quarta-feira, 24 de julho de 2013

Significativa quebra da actividade no sector imobiliário


Evolução do mercado

- O excesso de oferta no mercado residencial e a reduzida procura, como consequência do elevado endividamento das famílias, o crescimento do desemprego e a redução das condições de financiamento, têm, penalizado nos últimos anos a evolução das actividade no mercado imobiliário português.

- O número de fogos concluídos em construções novas situou-se nesse exercício abaixo dos 23 000, 26% menos que em 2011 e 80% menos do máximo atingido no ano 2002. Em todas as zonas do país registaram-se descidas significativas em 2012, embora se destaquem as quebras no Algarve (-51%), Madeira (-40%) e Lisboa (-34%).

- No mercado não residencial, por sua vez, obsreva-se um aumento das taxas de desocupação, o que tem originado uma contracção significativa no arrendamento.

- No curto prazo manter-se-á a negativa evolução do mercado. O elevado stock de fogos disponíveis para venda, a tendência descendente dos preços e as altas taxas de desemprego continuarão a penalizar as vendas neste mercado, enquanto a adversa conjuntura económica tende a pressionar a procura e a descida de preços nos distintos segmentos do mercado não residencial.

Estrutura da oferta

- O sector imobiliário português caracteriza-se pela sua alta atomização empresarial. No mercado operam um elevado número de sociedades de pequena e média dimensão, orientadas principalmente para o mercado residencial, e um reduzido grupo de empresas de maior tamanho, com uma capacidade financeira e recursos que lhes permite participar também no segmento não residencial.

- Em 2011 existiam mais de 16 300 empresas dedicadas à compra e venda de bens imobiliários, concentrando-se em cerca de 37% na zona de Lisboa e 33% na zona Norte de Portugal. Por sua vez, o número de sociedades com actividade de arrendamento de bens imobiliários ascendeu a 2 619. Neste segmento verifica-se também uma notável concentração geográfica da actividade, de forma que as zonas de Lisboa e Norte contêm perto de 40% e 28% do total de empresas, respectivamente.

Dados Gerais, 2012