quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O mercado de Segurança Privada cai 5% em 2013


O valor do mercado português de segurança privada registou em 2012 uma quebra de 6,5%, situando-se nos 715 milhões de euros.

A actividade de vigilância continua a ser a mais importante, com uma penetração próxima dos 70% no volume de negócios total. Contudo, este segmento também foi o que teve maior quebra em 2012, com uma taxa de variação negativa de 7,6%.

No que respeita ao segmento de sistemas electrónicos, a sua facturação registou uma quebra de 6,8%, situando-se nos 151 milhões de euros. O seu peso representa 21% no conjunto do mercado.

A actividade de transporte de valores apresentou o melhor comportamento, registando um crescimento de 3,2%, e um volume de negócios de 64 milhões de euros. A sua participação no conjunto do mercado era de 9% no mesmo exercício.

Os principais indicadores de rendibilidade do sector pioraram consideravelmente em 2012, devido à debilidade da procura e à forte concorrência existente, tendência que irá manter-se a curto prazo.

No final de 2013 prevê-se uma queda do valor do mercado de 4,9%, até situar-se nos 680 milhões de euros. O pior comportamento corresponde ao segmento de vigilância, no qual se prevê uma quebra próxima dos 6%.

Em Setembro de 2013 encontravam-se registadas no Ministério da Administração Interna (MAI) 100 empresas com alvará para prestação de serviços de segurança privada em Portugal. O distrito com maior número de empresas autorizadas é Lisboa, com 45, seguido do Porto, com 14 e Braga e Faro, com 6 empresas cada um.

Observa-se uma tendência de crescente concentração empresarial. Em 2012 os cinco principais operadores representavam cerca de 58% do volume de negócios total. Esta quota eleva-se para mais de 80% se considerarmos o grupo das dez principais empresas.

Por outro lado, alguns mercados internacionais oferecem oportunidades de crescimento para as empresas de segurança de maior dimensão. A este respeito destacam-se Angola e o Brasil, países com um forte desenvolvimento económico e nos quais está previsto um crescimento significativo do mercado de segurança privada a médio prazo.