sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Os envios internacionais ganham peso no sector de Correio Expresso e Serviço de Paquetes


A quebra da actividade industrial, a redução do tecido empresarial e a deterioração do consumo das famílias provocaram em 2012 uma nova descida da facturação das empresas de serviços de encomendas e correio expresso.

Observa-se, ainda, uma tendência da procura para serviços de menor preço e o aumento da oferta de transporte de baixo custo e maior prazo de entrega.

Neste contexto, o volume de negócios do sector registou uma taxa de variação negativa de 5% em 2012, situando-se nos 565 milhões de euros, face aos 595 milhões registados em 2011.

Em 2012 mantem-se a tendência decrescente das receitas, embora no final do ano se preveja uma quebra menor do que em 2012. Assim, estima-se um volume de negócios de 545 milhões de euros, valor que representa uma descida de 3,5%.

Por âmbito geográfico, o transporte nacional apresenta o pior comportamento, enquanto os envios internacionais continuam a ser favorecidos pela abertura crescente ao exterior da economia portuguesa. O negócio gerado pelo transporte internacional situou-se nos 242 milhões de euros em 2012, representando 43% do total, três pontos percentuais acima de 2010.

A melhoria dos sistemas de informação, a automização dos processos e a internacionalização são outras das tendências relevantes que marcarão a actividade das empresas a curto e médio prazo.

Os principais operadores continuarão ainda a ampliar a sua oferta de serviços para cobrirem a procura de transporte ligada ao comércio electrónico, num contexto de forte crescimento recente e previsto das vendas online em Portugal.

Em 2011 estavam registadas em Portugal na CAE 53.20 (outras actividades postais e de courier) 345 empresas. O volume de emprego gerado por este grupo de empresas tem seguido uma trajectória descendente nos últimos anos, situando-se em 2011 nos 3248 trabalhadores, menos 12,3% do que no ano anterior.

Por áreas geográficas, em Lisboa estão localizados 140 operadores, número que representa 41% do total, seguida pelas zonas Norte e Centro.

O grau de concentração da oferta aumentou nos últimos anos, em consequência da perda de competitividade das empresas mais pequenas. Os cinco principais operadores do sector representavam em conjunto cerca de 43% do volume de negócios total em 2012, percentagem que se eleva para 60% se considerarmos as dez principais.