quarta-feira, 9 de outubro de 2013

As vendas de produtos ópticos continuam em queda em 2013


A debilidade da procura e as contínuas promoções e ofertas lançadas pelos operadores do sector provocaram uma redução das vendas próxima dos 12% no período 2008-2012.

A conjuntura desfavorável motivou igualmente um aumento da cencentração da oferta das principais cadeias que foram ganhando quota face aos estabelecimentos independentes, graças à sua maior solidez financeira e à capacidade para ajustar os preços dos seus produtos. A facturação agregada das 20 principais cadeias do sector foi de 360 milhões de euros em 2012, representando 94% do mercado total.

As empresas confrontam-se com um cenário marcado pela contracção do consumo e forte concorrência que obrigará à continuação das promoções agressivas de modo a incentivar as vendas. No final de 2013 estimam-se receitas de 370 milhões de euros, representando menos 3,9% do que em 2012. Para o exercício de 2014, num contexto macroeconómico um pouco mais favorável, espera-se uma estagnação da facturação sectorial.

O número de ópticas em Portugal tem vindo a assinalar uma tendência descendente desde 2008, que se acentuou nos últimos anos. Em Maio de 2013 operavam no País 1 540, das quais perto de metade estava concentrada nos distritos de Lisboa, com cerca de 340 pontos de venda, Porto (230) e Setúbal (160).

A descida do número de estabelecimentos deve-se principalmente aos efeitos da actual crise económica e à saturação de pontos de venda atingida em alguns núcleos urbanos, que provocou o aumento considerável da intensidade concorrencial no sector.

A dificuldade de financiamento de novos estabelecimentos levou algumas grandes empresas a concentrar o seu crescimento na integração de ópticas independentes já existentes, como associadas ou através de contratos de franchising.