terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Mercado de manutenção de edifícios poderá começar a crescer em 2015


O valor do mercado de manutenção de edifícios e instalações registou descidas sucessivas desde 2009, num contexto de crise económica e forte contração da atividade nos setores industriais e, sobretudo, na construção.

As previsões do final de 2014 apontam para que esse exercício ainda verifique uma descida da faturação (-1,2%), situando-se nos €1280 milhões. Em 2015 esta tendência poderá inverter-se, com um crescimento estimado de 2,3%, alcançando os € 1310 milhões.

No exercício de 2013, a faturação setorial caiu 3,4%, situando-se nos 1295 milhões de euros, cerca de menos 200 milhões em relação ao máximo alcançado em 2009.

O segmento da maquinaria industrial destaca-se como o mais importante, detendo cerca de 21% do volume de negócios total em 2013. Este segmento gerou receitas de 270 milhões de euros nesse ano, aproximadamente menos 5% do que em 2012.

Segue-se a área de manutenção de instalações elétricas e iluminação que, com um negócio de 265 milhões de euros, detinha 20,5% do valor das vendas totais do mercado.

Por sua vez, a manutenção de edifícios e outros equipamentos de elevação, rondou os 15% da faturação total. Os restantes serviços detinham uma participação conjunta de cerca de 44%, destacando-se os serviços de manutenção das instalações de climatização, canalização e saneamento, e dos sistemas de deteção e alarme de incêndios.

A débil recuperação económica em Portugal, que se traduz numa forte pressão sobre os preços dos serviços e a manutenção das políticas de contenção de custos por parte das empresas e instituições públicas constituem a ameaça principal que os operadores do setor enfrentam.

No setor convivem pequenas empresas especializadas em determinados serviços, com âmbito de atuação local, e operadores de grande dimensão que cobrem grande parte do território. A atomização da oferta reflete-se  nas reduzidas quotas de mercado dos principais operadores. Neste contexto, em 2013, os cinco principais detinham uma participação conjunta de 13%, percentagem que se aproximou dos 20%, quando considerados os dez maiores.

Nos próximos anos continuará a aumentar a centralização dos serviços auxiliares num único fornecedor, o que irá favorecer a contratação de empresas de facility management e de grupos de multisserviços.

A prestação de serviços relacionados com a eficiência energética de edifícios e instalações e a internacionalização da atividade apresentam-se como oportunidades de crescimento para as empresas do setor.

Dados Gerais, 2013