segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Actividade no sector imobiliário mantém tendência de descida


O volume de negócio no sector imobiliário português tem sido penalizado nos últimos anos pelo excesso de oferta no mercado residencial e a escassez da procura, como consequência do elevado endividamento das famílias, o crescimento do desemprego e o endurecimento das condições de financiamento.

O número de fogos concluídos em construções novas situou-se em 2013 nos 18.859, uma descida de 32% face a 2012. Desde o máximo contabilizado em 2002, ano em que se finalizaram pouco  mais de 125.000 fogos, esta variável tem mantido uma contínua tendência de descida. Em todas as zonas geográficas de Portugal registaram-se fortes quebras no número de fogos terminados, destacando-se as do Algarve (-63%) e do Alentejo (-41%).

Em 2013 também se alongou a evolução negativa do número de fogos licenciados em construções novas para habitação, que se situou nos 7.565, experimetando pelo terceiro ano consecutivo um retrocesso acima de 30%.

Destaca-se também o aumento das taxas de desocupação no mercado não residencial, o que tem motivado uma contração dos preços.

Em 2012 operavam em Portugal perto de 16.250 empresas dedicadas à compra e venda de bens imobiliários, cerca de menos 100 do que em 2010 e existiam perto de 2.700 operadores com actividade de arrendamento imobiliário, valor que, no biénio 2011-2012, manteve uma moderada tendência de subida.

Observa-se uma notável concentração geográfica da actividade, tanto da compra e venda de imóveis como de arrendamento, sobressaindo a zona de Lisboa com cerca de 40% das empresas de ambos os segmentos. Segue-se a Zona Norte, com uma participação de quase 35%, à frente da zona Centro e do Algarve.

O volume de emprego gerado pelo sector reduziu significativamente nos últimos exercícios. Em 2012 situou-se ligeiramente abaixo de 28.500 trabalhadores, face a 31.470 do ano 2010 e 33.140 de 2008.