junho 2026 Variação referente ao mês homólogo
Nascimentos
03186
-13,2%
Encerramentos
00419
-53,4%
Insolvências
00163
22,6%

Criação de novas empresas em queda no final do 1º semestre

Foram criadas 27 831 novas empresas até 30 de junho.

  • Construção e TIC são os únicos setores que registam crescimento do empreendedorismo;
  • Construção atinge pela primeira vez o segundo lugar entre todos os setores com maior número de novas empresas;
  • Insolvências crescem 6,6%;

No primeiro semestre de 2026, foram criadas 27 831 novas empresas em Portugal, o que representa um recuo de 4,1% (-1 187 constituições de empresas) face ao mesmo período do ano anterior.

Na comparação entre os primeiros semestres, este é o valor mais baixo desde 2023 e segue-se a um novo máximo histórico na criação de empresas que foi atingido em 2025.

A Construção e as Tecnologias da informação e comunicação (TIC) são os únicos setores que registam crescimento do empreendedorismo neste período.

Na Construção, a criação de empresas aumentou 11% (+411 constituições) face ao primeiro semestre do ano anterior. O setor atingiu um novo máximo no acumulado do primeiro semestre (4 116 constituições), ficando pela primeira vez em segundo lugar entre todos os setores de atividade, ultrapassando os Serviços gerais. A Construção mantém uma tendência de crescimento consistente nos últimos anos, refletindo a forte procura por habitação e reabilitação urbana, bem como as oportunidades de negócio neste mercado.

O setor das TIC totalizou 2 059 constituições de empresas no primeiro semestre, o que corresponde a um crescimento de 5,1% (+99 constituições) face ao primeiro semestre de 2025. A maioria destas novas empresas pertencem às atividades de consultoria e programação informática. Todos os outros setores registam uma descida na criação de empresas no primeiro semestre de 2026. Entre as atividades com maiores recuos destacam-se a Agricultura e pecuária (-37%; -332 constituições), os Transportes terrestres (-13%; -234 constituições), os Serviços de saúde humana (-15%; -183 constituições), o Retalho alimentar (-42%; -163 constituições) e a Restauração (-7,7%; -104 constituições). Com exceção da Agricultura e pecuária, é o segundo ano consecutivo que estas atividades registam uma descida na criação de empresas, na análise dos primeiros semestres de cada ano.

A descida nas constituições de empresas também foi transversal a quase todos os distritos, sendo mais significativa em Lisboa (-2,2%; -191 constituições), Funchal (-20%; -177 constituições) e Faro (-8,4%; -140 constituições).

Encerraram quase 6 mil empresas

Os dados de 3 de julho de 2026 do Barómetro da Informa D&B indicam que até final de junho encerraram 5 690 empresas em Portugal. Este registo, embora provisório, corresponde a uma descida de 18% (-1 263 encerramentos) face ao mesmo período do ano anterior.

No acumulado dos últimos 12 meses, esta descida é menos atenuada. Desde julho de 2025 até final de junho de 2026, encerraram 14 407 empresas em todos os distritos do país, uma descida de 8,0% face aos 12 meses anteriores (-1 260 encerramentos). A análise do acumulado dos últimos 12 meses minimiza o desfasamento temporal que se tem vindo a verificar entre a data efetiva de dissolução da empresa e a data da respetiva publicação, permitindo leituras mais fidedignas.

A descida do número de encerramentos dos últimos 12 meses foi transversal a todos os setores, com destaque para os Serviços Empresariais (-9,8%; -235 encerramentos) e o Retalho (-9,9%; -210 encerramentos). No entanto, há atividades específicas onde os encerramentos aumentaram nos últimos 12 meses, como são os casos do Retalho não especializado por correspondência ou via Internet (+139%; +96 encerramentos) ou a Fabricação de calçado (+93%; +25 encerramentos).

Insolvências crescem 6,6%

Nos primeiros seis meses de 2026 registaram-se 1 046 empresas com novos processos de insolvência, mais 6,6% (+65 insolvências) do que período homólogo. Este aumento retoma a tendência de crescimento das novas insolvências que se verificava desde 2022 e que tinha sido interrompida em 2025.

Mais de metade dos setores registaram crescimento nas insolvências, destacando-se as Atividades imobiliárias (+104%; +27 insolvências), onde o número de insolvências duplicou face ao primeiro semestre de 2025, o Alojamento e restauração (+12%; +21 insolvências) e as Indústrias (+21%; +16 insolvências), aquele que habitualmente concentra o maior número de insolvências, sobretudo as Indústrias de têxtil e moda.

NOTAS

Fonte de dados: publicações de atos societários efetuados no portal Citius do Ministério da Justiça até 03 de julho de 2026.
Universo: entidades com sede em Portugal, sob as formas jurídicas de sociedades anónimas, sociedades por quotas, sociedades unipessoais, entidades públicas, associações, cooperativas e outras sociedades (não inclui empresários em nome individual).
Constituições: entidades constituídas no período considerado, com publicação de constituição no portal de atos societários do Ministério da Justiça.
Encerramentos: entidades extintas no período considerado, com publicação de extinção no portal de atos societários do Ministério da Justiça (não são consideradas as extinções com origem em procedimentos administrativos de dissolução).
Insolvências: entidades com processos de insolvência iniciados no período considerado, com publicação no portal Citius do Ministério da Justiça. Esta análise considera apenas os processos de insolvência de pessoas coletivas, não analisa os processos de insolvência de empresários em nome individual, de profissionais liberais ou de particulares.

Aceder ao barómetro completo.

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