quarta-feira, 7 de novembro de 2012

700 centros comerciais no mercado ibérico



Evolução da actividade:


- A crescente externalização das actividades de armazenagem, manipulação e transporte de mercadorias por parte das empresas portuguesas favoreceu o crescimento do volume de negócios dos operadores logísticos nos últimos anos, apesar da recessão económica.
- A conjuntura económica desfavorável em Espanha e Portugal afectou negativamente o sector de centros comerciais nos últimos anos, verificando-se uma contracção da procura de espaço comercial em consequência da deterioração do consumo privado. Este facto está a provocar um aumento da rivalidade entre as empresas do sector e uma forte presão sobre os preços de arrendamento dos espaços.

 - Neste contexto, regista-se desde 2009 uma desaceleração significativa do ritmo de crescimento da oferta. Assim, e depois de ter alcançado taxas de variação anuais superiores a 7% no período 2000-2008, a área bruta arrendável no conjunto do mercado ibérico registou, entre 2009 e 2011, uma variação média anual de cerca de 2%.

 - No final de 2011, a área bruta arrendável situava-se nos 17,61 milhões de metros quadrados, mais 2,5% do que em 2010. Por países, o menor crescimento coube a Portugal, cuja área aumentou 1,8%, até atingir os 3,49 milhões de metros quadrados, enquanto que em Espanha se registou um aumento de 2,6%, totalizando 14,12 milhões de metros quadrados.

 - Relativamente ao número de centros comerciais, no final de 2011 operavam no mercado ibérico 692 estabelecimentos, localizando-se 537 em Espanha e os restantes 155 em Portugal. Em finais de 2011, as comunidades autónomas da Andaluzia e de Madrid eram as que contavam com maior número de estabelecimenos, 105 e 93 centros comerciais, respectivamente. Em termos de área, Madrid, com 2,88 milhões de metros quadrados, representava 20,4% do total em Espanha, situando-se à frente da Andaluzia, comunidade que reunia uma quota de 17,5%.

 - Em Portugal existe uma forte concentração da oferta nos distritos de Lisboa e Porto que, com 34 e 26 centros em 2011, respectivamente, reuniam neste mercado uma participação conjunta próxima dos 50% sobre a área total.


Previsões:

- As previsões a curto prazo apontam para a continuação da tendência de crescimento moderado da oferta, prevendo-se para o ano de 2012 uma dezena de aberturas no conjunto do mercado ibérico, que se aproximará dos 700 centros no final do ano.

 - No que se refere à área bruta arrendável, calcula-se que no fecho de 2012 ronde os 17,9 milhões de metros quadrados para o mercado ibérico total, representando um crescimento relativamente a 2011 inferior a 2%.

 - A quebra da ocupação continuará a afectar, a curto prazo, os preços do arrendamento de espaços, reforçando também o poder de negociação dos clientes, o que permite antecipar uma redução das margens das empresas proprietárias.

 - Entre as oportunidades destaca-se o potencial de crescimento do negócio em locais ainda pouco saturados, como municípios de média dimensão e zonas periféricas das grandes cidades. Cabe assinalar, ainda a simplificação dos trâmites para abertura de novos centros, assim como a ampliação prevista dos horários comerciais, tanto em Espanha como em Portugal.