quarta-feira, 15 de abril de 2015

Restauração recupera em 2014 após cinco anos de perdas


O volume de negócios no setor português da restauração situou-se nos 3600 milhões de euros em 2014, o que representa um aumento de 1,1% face a 2013, ano em que se tinha verificado uma quebra de 6,3%. As previsões apontam para que o valor do mercado da restauração continue a aumentar a curto prazo, estimando-se para o final de 2015 um valor de 3700 milhões de euros, o que representa 2,8% acima do verificado em 2014.

O crescimento registado em 2014 põe termo a uma trajetória de cinco anos consecutivos de quebras. Assim, entre 2008 e 2013 o setor da restauração perdeu 32% do seu valor devido ao forte corte da despesa das famílias e das empresas portuguesas e à intensa concorrência em preços existentes no setor.

O segmento de comida rápida apresenta o melhor comportamento, favorecido pela sua competitividade no preço e pelas mudanças nos hábitos alimentares da população. Em 2014 as vendas deste tipo de estabelecimentos registaram um crescimento de 4,2%, situando-se nos 693 milhões de euros, face aos 665 milhões do exercício anterior. As vendas de hamburguerias cresceram 5,7%, favorecidas pelo auge das hamburguerias gourmet. Outros formatos que tiveram uma evolução positiva foram os restaurantes de comida rápida portuguesa e asiática.

A oferta do setor apresenta um alto grau de fragmentação, predominando os operadors independentes e de pequena dimensão. Contudo, verifica-se uma tendência de concentração empresarial, impulsionada pelo avanço das cadeias principais, tanto de comida rápida como de restauração informal, que aumentaram a sua participação no mercado nos últimos anos.

Em 2013 operavam em Portugal 28 294 empresas gestoras de estabelecimentos de restauração, cerca de menos 3000 do que as existentes em 2008. Estas empresas geraram um volume de emprego de cerca de 113 000 trabalhadores em 2012, com uma média de 4 empregados por empresa.

Lisboa concentra o maior número de operadores, com pouco mais de 30% do total, seguida pelas zonas Norte e Centro, com 26% e 19% respetivamente. Na região do Algrave, localizam-se 13% do número total das empresas gestoras.

Os cinco principais operadores do setor por volume de negócios detinham em 2014 uma quota de mercado conjunta de 9%, enquanto a dos dez principais se situava nos 12%. No mercado de comida rápida, a concentração é superior, detendo as suas cinco principais empresas uma participação de 43%.

Dados Gerais, 2014
        a) empresas inscritas em 2013 com o código CAE 5610

        Fonte: Estudo Setores Portugal de DBK: "Restaurantes"