quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O Mercado de Mobiliário de Escritório mantem a sua tendência descendente


A deterioração da procura das empresas e da Administração Pública, reflexo da conjuntura económica negativa, explica as fortes quebras nas vendas de mobiliário para escritório em Portugal durante os últimos anos. Em 2012 o seu valor situou-se nos 71 milhões de euros, menos de 23% do que no ano anterior.

O segmento do mobiliário concentrou 62% do mercado total, com um valor de 44 milhões de euros. O segmento de cadeiras representou 22,5%, com um valor de 16 milhões de euros, enquanto os 15,5% restantes -11 milhões de euros - correspondem a vendas de divisórias.

Os fabricantes concentraram as suas estratégias na abertura ao mercado internacional, de modo a compensar a deterioração do mercado nacional. As exportações cresceram 20,7% em 2012, chegando aos 70 milhões de euros, ou seja, uma propensão para a exportação de 63%.

Os países fora da UE, em 2012, cocentraram em conjunto 52,6% das exportações totais em valor. Destes, 40% correspondem a Angola, principal país de destino, cujas compras aumentaram 53,3% relativamente a 2011.

No final de 2011, o número de empresas fabricantes de mobiliário para escritório e comércio era de 160, tendo gerado um volume de emprego de cerca de 2500 empregados, ou seja, uma média de 16 trabalhadores por empresa.

O grau de concentração da oferta tende a aumentar. Em 2012, os cinco principais operadores representaram 27% do valor total do mercado, sendo de 45% a quota correspondnte aos dez principais.

As previsões apontam para uma quebra de cerca de 11% do valor do mercado interno no final do exercício de 2013, situando-se nos 63 milhões de euros.

A descida acumulada das vendas e a intensa concorrência de preços impedirá o aumento das margens de rendibilidade, o que provocará a continuação do encerramento de actividade das empresas de pequena dimensão, reforçando o grau de concentração no sector.

Os mercados de mobiliário para escritório nos países africanos de língua oficial portuguesa mantêm um forte dinamismo, representando a principal via de crescimento nos mercados externos para os fabricantes portugueses.