quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O mercado de tintas desce mais de 10% em 2012


 
Evolução do mercado

Segundo a DBK, filial da Informa D&B (Grupo CESCE), o mercado português de tintas e vernizes registou no exercício de 2011 uma quebra de 7,9%, afectado pela crise da construção e a contracção da actividade produtiva nas principais indústrias clientes, situando-se nos 375 milhões de euros.

As tintas para a construção civil, decoração profissional e bricolage foram as que registaram maior descida, com uma redução de 10,4%, situando-se nos 240 milhões de euros. Por sua vez, o mercado de tintas para a indústria, cifrou-se nos 135 milhões, registando uma perda de 2,9% relativamente ao exercício anterior, representando 36% do total.

As exportações diminuíram 7,6% nesse exercício, enquanto as importações mantiveram a tendência de crescimento observada em 2010, tendo aumentado 13,2%, alcançando os 163 milhões de euros.

Em 2012 acentuou-se a tendência descendente do valor do mercado, prevendo-se no encerramento do exercício uma quebra de aproximadamente 12%, até se situar nos 330 milhões de euros.

As previsões para 2013 apontam para uma evolução um pouco menos desfavorável das vendas, embora se preveja uma descida adicional no valor do mercado. Em 2014 é de esperar um gradual aumento da procura. 


Estrutura da oferta

Em Dezembro de 2010 existiam em Portugal 136 empresas fabricantes de tintas, vernizes, colas e produtos similares, geradoras de um volume de emprego de aproximadamente 3600 trabalhadores.

A maior parte das empresas localizava-se na região Norte, que concentra cerca de 40% do total. Seguem-se-lhe as zonas Centro e Lisboa, com participações de aproximadamente 33% e 23%, respectivamente.

Entre as empresas de maior dimensão destaca-se a presença de filiais dos principais grupos multinacionais da indústria de tintas, enquanto nas empresas de capital nacional predominam as estruturas de tipo familiar.

Nos últimos anos produziu-se um significativo aumento do grau de concentração da oferta, tendência que se viu reforçada após a cessação de actividade de alguns fabricantes de reduzido tamanho e as operações de aquisição de empresas levadas a cabo pelos grupos de maior dimensão.

Os cinco principais operadores representavam uma quota de mercado conjunta de 52%, em 2011, participação que ascende a 64% se forem considerados os dez principais.