quinta-feira, 3 de julho de 2014

Facturação no sector dos operadores logísticos subiu 2,8% em 2013


A crescente externalização das actividades de armazenamento, manipulação e transporte de mercadorias por parte do tecido empresarial fez com que, em 2013, o volume de negócios dos operadores logísticos crescesse, apesar da conjuntura económica desfavorável. Neste contexto, a facturação dos operadores logísticos em Portugal derivada da prestação de serviços de armazenamento de mercadorias e de manipulação, transporte e distribuição das mercadorias armazenadas aumentou 2,8% em 2013, situando-se nos 470 milhões de euros.

A introdução de novos serviços de maior valor acrescentado, o dinamismo do comércio electrónico e a crescente internacionalização da actividade das empresas portuguesas são importantes factores que impulsionaram a facturação do sector.

Atendendo ao tipo de actividade, o armazenamento e as operações de armazém perderam algum peso no volume de negócios total em 2013, representando 50%, o que equivale a 235 milhões de euros. Os restantes 50% corresponderam a operações de transporte associadas às mercadorias armazenadas, segmento que registou um crescimento de 3,5%.

A curto prazo, manter-se-á a forte pressão sobre as tarifas e as margens. De assinalar, no entanto, a moderação do preço dos combustíveis, factor que terá uma incidência positiva na realidade do sector.

A logística do frio, de produtos electrónicos, a logística inversa e os serviços de comércio electrónico manterão crescimentos superiores à média do mercado, pelo que os operadores continuarão a desenvolver soluções específicas para estes segmentos.

O sector caracteriza-se pelo elevado grau de concentração da oferta, com um reduzido número de empresas a operar. De destacar a presença de grandes grupos multinacionais com actividade nos mercados de transporte de mercadorias e logística, nomeadamente de origem espanhola, francesa, britânica, alemã, holandesa e norte-americana.

Em 2013 existiam em Portual cerca de 80 operadores logísticos. Nos últimos anos assistiu-se à entrada de algumas empresas de pequena dimensão, embora esta tendência tenha sido compensada por diversas operações de concentração.

O alto grau de concentração da oferta no sector reflecte-se nas quotas de mercado dos principais operadores. Os cinco principais operadores representavam, em 2013, 38% do volume de negócios total, percentagem que se eleva para 57% se forem considerados os dez principais.