sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Setor da Construção Recupera em 2015 após treze anos de quebras


Em 2014 a atividade do setor português da construção manteve a tendência descendente, ainda que a evolução tenha sido menos negativa do que no biénio 2012-2013. Neste contexto, o valor da produção foi de 11 301 milhões de euros, o que significa menos 4,5% do que em 2013, ano em que a quebra foi de 15%.

A construção residencial foi o segmento que registou pior comportamento, com a produção a apresentar quebras de 10%. O número de fogos concluídos sofreu uma redução de 54,4%, situando-se abaixo das 9500 unidades, com todas as zonas geográficas a registar variações negativas.

No que diz respeito ao segmento da construção não residencial, o valor da produção caiu 5,7%, devido principalmente ao comportamento negativo da componente publica. (-11%).

A engenharia civil foi o segmento mais importante do setor em 2014, tendo gerado um volume de negócios ligeiramente acima dos 5700 milhões de euros, menos 1% do que em 2013.

Face ao abrandamento da procura em Portugal, a faturação no exterior dos grupos portugueses do setor da construção, incluindo filiais estabelecidas noutros países, manteve uma evolução positiva nos últimos anos, estimada em cerca de 5600 milhões de euros em 2014.

Num contexto de reativação da economia portuguesa, espera-se um ligeiro aumento da atividade no setor da construção em 2015, o que representaria uma inversão da tendência face ao observado nos últimos treze anos.

Assim, no final do referido exercício estima-se um valor da produção próximo dos 11 500 milhões de euros, o que significaria um crescimento de 1,5% face a 2014. Por seu turno em 2016, as previsões apontam para que se mantenha a tendência de recuperação da atividade.

Estrutura da oferta

No final de 2014 operavam no setor 18 902 empresas detentoras de alvará, menos 3,3% do que em 2013, enquanto em Junho de 2015 esse número caiu para 17 864. Por seu turno o número de empresas detentoras de título de registo situou-se em 29 315 no final de 2014, o que constituiu uma quebra de 4,8% face a Dezembro de 2013, tendo-se situado abaixo dos 28 500 em Junho de 2015.

Também o emprego gerado pelo setor diminuiu 4,3% em 2014, para 275 800 trabalhadores, valor que representa 6,1% do número total de trabalhadores em Portugal.

Nos últimos anos observou-se uma tendência de concentração empresarial. Em 2014, a quota conjunta de produção das cinco principais empresas rondou os 20%.

Dados Gerais, 2014