quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Sector das Tintas ressente-se da crise da indústria e da construção


O volume do mercado português de tintas e vernizes registou uma descida de 15% em 2012, intensificando-se a tendência negativa observada em exercícios anteriores. Assim, o valor das vendas em Portugal situou-se nos 340 milhões de euros, correspondendo a um volume de negócios de 140 000 toneladas.

A maior descida correspondeu às venda de tinta para a construção, decoração profissional e bricolage, que perderam 20,5%, cifrando-se em 205 milhões de euros. O mercado de tintas para a indústria, por seu lado, situou-se nos 135 milhões de euros, cerca de 5% menos do que em 2011.

Neste contexto de abrandamento das vendas tanto no mercado interno como no externo, a produção nacional foi de 278 milhões de euros, representando uma descida de 20,6% face a 2011.

No final de 2013 estima-se uma redução do valor do mercado de cerca de 6%, cifrando-se o seu resultado em 320 milhões de euros. Em 2014 espera-se uma evolução menos desfavorável das evndas, embora se mantenha a tendência decrescente, prevendo-se uma quebra de 1 a 2%.

A redução do número de fogos concluídos e o comportamento desfavorável da construção não residencial continuam a afectar o valor do mercado de tintas para a construção, decoração profissional e bricolage, para o qual se estima uma contração próxima dos 7% em 2013. As vendas de tintas para a indústria, pelo seu lado, registaram no final deste exercício uma quebra próxima dos 4%, situando-se nos 130 milhões de euros.

Quanto ao número de empresas fabricantes de tintas, vernizes, colas e outros produtos similares em Portugal era de 131 em Dezembro de 2011. Nos últimos exercícios o número de operadores apresentou uma tendência descendente.

A região Norte concentra a maior parte das empresas, com uma quota sobre o total superior aos 40%. Seguem-se as zonas Centro e Lisboa, com posições de 32% e 24% respectivamente.

Entre as empresas de maior dimensão destaca-se a presença de filiais dos principais grupos multinacionais da indústria das tintas. O grau de concentração da oferta aumentou significativamente nos últimos anos, tendência que se viu reforçada após a cessação da actividade de alguns fabricantes de menor dimensão.

Os cinco principais operadores por volume de vendas no mercado interno representavam uma quota de mercado conjunta de cerca de 50%, em 2012. Esta participação eleva-se para 62% se forem consideradas as dez principais.