quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A facturação das agências de viagens diminuirão 7% em 2013


A situação económica adversa provocou nos últimos anos fortes quebras das receitas dos Operadores Turísticos e das Agências de Viagens portuguesas. Assim, a facturação das Agências de Viagens caiu 7%, em 2013, situando-se nos 1400 milhões de euros.

O aumento do desemprego e a contracção da despesa das famílias e das empresas são responsáveis pela redução substancial do orçamento destinado a viagens. Constata-se uma orientação crescente da procura para destinos de menor custo e mais próximo, assim como para estadas mais curtas.

Para além disso, o sector enfrenta uma desintermediação crescente, pelo que uma percentagem, cada vez mais alta de clientes particulares e empresariais compra directamente os bilhetes de transporte, as reservas hoteleiras e outros serviços turísticos através do site das companhias fornecedoras destes serviços.

Neste contexto, o volume de negócios das agências de viagens situou-se, em 2012, nos 1510 milhões de euros, valor que representa uma descida de cerca de 10% face a 2011. Por sua vez, a facturação dos grossistas de viagens, diminuiu aproximadamente 12%, situando-se nos 350 milhões de euros.

Os indicadores correspondentes a 2013 mostram uma descida da procura prolongada. Assim, no final do ano prevê-se que as receitas das agências de viagens sejam de 1400 milhões de euros, menos 7% do que em 2012, enquanto os operadores turísticos registarão uma quebra de 8%, correspondente a um montante de 280 milhões de euros.

O número total de agências de viagens era de 1785, em Maio de 2013, apresentando uma tendência decrescente nos últimos exercícios, devido ao encerramento de empresas e ao processo de restruturação das redes das grandes cadeias.

Observa-se uma significativa concentração geográfica da actividade, correspondendo aos distritos de Lisboa e Porto cerca de metade dos pontos de venda, em Maio de 2013. De destacar, ainda, os distritos de Faro, com 9% das agências, Aveiro e Braga com cerca de 6% cada.

O mercado grossista regista uma importante concentração da oferta, representando os cinco principais operadores cerca de 60% do volume de negócios total em 2012. Esta participação aumenta até aos 85% se forem considerados os dez principais.

A oferta no mercado retalhista, por seu lado, encontra-se algo mais atomizada, situando-se a quota de mercado agregada das cinco principais empresas, cerca dos 49%, no mesmo exercício.

A forte concorrência, a quebra da procura e as dificuldades de acesso ao crédito, estão a favorecer a internacionalização das empresas portuguesas do sector, nomeadamente para Angola e outros países emergentes de língua portuguesa.