Foram criadas 32 300 novas empresas em 2026, menos 4,2% que no ano passado
Até final de julho, foram criadas 32 300 novas empresas em Portugal, o que representa um recuo de 4,2% (-1 429 constituições de empresas) face ao período homólogo, de acordo com o Barómetro da Informa D&B. Os setores dos Serviços empresariais, Construção, Serviços gerais e Atividades imobiliárias concentram 59% de todas as empresas criadas em 2026, o que corresponde a 19 024 novas empresas. No entanto, os únicos setores que registam crescimento face ao mesmo período do ano passado são a Construção, que totaliza 4 818 novas empresas (+12%; +505 constituições) e as Tecnologias da informação e comunicação, com 2 400 (+5,1%; +117 constituições). ![]() Há quase 5 mil novas empresas de Construção desde o início do ano A Construção mantém o segundo lugar entre os setores com maior número de novas empresas, um lugar conquistado pela primeira vez no mês passado. Entre o princípio do ano e o final de julho foram criadas quase 5 mil empresas neste setor, sobretudo nos distritos de Lisboa (26%), Porto (17%), Braga (10%) e Setúbal (10%). No setor das Tecnologias da informação e comunicação, a maior parte do crescimento deve-se às 1 534 novas empresas que pertencem a atividades de consultoria informática e programação e que representam um crescimento de 12% (+167 constituições de empresas). Agricultura e pecuária tem a maior queda na criação de empresas (-34%; -348 constituições). Este recuo verifica-se desde o início de 2026 e coloca o setor próximo da média dos últimos anos, depois de um crescimento significativo no ano passado. Quase todos os distritos registam um recuo na criação de empresas até 31 de julho, com exceção de Santarém (+3,3%; +34 constituições), Coimbra (+2,1%; +19 constituições) e Vila Real (+1,1%; +4 constituições). Nas ilhas, o número de constituições também desceu, destacando-se a Região Autónoma da Madeira, com menos 205 constituições de empresas (-20%) do que no mesmo período do ano anterior, uma descida que se verificou sobretudo no setor dos Transportes. Encerraram quase 7 mil empresas em Portugal Até final de julho encerraram 6 862 empresas, na sua maioria (51%) dos setores dos Serviços empresariais, Retalho, Serviços gerais e Alojamento e restauração. No acumulado dos últimos 12 meses, desde agosto de 2025 até final de julho de 2026, encerraram 14 372 empresas em todo o país, uma descida de 8,6% face aos 12 meses anteriores (-1 355 encerramentos). A descida do número de encerramentos dos últimos 12 meses foi transversal a todos os setores de atividade, destacando-se o setor dos Serviços Empresariais (-12%; -300 encerramentos). No entanto, verifica-se o aumento do número de encerramentos em algumas atividades durante este período, como é o caso do Retalho não especializado por correspondência ou via Internet, cujo número de encerramentos aumentou 53% face aos 12 meses anteriores (+97 encerramentos). De referir que a análise do acumulado dos últimos 12 meses minimiza o desfasamento temporal que se tem vindo a verificar entre a data efetiva de dissolução da empresa e a data da respetiva publicação, permitindo leituras mais fidedignas. Insolvências crescem 5% Nos primeiros sete meses de 2026, registaram-se 1 216 empresas com novos processos de insolvência, o que corresponde a um aumento de 5,2% (+60 insolvências) face ao mesmo período do ano anterior. Metade dos setores de atividade regista crescimento nas insolvências, mas as maiores subidas ocorreram nas Atividades imobiliárias (+107%; +32 insolvências) e na Restauração (+23%; +24 insolvências). Contudo, quase um quarto das empresas com novos processos de insolvência durante este período pertencem à Indústria de Têxtil e Moda e ao setor da Construção, atividades que tipicamente concentram mais empresas com novos processos de insolvência. NOTAS Fonte de dados: publicações de atos societários efetuados no portal Citius do Ministério da Justiça até 04 de agosto de 2026. Universo: entidades com sede em Portugal, sob as formas jurídicas de sociedades anónimas, sociedades por quotas, sociedades unipessoais, entidades públicas, associações, cooperativas e outras sociedades (não inclui empresários em nome individual). Constituições: entidades constituídas no período considerado, com publicação de constituição no portal de atos societários do Ministério da Justiça. Encerramentos: entidades extintas no período considerado, com publicação de extinção no portal de atos societários do Ministério da Justiça (não são consideradas as extinções com origem em procedimentos administrativos de dissolução). Insolvências: entidades com processos de insolvência iniciados no período considerado, com publicação no portal Citius do Ministério da Justiça. Esta análise considera apenas os processos de insolvência de pessoas coletivas, não analisa os processos de insolvência de empresários em nome individual, de profissionais liberais ou de particulares. SOBRE A INFORMA D&B |
