sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O sector de vending facturou 570 milhões em 2011

 
Evolução do mercado

- O mercado português de exploração de máquinas de vending situou-se nos 570 milhões de euros em 2011, valor que representa uma decida de 2,6% relativamente aos 585 milhões de 2010.
- Apesar do retrocesso registado em 2011, é de assinalar que na última década o volume de negócios manteve uma trajectória de crescimento, com um incremento médio anual na ordem dos 4-5%.
- A forte descida das vendas de cigarros e a redução do consumo privado foram as causas determinantes da quebra de receitas das máquinas de venda automática em 2011. A facturação procedente das máquinas de tabaco situou-se os 390 milhões de euros, representando aprocimadamente 68% da facturação sectorial.
- Pela sua parte, as máquinas de venda automática de bebidas quentes representaram 14% do mercado, com vendas de 80 milhões de euros. Os segmentos de bebidas frias, com 65 milhões de euros, e de alimentos sólidos, com 35 milhões, perfizeram os 18% restantes.
- Quanto ao parque de máquinas, situou-se nas 93.800 unidades, no final de 2011. As máquinas de tabaco representaram praticamente metade do total, com 46.750 unidades, seguidas das máquinas de bebidas frias, cujo parque se situou nas 22.500 unidades. As máquinas de bebidas quentes e as de alimentos sólidos representaram 16% e 11% do parque, respectivamente.
 
Estrutura da oferta
- O sector de exploração de máquinas de venda automática apresenta uma alta atomização, predominando as pequenas empresas e os independentes, que gerem um reduzido parque de máquinas. Em 2011 operavam aproximadamente umas 2500 empresas, embora se estime que somente 280 detinham um parque com mais de 25 máquinas.
- Entre as empresas com maior número de máquinas destacam os grossistas de tabaco, que introduziram o vending como um canal mais de distribuição e que, gradualmente, têm vindo a aumentar os seus parques de máquinas de venda automática. No mercado também se encontram presentes empresas fabricantes de refrescos e outros produtos alimentares comercializados através do vending, como snacks ou café.
- A quota de mercado conjunta dos cinco principais operadores do sector situou-se nos 22% em 2011, atingindo os 31%, se forem considerados os dez principais.
 
Previsões
- O prolongamento do cenário económico negativo continuará a afectar, a curto prazo, as empresas do sector, reduzindo a procura, aumentando a concorrência e penalizando as margens dos operadores.
- Neste quadro, prevê-se uma descida de 4,4% da facturação sectorial de 2012, até os 545 milhões de euros, tendência que se manterá em 2013, ainda que com uma quebra mais moderada.
- Espera-se um aumento da concentração empresarial, devido ao encerramento de actividade de pequenas empresas bem como aos processos de aquisição de empresas promovidas pelos principais operadores.