terça-feira, 20 de outubro de 2015

Recuperação do setor de agências de viagens consolida-se


O volume de negócios agregado dos operadores turísticos e agências de viagem portuguesas registou um ligeiro crescimento em 2014, num contexto de recuperação moderada da economia e do consumo privado, após vários anos de tendência decrescente, reflexo da redução das despesas de viagens realizadas pelas famílias, empresas e organismos publicos.

Neste contexto, as receitas dos operadores turísticos em 2014 cresceram 1,4% face à descida de 4,6% de 2013, situando-se em 295 milhões de euros. Ainda assim, este valor contrasta com o recorde de 465 milhões de euros registados em 2007. Neste mesmo período a variação média anual foi de - 6,3%.

A evolução do mercado retalhista foi semelhante. O volume de negócios das agências de viagens alcançou os 1475 milhões de euros em 2014, valor que representou uma subida de 1% face ao ano anterior em que tinha registado uma quebra de 3,3%. A variação média anual entre 2007 e 2014 foi de - 4,6%.

A curto e médio prazo estima-se uma consolidação da tendência de recuperação do mercado dos operadores turísticos e agências de viagens iniciada em 2014, num cenário de retoma da atividade económica e melhoria progressiva da procura turística.

Assim, é espectável que o volume de negócios dos operadores turísticos feche 2015 com um aumento situado entre 2% e 3%, o que teria como resultado 302 milhões de euros. Pelo seu lado, o valor das vendas das agências de viagens apresentará um aumento de cerca de 2%, para os 1505 milhões de euros.

A entrada de novos concorrentes e a tendência de deslocação da procura dos canais tradicionais para os canais virtuais são outras das tendências relevantes no setor de operadores turísticos e agências de viagens.

Neste cenário, é expectável que continue o processo de redimensionamento do setor, a cessação de atividade de pequenas empresas, o reajuste da dimensão das grandes redes de agências, e as operações de compra e fusão entre empresas.

Os cinco maiores grossistas representavam em 2014 mais de 60% do volume de negócios total, enquanto a quota conjunta dos cinco principais operadores no mercado retalhista se situou em 39%.