quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Empresas transitárias facturaram €1390 milhões em 2013


O volume de negócios agregado das empresas transitárias em Portugal apresenta uma tendência de crescimento moderado nos últimos anos, em consequência da evolução positiva do comércio exterior, da deslocalização da produção e da externalização crescente das actividades logísticas no tecido empresarial do país. Importa ainda assinalar a forte pressão sobre os preços motivada pela reduzida diferenciação de serviço e a forte concorrência entre os operadores.

Neste contexto, a facturação do sector ascendeu a 1390 milhões de euros em 2013, representando mais 0,7% do que em 2012 e uma variação média anual de 1,1% face ao exercício de 2010.

A lenta recuperação da economia portuguesa constitui a principal ameaça que o sector enfrenta, prevendo-se a manutenção da pressão sobre as margens a curto prazo.

Contudo, espera-se uma aceleração moderada do ritmo de crescimento da facturação sectorial nos anos 2014-2015. Estimam-se taxas de variação de cerca de 1,5% e 3,5% em 2014 e 2015, respectivamente, até atingirem neste último exercício um valor próximo dos 1460 milhões de euros.

Entre as oportunidades destaca-se o incremento previsto do comércio mundial, nomeadamente nas economias emergentes de África, América e Ásia, e a moderada melhoria da economia em alguns países do espaço europeu.

Em Junho de 2013 operavam no sector 322 empresas, tendo contribuído para a criação de um volume de emprego na ordem dos 6000 trabalhadores. Cerca de 80% das empresas localizam-se nos distritos de Lisboa e Porto.

Predominam os operadors de pequena dimensão, pelo que cerca de 70% facturaram menos de cinco milhões de euros em 2012, representando conjuntamente um pouco mais de 15% da facturação total. Somente dezanove empresas empregam mais de 50 pessoas, gerando mais de 40% do volume de emprego global.

A presença de capital estrangeiro é relevante, destacando-se as filiais de grupos espanhóis, alemães, holandeses e franceses. A quota de mercado conjunta das empresas participadas maioritariamente por acionistas estrangeiros situa-se acima dos 40%.

O grupo das cinco principais empresas so sector, composto por três estrangeiras e duas portuguesas, concentrou 21,6% das vendas totais em 2012, participação que atingiu os 36,2% se forem consideradas as dez principais.