sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Transporte Rodoviário de Mercadorias (Mercado Ibérico)

 
Evolução do mercado

Segundo a DBK, filial da Informa D&B (Grupo CESCE), nos exercícios 2010 e 2011 o crescimento do mercado ibérico de transporte rodoviário de mercadorias rondou os 2% anuais, sustentado pelo aumento dos preços do serviço, num contexto de forte encarecimento de preço dos combustíveis.
 
O segmento de transporte internacional foi o que revelou melhor comportamento, tanto no mercado espanhol como no português, pontenciado pelo crescimento do comércio externo de ambos os países.
 
Em 2012, a tendência inverteu-se, como consequência da descida da produção industrial e da forte deterioração da actividade da construção, tanto em Espanha como em Portugal. Assim, no fecho deste exercício prevê-se um volume de negócios no conjunto do mercado ibérico de 16 550 milhões de euros, valor que representa menos 3,5% face ao ano anterior.
 
Por países, o mercado espanhol registou um comportamento menos desfavorável do que o português, reduzindo-se 2,8%, até aos 13 900 milhões de euros. A quebra em Portugal foi mais acentuada, até aos 7%, situando-se o volume de negócios nos 2650 milhões.
 
A diminuição da procura e a intensificação da concorrência entre os operadores do sector estão a provocar, num contexto de preços altos dos combustíveis, uma redução das margens de rendibilidade.
 
A curto prazo manter-se-á a tendência descendente das receitas, prevendo-se para 2013 uma perda adicional do mercado de cerca de 1%.
 
 
Estrutura da oferta
 
O excesso de capacidade de transporte originou uma redução do número de operadores nos últimos anos. Em 2011 operavam no conjunto do mercado ibérico 113 500 empresas, das quais 105 000 estavam localizadas em Espanha e as 8 500 restantes em Portugal. Neste exercício, o número total de empresas diminuiu 0,5% relativamente ao ano 2010.
 
Por seu lado, o parque de veículos de transporte público de mercadorias, era composto por 373 913 unidades (excluindo em Portugal os veículos ligeiros), o que dá uma média de 3,3 veículos por empresa.
 
Observa-se uma significativa atomização da oferta no sector, embora as empresas de maior dimensão tendam a ganhar quota de mercado. Em 2011, os cinco principais operadores do sector geraram, 8,1% do volume de negócios total, aumentando esta participação para 13,9%, se forem considerados os dez principais.
 
O mercado português apresenta uma concentração empresarial ligeiramente superior, tendo os dez principais operadores reunido nesse ano uma quota de 19,9%. Em Espanha, a participação das dez principais empresas situou-se nos 15,3%.