março 2026 Variação referente ao mês homólogo
Nascimentos
04588
-7,2%
Encerramentos
00596
-47,9%
Insolvências
00189
35,0%

Criação de empresas continua em queda em relação ao ano passado

  • Construção, Tecnologias da informação e comunicação e Serviços empresariais estão a crescer desde 2020;
  • Insolvências aumentam 3,1% e contrariam tendência do último ano;

No primeiro trimestre do ano, foram criadas 14 750 novas empresas em Portugal, o que corresponde a uma descida de 5,9% (-928 constituições) face ao trimestre homólogo. Apesar de ser um recuo, já é menos expressivo que os dados de janeiro e de fevereiro, que registaram quedas de 12% face aos mesmos meses de 2025.

Construção, Tecnologias da informação e comunicação e Serviços empresariais estão a crescer desde 2020

Esta descida na criação de empresas ocorre na maioria dos setores de atividade, com exceção da Construção (+4,5%; +92 constituições), Tecnologias da informação e comunicação (+7,5%; +77 constituições), Serviços empresariais (+2,2%; +58 constituições) e Energias e ambiente (+2,3%; +1 constituição).

Construção, Serviços Empresariais e, apesar de um recuo em 2023, as Tecnologias da informação e comunicação são setores que registam crescimentos consistentes na criação de novas empresas desde 2020. Esta tendência também se verifica quando comparamos os primeiros trimestres, o que indica que existe procura nestes mercados e oportunidades de negócio.

Num olhar mais detalhado dentro destes três setores, os maiores aumentos na criação de novas empresas foram registados na construção de edifícios, na informática e eletrónica e, no setor dos Serviços empresariais, na atividade de  manutenção e aluguer.

As atividades que registaram as maiores quedas foram a agricultura e pecuária, o transporte terrestre e o retalho alimentar.

Do ponto de vista geográfico, todos os distritos tiveram no 1º trimestre de 2026 um recuo na criação de empresas face ao trimestre homólogo, com exceção de Vila Real e Angra do Heroísmo.

Encerraram 2 663 empresas no primeiro trimestre do ano

No primeiro trimestre de 2016, encerraram 2 663 empresas em Portugal, um registo provisório, mas que corresponde a menos de um terço (-33%; -1 325 encerramentos) do número de encerramentos ocorridos no primeiro trimestre do ano anterior.

No acumulado dos últimos 12 meses, desde abril de 2025 até final de março de 2026, encerraram 13 929 empresas, uma descida de 12% face aos 12 meses anteriores (-1 831 encerramentos). Esta análise ao acumulado dos últimos 12 meses minimiza o desfasamento temporal que se tem vindo a verificar entre a data efetiva de dissolução da empresa e a data da respetiva publicação, permitindo leituras mais fidedignas.

A descida do número de encerramentos dos últimos 12 meses foi transversal a todos os setores de atividade e regiões, destacando-se o setor do Retalho (-19%; -408 encerramentos). Contudo, há algumas atividades que registam aumento neste período, entre elas o Retalho não especializado por correspondência ou via Internet (+270%; +119 encerramentos) e a Fabricação de calçado (+47%; + 40 encerramentos).

Insolvências aumentam 3,1%

Registaram-se 531 empresas com novos processos de insolvência no primeiro trimestre de 2026, mais 3,1% (+16 insolvências) do que no primeiro trimestre de 2025, contrariando a tendência de descida que se verificou no ano anterior.

Contudo, este aumento verificou-se em apenas metade dos setores de atividade, destacando-se a Construção (+27%; +15 insolvências) e as Atividades imobiliárias, que duplicaram o número de empresas com novos processos de insolvência (+100%; +11 insolvências).

NOTAS
Fonte de dados: publicações de atos societários efetuados no portal Citius do Ministério da Justiça até 02 de abril de 2026.
Universo: entidades com sede em Portugal, sob as formas jurídicas de sociedades anónimas, sociedades por quotas, sociedades unipessoais, entidades públicas, associações, cooperativas e outras sociedades (não inclui empresários em nome individual).
Constituições: entidades constituídas no período considerado, com publicação de constituição no portal de atos societários do Ministério da Justiça.
Encerramentos: entidades extintas no período considerado, com publicação de extinção no portal de atos societários do Ministério da Justiça (não são consideradas as extinções com origem em procedimentos administrativos de dissolução).
Insolvências: entidades com processos de insolvência iniciados no período considerado, com publicação no portal Citius do Ministério da Justiça. Esta análise considera apenas os processos de insolvência de pessoas coletivas, não analisa os processos de insolvência de empresários em nome individual, de profissionais liberais ou de particulares.

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