quinta-feira, 1 de agosto de 2013

As empresas gestoras de Hospitais facturaram 1 185 milhões de euros em 2012


Segundo a DBK, filial da Informa D&B (Grupo CESCE), a facturação agregada das empresas privadas gestoras de hospitais em Portugal cresceu de forma significativa nos últimos anos, até alcançar os 1 185 milhões de euros em 2012, representando mais 12% do que em 2011, ano em que se registou uma variação de 9%.

Em destaque, está o forte aumento da receita referente à gestão de hospitais públicos, que aumentou 15% em 2011 e 45% em 2012. O volume de negócios desta actividade ascendeu a 310 milhões de euros em 2012, representando mais de 25% da receita total das empresas gestoras de hospitais.

Por seu lado, a receita da exploração de hositais privados também registou um crescimento em 2012, ainda que menos intenso do que em exercícios anteriores, alcançando os 875 milhões de euros, cerca de mais 4% do que em 2011.

No que respeita ao mercado de seguros de saúde, no biénio 2011-2012 verificou-se um abrandamento do seu ritmo de crescimento, registando-se uma variação média anual da facturação de prémios próxima dos 2%, até se situar nos 553 milhões de euros. Embora o número de pessoas seguras tenha mantido uma evolução positiva nos últimos anos, a pressão sobre os preços motivou uma redução da receita média por segurado.

Actualmente operam em Portugal cerca de 40 hospitais privados com fins lucrativos, os quais disponibilizam perto de 2 800 camas, representando uma média de 70 camas por hospital.

O sector de hospitais privados apresenta uma forte concentração empresarial. Assim, em 2012, os cinco principais operadores acumulam uma quota de mercado superior a 85%.

Os ajustamentos orçamentais do Governo afectam negativamente a receita proveniente de acordos públicos, verificando-se ainda uma maior pressão das seguradoras sobre os preços dos serviços que os hospitais privados prestam.

Apesar de tudo, o sector privado continua a apresentar perspectivas de evolução favoráveis, num contexto de aumento da população e da esperança de vida e de dificuldades do sistema de saúde público em cobrir as ecessidades de assistência com qualidade.