sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Atividade do setor imobiliário mantém-se em queda em 2014


Em 2014 o número de fogos concluídos em construções novas situou-se abaixo das 9.500, o que representa um decréscimo de 54% face ao número registado em 2013 e de 92% em comparação com o máximo atingido no ano de 2002.

O excesso de oferta no mercado residencial e a reduzida procura, em consequência do elevado endividamento das famílias e da taxa de desemprego, serão duas razões que continuam a limitar a evolução da atividade no mercado imobiliário português.

No que respeita aos fogos licenciados em construções novas para habitação, é de salientar que também este número contraiu. Registaram-se cerca de 6.800 fogos licenciados em 2014, menos 8% do que no ano anterior.

Quanto a taxas de ocupação, observa-se uma recuperação no mercado não residencial, permitindo a estabilização das rendas de arrendamento.


Estrutura da oferta

  • Em 2013 existiam mais de 16.200 empresas dedicadas à compra e venda de bens imobiliários, sendo que 37% se concentravam na zona de Lisboa e 34% na zona Norte de Portugal.

  • O número de sociedades com atividade de arrendamento de bens imobiliários atingiu perto de 2.800. Neste segmento verifica-se também uma notável concentração geográfica da atividade, de forma que as zonas de Lisboa e Norte contêm 39% e 29% do total de empresas, respetivamente.

  • Por outro lado, o volume de emprego gerado pelo setor tem mantido uma tendência de decréscimo nos últimos anos. Em 2013 havia 27.800 trabalhadores a trabalhar no setor, enquanto em 2008 se contavam 33.100.

Dados Gerais, 2014