sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A promoção imobiliária em Portugal continuará a diminuir em 2012




A Informa D&B divulga hoje o Estudo Sectores Portugal DBK sobre Sociedades Imobiliárias. As Sociedades imobiliárias portuguesas continuarão a enfrentar, a curto prazo, uma diminuição da procura, tanto no mercado residencial como não residencial, num contexto de deterioração da capacidade de aquisição da população, dificuldade de acesso ao crédito e conjuntura económica desfavorável. Face a esta situação, assiste-se no sector, a um forte aumento da concorrência e a uma redução do número de operadores. Estas são algumas das conclusões do Estudo Sectores Portugal publicado recentemente pela DBK, primeira empresa espanhola especializada na realização de estudos de análise sectorial e de concorrência, participada da Informa D&B, empresa do GRUPO CESCE, líder no fornecimento de informação comercial, financeira e de marketing, em Portugal e Espanha.

Evolução da actividade

Segundo a DBK, filial da Informa D&B (Grupo CESCE), o excesso de oferta no segmento residencial e a contenção da procura, como consequência do elevado endividamento das famílias, do aumento do desemprego e do endurecimento das condições de acesso ao crédito penalizaram, nos últimos anos, a evolução da actividade no mercado imobiliário português.

A produção do sector da construção no segmento da construção de edifícios acusou uma descida nominal de 10,5% em 2011, correspondendo o pior comportamento à construção residencial (-14,5%). O número de fogos terminados, pelo seu lado, situou-se abaixo dos 30 000 em 2011, contra os 124 000 de 2002. Especialmente significativas foram as descidas na Madeira (-52,5%) e nas zonas de Lisboa e Algarve.

No mercado de escritórios, a ocupação de novo espaço em Lisboa diminuiu 20,5%, em 2011, até aos 88 000 metros quadrados. No final do referido exercício, a superfície desocupada situava-se nos 541 000 metros quadrados, equivalente a 12% do stock total, mais dois pontos percentuais do que em 2008.

As taxas de desocupação também aumentaram consideravelmente no mercado dos centros comerciais, espaços industriais e logísticos e outros imóveis, o que motivou uma contracção dos preços.

O elevado stock de fogos disponíveis para venda, a tendência descendente dos preços e as altas taxas de desemprego continuarão e travar o volume de negócios no mercado residencial a curto prazo, prevendo-se para 2012 uma descida do valor da produção da construção residencial superior a 10%.

Quanto ao mercado não residencial, a conjuntura económica adversa continuará a provocar a diminuição da procura e dos preços, tanto no segmento de escritórios, como no de centros comerciais e instalações industriais e logísticas.

Estrutura da oferta

O sector imobiliário português apresenta uma considerável dispersão, em particular no sector de promoção imobiliária. No mercado não residencial operam empresas de maior dimensão e capacidade financeira, nomeadamente na promoção de centros comerciais, onde a actividade está concentrada num reduzido número de operadores.

A deterioração da conjuntura económica está a dificultar a permanência de muitas empresas no sector, contribuindo para aumentar o nível de concentração da oferta.

Em 2011 existiam em Portugal 21 632 empresas dedicadas à compra e venda de imóveis por conta própria. A maior parte concentra-se nas regiões de Lisboa e Norte, reunindo 38% e 32% do total, respectivamente. O número de empresas com actividade de arrendamento de bens imóveis por conta própria ascendia, por seu lado, a 2613.

Destaca-se no sector a presença de um elevado número de empresas integradas em grupos construtores, bem como em grupos de capital espanhol. Contudo, no contexto actual de contracção do negócio, algumas empresas espanholas saíram de Portugal ou reduziram consideravelmente a sua actividade neste mercado.