros
  •        Existem 295 000 lugares no mercado de estacionamento em Portugal.

As empresas gestoras de lugares de estacionamento em Espanha e Portugal faturaram, em 2018, 1174 milhões de euros, valor que representa mais 3% face a 2017, ano em que a variação foi de 3,4%. Nesse ano, o mercado espanhol representou uma quota de 89% do mercado ibérico, e apresentou um crescimento de 2,9%, para 1050 milhões de euros, enquanto o mercado português cresceu 3,3%, para 124 milhões. 
O volume de negócios associado ao aluguer de lugares de estacionamento em estrutura registou um aumento de 3,7%, para 840 milhões de euros, enquanto o valor relativo à gestão de lugares em zonas reguladas à superfície cresceu 1,2%, para 334 milhões. 
As previsões apontam para que se mantenha a tendência de crescimento do mercado ibérico de gestão de lugares de estacionamento nos próximos anos, embora com um abrandamento moderado, em linha com a atividade económica geral, acrescido do impacto resultante das políticas de mobilidade implementadas nas grandes cidades. 
Em 2018, em Espanha, existiam cerca de 800 empresas dedicadas à gestão de estacionamentos e em Portugal 255. O número de lugares de estacionamento em atividade no mercado ibérico ascendia a 1 815 000, dos quais 1 520 000 em Espanha e 295 000 em Portugal. 
Existe em ambos os países um importante grau de concentração da oferta setorial com especial incidência em Portugal. Em 2018, os cinco principais operadores detinham uma quota global superior a 52% no conjunto do mercado ibérico. Em Espanha  a quota de mercado conjunta das cinco principais empresas era de 53%, enquanto em Portugal a quota de mercado das cinco principais empresas era de 85%.

Dados Gerais, 2018


Faturação dos Operadores logísticos cresceu 4,1% em 2018 e mais de 20% face a 2012


O volume de negócios do setor português de operadores logísticos ascendeu, em 2018, a 555 milhões de euros, valor que representa um acréscimo de 4,1% face ao ano anterior e uma variação de 21% em relação aos 457 milhões registados em 2012.
Este valor inclui as receitas decorrentes da armazenagem de mercadorias e das operações associadas realizadas sobre as mesmas (manipulação, transporte e distribuição).          
O crescente grau de externalização das atividades de armazenagem, manipulação e transporte de mercadorias por partes das empresas, assim como a evolução favorável da economia portuguesa, tem favorecido nos últimos anos o volume de negócios dos operadores logísticos. 
A introdução de novos serviços de maior valor acrescentado e a internacionalização da atividade do tecido empresarial são fatores que também contribuíram para o crescimento da atividade setorial.

Alimentação e bebidas representam mais de metade do negócio

A fileira de alimentação e bebidas foi a de maior peso no negócio dos operadores logísticos, representando cerca de 51% da faturação setorial no exercício de 2018. O setor de farmácia, drogaria e perfumaria teve também uma grande importância, sendo responsável por cerca de 20% das receitas.

Previsão de crescimento de 3,6% para 2019

As projeções apontam para um aumento da faturação setorial de cerca de 3,6% no ano 2019, para 575 milhões de euros. Neste contexto de previsível crescimento do volume de negócios, os indicadores de rendibilidade do setor melhorarão moderadamente, embora seja de realçar a ameaça que os elevados preços do combustível representam para os operadores. 
O setor de operadores logísticos carateriza-se pelo alto grau de concentração da oferta que tem aumentado nos últimos anos em virtude das numerosas operações empresariais registadas. As cinco principais empresas representavam conjuntamente cerca de 45% do volume de negócios global do setor, enquanto a quota agregada das dez principais rondou os 65%. 
Em 2018 o setor era constituído por aproximadamente 80 empresas, número que se tem mantido estável nos últimos anos, que empregaram cerca de 11 430 trabalhadores, com um número médio por empresa de 143 pessoas.

Dados gerais, 2018

sexta-feira, 14 de junho de 2019

As vendas das residências para a terceira idade excedem pela primeira vez os 300 milhões de euros


Evolução do Mercado


  • A tendência de envelhecimento da população e a crescente incorporação da mulher no mercado de trabalho têm favorecido o aumento da procura de serviços assistenciais para a terceira idade durante os últimos anos.
  • Neste contexto, a faturação agregada das residências lucrativas situou-se, no ano 2018, em 315 milhões de euros, um incremento de 5% relativo a 2017, ano em que se registou um crescimento de 7,1%.
  • Nos últimos exercícios percebe-se uma tendência crescente tanto do número de centros como da sua capacidade. Assim, entre março de 2014 e março de 2019 o número de residências lucrativas cresceu até cerca de uma centena, enquanto que a sua capacidade se incrementou em cerca de 4.300 lugares.

Estrutura da oferta

  • Em março de 2019 operavam em Portugal cerca de 2.500 residências para a terceira idade das quais 736 eram residências lucrativas e 1.740 pertenciam a entidades não lucrativas.
  • O total de residências ativas rondava os 98.100 lugares, com uma capacidade média de 40 lugares por centro, 78% do número total de lugares (76.308) correspondia a entidades gestoras de centros não lucrativos, situando-se a capacidade das residências lucrativas em cerca de 21.800 lugares.
  • O distrito de Lisboa é o que conta com a maior capacidade de residências lucrativas, com 221 centro e 6.615 lugares em março de 2019, à frente de Setúbal, Porto, Leiria e Santarém, com respetivas capacidades entre 1.800 e 2.500 lugares.
  • A atomização empresarial carateriza a estrutura da oferta no setor, sendo que os cinco primeiros operadores por volume de faturação total em 2017 reuniram nesse execício uma quota de mercado conjunta de perto de 12%.
Dados Gerais, 2018


terça-feira, 28 de maio de 2019

Mantém-se a tendência crescente da produção de embalagens de cartão


Evolução do Mercado


  • A produção de embalagens de cartão manteve-se em 2018, a tendência de crescimento iniciada em 2013, num contexto de crescimento do consumo final das famílias e forte expansão do comércio eletrónico. Assim, nesse exercício estimou-se um valor de 875 milhões de euros, o que se traduz numa variação 6,2% em relação a 2017, ano no qual se registou um acréscimo de 8,6%.
  • Em 2017 e 2018 observou-se uma contração do superavit comercial com o exterior, depois do crescimento registado no período 2015-2016, atingindo 16 milhões de euros no último exercício. As exportações cresceram 1,9% neste ano, até 159 milhões de euros, enquanto as importações aumentaram quase 20%, situando-se em 143 milhões de euros.
  • Espanha assumiu em 2018 cerca de 50% das exportações totais, sendo o mercado externo mais importante. França ocupa a segunda posição, com uma participação nesse ano de 18%, registando um crescimento das vendas portuguesas para esse país de 19,2%.

Estrutura da oferta

  • O número de empresas fabricantes de embalagens de cartão em Portugal manteve em 2017, a tendência de alta iniciada o ano anterior, até aos cerca de 254. O número de empregados no setor, tem também aumentado desde 2012, passando de pouco mais de 4.800 para cerca de 6.200 em 2017.
  • Cerca de 60% do total de empresas contam com um quadro de pessoal inferior a 10 trabalhadores e só duas empregam mais de 250 pessoas.
  • Por outro lado, importa destacar a elevada concentração geográfica da atividade na zona Norte de Portugal, na qual se localizam cerca de 70% das empresas, à frente das zonas Centro e Lisboa.

Dados Gerais, 2018

terça-feira, 23 de abril de 2019

Novo crescimento da faturação do setor de estabelecimentos hoteleiros em 2018


Evolução do Mercado


  • O volume de negócios agregado de hotéis, estalagens, apart-hotéis, motéis, pensões, pousadas, aldeamentos turísticos e apartamentos turísticos manteve um notável dinamismo no período 2014-2017, crescendo a taxas anuais acima de 15%, alcançando 3.681 milhões de euros no último ano (+16,6%). Em  2018 estimou-se uma faturação de 4.000 milhões de euros, mais 8,7% do que em 2017.
  • O número de hóspedes cresceu 1,7% em 2018 (excluindo os estabelecimentos de alojamentos local e turismo no espaço rural e ainda as "Quintas da Maceira"), ultrapassando os 21 milhões. No entanto, as dormidas diminuíram ligeiramente, contabilizando 57,6 milhões. As dormidas realizadas por residentes em Portugal aumentaram 5%, face à contração de 2% registada no caso dos residentes no estrangeiro.
  • As dormidas em hotéis, estabelecimentos que assumem cerca de 70% do total, contabilizaram uma variação positiva de 1,4%, destacando-se pelo contrário a contração das dormidas nas estalagens, motéis e pensões tradicionais.

Estrutura da oferta

  • A capacidade hoteleira em Portugal, considerando em conjunto hotéis, estalagens, apart-hotéis, motéis, pensões e pousadas, situou-se no ano de 2017 em cerca de 403.000 camas, o que supôes um incremento de 5,8% no que respeita ao ano anterior e mais 68% comparativamente com 2002.
  • Perto de 55% do número total de camas, cerca de 211.000, correspondem a hotéis, embora o segmento que mais tem aumentado a sua capacidade nos últimos anos, com uma variação em 2017 de cerca de 15%.
  • A zona de Algarve é a que concentra uma maior capacidade, com cerca de 127.600 camas em 2017, o que supõe 31,7% do total, à frente da zona de Lisboa, com quase 80.500 camas.
Dados Gerais, 2018


quinta-feira, 11 de abril de 2019

Queda das exportações e da produção de calçado em 2018


Evolução do Mercado


  • A produção de calçado experimentou no período 2014-2017 uma tendência de alta, apoiada no dinamismo das vendas para o exterior. Após o crescimento de 3,5% contabilizado em 2017, em 2018 estima-se uma queda de 1,4%, alcançando 2.070 milhões de euros, devido principalmente ao abrandamento da procura externa.
  • Deste modo, as vendas do setor para fora de Portugal atingiram neste último exercício 1.904 milhões de euros, o que representou uma contração de perto de 3% relativo a 2017. As importações, por sua vez, aumentaram 4,9% em 2018, atingindo os 638 milhões de euros e reduzindo o superavit comercial a menos de 1.300 milhões, o nível mais baixo desde 2012.
  • França mantém-se como o mercado externo mais importante para os fabricantes portugueses de calçado, com uma participação sobre as exportações totais de cerca de 21%. Alemanha é o segundo destino, assumindo cerca de 20% do valor total, à frente de Holanda, Espanha e Reino Unido.

Estrutura da Oferta

  • Em 2017 operavam 1.526 empresas no setor de calçado, o que supôs um incremento de perto de 4% referente ao ano anterior. O volume de emprego gerado aumentou de forma semelhante, atingindo pouco mais de 40.000 pessoas, mantendo-se o número de empregados médio por empresa em 26.
  • Predominam os fabricantes de reduzida dimensão, sendo que cerca de 65% conta com um número de empregados inferior a 10 e menos de 10% emprega mais de 50 pessoas.
  • A atividade produtiva concentra-se na zona Norte de Portugal, onde se localizam quase 95% das empresas, destacando-se as regiões de Tâmega e Sousa e Área Metropolitana do Porto.
Dados Gerais, 2018