sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Facturação das empresas de prestação de serviços de limpeza mantém tendência decrescente


A conjuntura económica desfavorável em Portugal, caracterizada pela redução do investimento empresarial, dificuldade de acesso ao crédito e pelos sucessivos cortes na despesa pública, modelou um cenário competitivo adverso para as empresas do sector de serviços de limpeza.

Assim, após a quebra de 5,7% registada em 2012, o valor do mercado contraiu-se aproximadamente 4% em 2013, situando-se nos 475 milhões de euros.

Neste contexto, intensificou-se a concorrência entre as empresas do sector, tendo as mesmas ajustado os preços dos seus serviços com o objectivo de evitar a perda de clientes.

Em 2013 assistiu-se a uma descida adicional do volume de negócios de cerca de 1%, num contexto de lenta recuperação da economia portuguesa, pelo que o crescimento ficará adiado para 2015.

A ampliação da gama de serviços prestados, tanto de limpeza como de outros serviços complementares, assim como a adaptação às necessidades dos clientes são outras tendências a realçar no sector. Os grandes grupos continuarão a evoluir para o modelo de empresa multi-serviços.

A internacionalização da actividade apresenta-se como uma oportunidade adicional para os operadores, num cenário de atonia da procura interna.

No sector opera um elevado número de empresas, predominando as de pequena dimensão, especializadas na prestação de serviços para um determinado segmento de procura e com um âmbito de actuação local ou regional. Desde 2009 oberva-se uma redução do tecido empresarial, em consequência do desaparecimento de pequenas empresas ou da sua integração em grupos maiores. Em 2012 o sector era constituído por 3229 empresas em actividade.

Por regiões, Lisboa é a que concentra o maior número, representando 31% do total em 2011, seguida pela zona Norte, com 27%, e a região Centro, com 18%.

O volume de emprego no sector também sofreu uma redução nos últimos anos, registando em 2011 aproximadamente 58 000 trabalhadores, 5,5% menos do que no exercício anterior. Somente 33 empresas tinham mais 250 empregados em 2011, representando no conjunto 67% do emprego total.

Os cinco principais operadores representavam uma quota de mercado conjunta próxima dos 37% em 2012. Esta percentagem situa-se próxima dos 52% se forem considerados os dez principais.