segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Setor de tintas e vernizes continua a recuperar



Estima-se que o valor de mercado do setor tenha atingido, no final de 2014, os 355 milhões de euros, o que representa um crescimento próximo dos 3% em relação ao exercício anterior. Destaca-se o aumento das vendas de tintas para a indústria, que ronda os 4%. O segmento de tintas para a construção, decoração profissional e bricolage também apresentou uma variação positiva, sustentada pela recuperação do consumo privado e do  crescimento da atividade de reabilitação e remodelação de edifícios.

As previsões macroeconómicas a curto-prazo apontam para a manutenção da tendência de crescimento moderado do consumo e da produção industrial em Portugal, o que incidirá positivamente nas vendas de tintas e vernizes. Neste contexto, é expetável uma melhoria da rendibilidade do setor nos próximos meses, beneficiando ainda do previsível bom comportamento dos preços das matérias-primas.

A inversão da tendência descendente do mercado iniciou-se em 2013, ano em que se registou um crescimento de 1,5% em relação a 2012, após as fortes quebras registadas nos anos anteriores. Nesse exercício, as vendas ascenderam a 345 milhões de euros, correspondentes a um volume de 141 500 toneladas.
Em Dezembro de 2012 havia 124 empresas fabricantes de tintas, vernizes, colas e outros produtos similares a operar em Portugal. O volume de  emprego gerado por estas empresas rondava os 3100 trabalhadores, com uma  média de 25 pessoas por empresa.


A região Norte concentra a maior parte dos fabricantes, representando cerca de 40% do total nacional, seguida pelas regiões Centro e Lisboa.
No setor predominam as pequenas e médias empresas familiares, das quais 72% tinham menos de dez empregados em 2012, e somente onze empregavam mais de cinquenta trabalhadores. No grupo de empresas de maior dimensão, destaca-se a presença de filiais das principais multinacionais europeias e norte-americanas da indústria de tintas.


O grau de concentração da oferta setorial aumentou significativamente, tendência que se viu reforçada após a cessação de atividade de alguns fabricantes de menor dimensão. Os cinco principais players tinham em 2013 uma quota de mercado conjunta de 51%, representação que se eleva para 64% ao considerar os dez principais.