segunda-feira, 2 de julho de 2018

Mantém-se o crescimento da faturação no setor de alimentos congelados, apesar da queda das exportações


Evolução do Mercado


  • O valor global da faturação no setor de alimentos congelados tem mantido nos últimos anos uma tendência de crescimento, associada ao dinamismo das vendas para o exterior. Em 2017 manteve-se a tendência embora o ritmo se tenha atenuado com a queda das exportações.
  • Neste sentido, no ano 2017 as exportações atingiram 455 milhões de euros, o que supôs menos 7,7% do que em 2016 e alterando a tendência crescente iniciada em 2010. As importações, registaram uma taxa de crescimento de 2,5%, até aos 974 milhões de euros.
  • Neste contexto, o défice da balança comercial voltou a crescer significativamente, passando de 457 milhões de euros em 2016 para 519 milhões em 2017, o maior valor desde 2008.
  • Espanha mantém-se como o cliente mais importante para as empresas do setor, assumindo uma quota sobre as exportações totais de 41% em 2017. As vendas portuguesas em Espanha caíram 6,0%, até aos 188 milhões de euros. destaca-se o forte crescimento das exportações para o Brasil, (+31,1% em 2017), convertendo-se no principal destino fora da União Europeia.

Estrutura da Oferta

  • A maioria das empresas no setor de alimentos congelados são de pequena dimensão, sendo que 28 tinham em 2016 um quadro de pessoal superior a 50 trabalhadores e unicamente três empregavam mais de 250 pessoas.
  • Os distritos de Lisboa, Porto, Braga e Viseu reúnem grande parte das principais empresas do setor. Metade das 40 maiores empresas em termos de receitas totais estão sediadas num destes quatro distritos.
  • O volume de emprego deste grupo de 40 principais empresas era em 2016 de 5.951 trabalhadores, mais 6% do que em 2015, ano no qual experimentara um crescimento de 9,1%.

Dados Gerais, 2017