quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Mercado de Correio Expresso e Serviço de Paquetes caiu 3% em 2011

 
Evolução da actividade

Segundo a DBK, filial da Informa D&B (Grupo CESCE), o mercado português de serviços de correio expresso sofreu uma redução de 3% em 2011, situando-se nos 590 milhões de euros, devido à quebra da actividade industrial, redução do tecido empresarial e deterioração do consumo das famílias.
 
O segmento de transportes de encomendas empresarial concentrou cerca de 62% do mercado total, com um valor de 365 milhões de euros, enquanto a actividade de transporte de encomendas industrial representou os restantes 38%, com uma facturação de 225 milhões.
 
O transporte nacional manteve nos últimos exercícios um comportamento desfavorável, tendo aumentado a participação dos envios internacionais sobre as receitas totais.
 
Neste sentido, entre os factores que tiveram uma incidência positiva na procura sectorial em 2011 destaca-se a evolução favorável do comércio externo em Portugal, nomeadamente do lado das exportações, que registaram um crescimento de 15,3%. Quanto às importações, aumentaram 1,2% no mesmo exercício.
 
 
Estrutura da oferta
 
Em 2011 existiam em Portugal 520 empresas dedicadas a outras actividades postais e de courier. O número de operadores reduziu-se nos últimos exercícios, devido à cessação de actividade de numerosas empresas de pequena dimensão, em consequência da deterioração da procura, da crescente concorrência e da falta de financiamento.
 
Lisboa e Porto concentram a maior parte das empresas do sector. A zona de Lisboa, com 207 empresas, rpresentava cerca de 40% do total em 2011, seguindo-se as regiões do Norte e Centro, com 153 e 106 empresas, respectivamente.
 
Nos últimos anos incrementou-se o grau de concentração da oferta, tendência que se acelerou devido à perda de competitividade das empresas mais pequenas. Em 2011, os cinco principais operadores totalizavam cerca de 43% do volume de negócio sectorial.
 
 
Previsões
 
desfavorável conjuntura económica continuará a afectar a actividade das empresas do sector, pelo que se manterá a elevada intensidade competitiva e a pressão sobre os preços.
 
Estima-se assim, um mercado de 545 milhões de euros em 2012, o que representa uma quebra de 8% relativamente ao exercício anterior. No ano 2013 prevê-se uma descida próxima dos 4%, até aos 525 milhões de euros.
 
Por âmbito geográfico, o mercado interno apresentará a pior evolução, pelo que o volume de negócios associado aos envios internacionais continuará a aumentar a sua participação na facturação total do sector.