agosto 2026 Variação referente ao mês homólogo
Nascimentos
03039
-12,3%
Encerramentos
00407
-51,7%
Insolvências
00110
-29,0%

Foram criadas 36 124 empresas desde o início do ano

  • Santarém, Porto, Coimbra, Angra do Heroísmo e Vila Real crescem na criação de empresas; Lisboa, Faro e Funchal têm as maiores descidas;
  • Encerraram quase 8 mil empresas
  • Insolvências crescem 1,3%

Entre o início do ano e o final de agosto, foram criadas 36 124 novas empresas em Portugal, o que corresponde a uma descida de 3,0% face ao mesmo período do ano passado (-1 116 constituições de empresas), um recuo que é generalizado a todos os setores, com exceção da Construção e Tecnologias da Informação e Comunicação.

De acordo com o Barómetro da Informa D&B, entre as novas empresas, 5 398 pertencem à Construção, o setor que mais aumentou este indicador em 2026 e que já é o segundo com mais constituições em termos absolutos.

Além da Construção, as Tecnologias da Informação e Comunicação é o único setor a crescer em número de criação de empresas, com +5,3% (+135 constituições).

Serviços (empresariais e gerais), Construção e Atividades Imobiliárias concentram quase dois terços das constituições de novas empresas desde o início deste ano.

Agricultura e outros recursos naturais (-27%; -353 constituições), Alojamento e restauração (-10%; -347 constituições) e Transportes (-12%; -309 constituições) registam as maiores quedas na criação de empresas.

Do ponto de vista geográfico, a maior parte dos distritos regista uma descida na criação de empresas, com destaque para Lisboa, Faro e Funchal. Contrariando esta tendência, 5 distritos cresceram neste indicador: Santarém (+4,4%; +50 constituições), Porto (+0,6%, +39 constituições), Coimbra (+2,3%; +23 constituições), Angra do Heroísmo (+21%, +22 constituições) e Vila Real (+2,9%; +12 constituições).

Encerraram quase 8 mil empresas

Encerraram 7 802 empresas desde o início do ano. No acumulado dos últimos 12 meses, desde julho de 2025 até final de agosto de 2026, encerraram 14 483 empresas em todo o país, uma descida de 7,8% face aos 12 meses anteriores.

A descida do número de encerramentos dos últimos 12 meses foi transversal a todos os setores de atividade, destacando-se os setores dos Serviços Empresariais e o Retalho. Apenas o setor dos Transportes regista uma subida, ainda quede apenas 1,0%.

A análise ao acumulado dos últimos 12 meses minimiza o desfasamento temporal que se tem vindo a verificar entre a data efetiva de dissolução da empresa e a data da respetiva publicação, permitindo leituras mais fidedignas.

Insolvências crescem 1,3%

Nos primeiros oito meses de 2026, registaram-se 1 327 empresas com novos processos de insolvência, o que corresponde a mais 1,3% do que no mesmo período do ano anterior. As maiores subidas verificaram-se nos setores das Atividades imobiliárias (+100%; +32 novas insolvências), Alojamento e restauração (+15%; +20 novas insolvências) e Serviços gerais (+18%; +14 novas insolvências), em especial na região da Grande Lisboa.

Entre os setores que descem, destacam-se a Agricultura e outros recursos naturais (-40%; -17 novas insolvências) e os Serviços empresariais (-12%; -16 novas insolvências).

NOTAS

Fonte de dados: publicações de atos societários efetuados no portal Citius do Ministério da Justiça até 04 de setembro de 2026.

Universo: entidades com sede em Portugal, sob as formas jurídicas de sociedades anónimas, sociedades por quotas, sociedades unipessoais, entidades públicas, associações, cooperativas e outras sociedades (não inclui empresários em nome individual).

Constituições: entidades constituídas no período considerado, com publicação de constituição no portal de atos societários do Ministério da Justiça.

Encerramentos: entidades extintas no período considerado, com publicação de extinção no portal de atos societários do Ministério da Justiça (não são consideradas as extinções com origem em procedimentos administrativos de dissolução).

Insolvências: entidades com processos de insolvência iniciados no período considerado, com publicação no portal Citius do Ministério da Justiça. Esta análise considera apenas os processos de insolvência de pessoas coletivas, não analisa os processos de insolvência de empresários em nome individual, de profissionais liberais ou de particulares.

Aceder ao barómetro completo.

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