sexta-feira, 27 de junho de 2014

Volume de negócios das residências de terceira idade sobe em média 10% por ano desde 2006


Nos últimos anos tem-se observado um aumento da procura de serviços assistenciais para a terceira idade em Portugal, como consequência da crescente incorporação da mulher no mercado de trabalho e do progressivo envelhecimento da população. Assim, o volume de negócio das residências (excluindo as que não têm fins lucrativos) tem mantido uma tendência de subida, situando-se nos 150 milhões de euros em 2013, 5,6% acima do verificado em 2012 e representando uma variação média anual de cerca de 10% desde 2006.

No curto prazo prevê-se que a facturação sectorial continue a crescer, estimando-se para o fim de 2014 uma variação de 5-6%.

Em Março encontravam-se em actividade 2.187 residências para a terceira idade, das quais 638 eram propriedade de entidades lucrativas, correspondendo o resto a entidades não lucrativas. Neste último grupo destaca-se a importância das residências pertencentes às Misericórdias, com 474 lares.

A capacidade total situou-se nessa data em cerca de 85.000 lugares, correspondendo a uma média de 39 lugares por centro. O número de lugares em residências não lucrativas elevou-se até quase 67.000, 79% do total, enquanto que a capacidade das residências lucrativas estava ligeiramente acima de 17.500 lugares. O distrito de Lisboa é o que conta com maior número de centros lucrativos, 198 em Março de 2014, 31% do total, à frente de Porto, Setúbal e Leiria, com entre 70 e 80 residências, cada.

O sector caracteriza-se pela atomização empresarial, sendo que as cinco primeiras empresas reuniram em 2012 uma quota de mercado conjunta de 19,7%, enquanto a quota das dez primeiras ficou perto de 25%.