quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A potência instalada de energias renováveis continua a aumentar

 
 A potência instalada de energias renováveis em Portugal aumentou consideravelmente nos últimos anos, registando na última década um aumento médio anual de 25%. Contudo, o ritmo de crescimento tende para um abrandamento significativo, devido às dificuldades de financiamento e aos cortes dos incentivos públicos à produção.

Em Dezembro de 2012 a potência intalada total em Portugal continental foi de 5 289 MW, ou seja, mais 244 MW do que em Dezembro de 2011.

A participação da potência instalada acumulada de energias renováveis sobre a potência total de energia eléctrica instalada atingiu os 28% em 2012, tendo aumentado cerca de um ponto percentual relativamente ao exercício precedente.

Atendendo ao tipo de energia, destaca-se a potência instalada de energia eólica, que representou 84,1% do total em 2012, chegando aos 4450 MW, ou seja, 3,5% mais do que em 2011. A energia mini-hídrica - gerada em instalações com uma potência inferior ou igual a 10 MW - ocupava o segundo lugar, com uma potência de 359 MW em 2012, representando 6,8% do total.

Entre os restantes tipos de energia destaca-se a crescente participação da solar fotovoltaica e da energia procedente do aproveitamento do biogás, as quais registaram aumentos em termos de potência instalada de 43% e 42%, respectivamente, em 2012.

No que respeita à produção de electricidade a partir de energias renováveis, situou-se nos 12 144 GWh em 2012, valor que representou 26,9% da produção eléctrica total em Portugal continental, enquanto as receitas derivadas da venda desta energia atingiram 1 274 milhões de euros, representando um crescimento de 12,5% relativamente ao exercício anterior.

A evolução do sector será condicionada, a médio prazo, pelas alterações legislativas tendentes à redução dos incentivos à produção de energias renováveis. Neste sentido,estima-se que no final de 2013 estejam ligadas à rede cerca de 5 415 MW e potência, valor que representa um aumento de 2,3% relativamente ao exercício anterior.