abril 2026 Variação referente ao mês homólogo
Nascimentos
04065
-9,1%
Encerramentos
00489
-46,0%
Insolvências
00172
22,9%

Foram criadas 19 503 novas empresas até final de abril

• Construção e TIC são os únicos setores com crescimento;
• Agricultura e outros recursos naturais, Transportes e Retalho têm os maiores recuos;
• Insolvências contrariam tendência do ano passado e sobem quase 8%;

Entre o início do ano e o final de abril, foram constituídas 19 503 empresas em Portugal, o que corresponde a uma descida de 4,6% (-944 constituições de empresas) face ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com o Barómetro da Informa D&B, e apesar de um crescimento em janeiro, os 3 meses seguintes registaram quedas sucessivas face os valores acumulados dos períodos homólogos.

Construção e TIC são os únicos setores com crescimento

Número de constituições de novas empresas do acumulado de janeiro a abril de 2026 desceu na maioria dos setores de atividade, quando comparado com o mesmo período do ano anterior.

Os setores da Construção (+7,7%; +203 constituições) e das Tecnologias da informação e comunicação (+8,4%; +112 constituições) são os únicos setores onde os valores acumulados da criação de empresas cresceu nos primeiros 4 meses do ano.

Este registo na Construção consolida a tendência de crescimento que se verifica desde 2020 neste setor, refletindo a forte procura por habitação e reabilitação urbana e a existência de oportunidades de negócio neste mercado. Nas Tecnologias da informação e comunicação, merece destaque o crescimento das atividades de informática.

O setor da Agricultura e outros recursos naturais registou a maior queda na criação de empresas face ao período homólogo (-37%; -283 constituições). Neste período, merece destaque a constituição de novas empresas de Agricultura e pecuária, que desceram 42% (-285 constituições de empresas) face ao mesmo período do ano passado, sobretudo nos distritos de Beja, Braga e Viseu e em atividades de produções agrícola e animal combinadas e de olivicultura.

Também com quedas acentuadas até final de abril estiveram os setores do Retalho (-13%; -226 constituições) e dos Transportes (-15%; -217 constituições).

Encerraram 3 736 empresas desde início do ano

Os dados de 5 de maio de 2026 do Barómetro da Informa D&B indicam que, entre janeiro e abril de 2026, encerraram 3 736 empresas em Portugal. Este registo, embora provisório, corresponde a uma descida de 24% (-1 165 encerramentos) face ao mesmo período do ano anterior.

No acumulado dos últimos 12 meses, esta descida é menos acentuada. Desde maio de 2025 até final de abril de 2026, encerraram 14 298 empresas, uma descida de 8,7% face aos 12 meses anteriores (-1 356 encerramentos). A análise ao acumulado dos últimos 12 meses minimiza o desfasamento temporal que se tem vindo a verificar entre a data efetiva de dissolução da empresa e a data da respetiva publicação, permitindo leituras mais fidedignas.

A descida do número de encerramentos dos últimos 12 meses foi transversal a todos os setores de atividade e regiões do continente, destacando-se o setor do Retalho (-16%; -342 encerramentos).

No entanto, verifica-se um aumento do número de encerramentos em algumas atividades durante este período. É o caso do Retalho não especializado por correspondência ou via Internet, cujo número de enceramentos mais do que triplicou face aos 12 meses anteriores (+228%; +114 encerramentos). A Fabricação de calçado (+37%; +33 encerramentos) é a segunda atividade a registar a maior subida do número de encerramentos neste período, ainda que menos significativa em termos absolutos.

Insolvências contrariam tendência do ano passado e sobem quase 8%

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, registaram-se 701 empresas com novos processos de insolvência, mais 7,8% (+51 insolvências) do que no mesmo período do ano anterior, contrariando a tendência de descida que se verificou no ano anterior.

Este aumento verificou-se em mais de metade dos setores de atividade, destacando-se os setores da Construção (+28%; +20 insolvências) e das Indústrias (+14%; +20 insolvências), sobretudo da Indústria de Têxtil e Moda (+21%; +14 insolvências).

NOTAS

Fonte de dados: publicações de atos societários efetuados no portal Citius do Ministério da Justiça até 05 de maio de 2026.
Universo: entidades com sede em Portugal, sob as formas jurídicas de sociedades anónimas, sociedades por quotas, sociedades unipessoais, entidades públicas, associações, cooperativas e outras sociedades (não inclui empresários em nome individual).
Constituições: entidades constituídas no período considerado, com publicação de constituição no portal de atos societários do Ministério da Justiça.
Encerramentos: entidades extintas no período considerado, com publicação de extinção no portal de atos societários do Ministério da Justiça (não são consideradas as extinções com origem em procedimentos administrativos de dissolução).
Insolvências: entidades com processos de insolvência iniciados no período considerado, com publicação no portal Citius do Ministério da Justiça. Esta análise considera apenas os processos de insolvência de pessoas coletivas, não analisa os processos de insolvência de empresários em nome individual, de profissionais liberais ou de particulares.