quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A procura do transporte rodoviário de mercadorias acelera o seu crescimento

A procura do transporte rodoviário de mercadorias no mercado ibérico apresentou um comportamento positivo em 2016, continuando a tendência observada no biénio 2014-2015, num contexto económico favorável.

O volume de negócios global do setor registou em 2015 um aumento de 1,7%, situando-se nos 16 120 milhões de euros. No mercado espanhol o aumento foi de 1,9%, para 13 450 milhões de euros, enquanto em Portugal a taxa de variação foi de 0,8%, ascendendo a 2670 milhões de euros.

Saliente-se o dinamismo da procura associada ao transporte internacional, nomeadamente em Espanha, onde as operações de transporte com origem ou destino no estrangeiro geraram receitas para as empresas do setor de 2845 milhões de euros, com um crescimento de 6,4% face a 2014. Em Portugal o valor ascendeu a 1345 euros, o que corresponde a um aumento de 1,1%.

A melhoria da atividade industrial e empresarial, juntamente com a evolução positiva do comércio externo em ambos os países continuaram a promover a atividade do setor em 2016. No final de deste período é estimado um volume de negócios de 16 460 milhões de euros, o que representa um crescimento de 2,1% face a 2015.

A redução dos preços dos combustíveis, pelo seu turno, atenuou a pressão sobre as margens provocada pela intensa concorrência de preços, favorecendo uma melhoria dos indicadores de rentabilidade.

O setor está constituído por um elevado número de empresas de dimensão reduzida, contribuindo para uma considerável atomização da oferta.


Em 2015 operavam cerca de 111 300 empresas, das quais 103 600 localizadas em Espanha e as restantes 7700 em Portugal. O parque de veículos de transporte público rodoviário de mercadorias, pelo seu lado, conheceu um crescimento, registando um total de 345 178 unidades no conjunto do mercado ibérico (excluindo os veículos ligeiros em Portugal).

Ambos os países apresentam uma reduzida dimensão média das frotas - três veículos por empresa. A atomização da oferta também se reflete nas quotas de mercado dos principais operadores. Assim, em 2015, os cinco principais do conjunto do mercado ibérico detinham, somente 11% do volume de negócios total enquanto a quota de mercado conjunta dos dez principais, era de 17,5%.

Dados gerais, 2015