terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vendas de produtos ópticos em Portugal diminuíram 4% em 2011

 
Evolução do mercado:
- A contracção do consumo privado, num contexto de forte recessão económica e aumento da taxa de desemprego, traduziu-se numa significativa descida das vendas a retalho de produtos ópticos em Portugal.
 
- O mercado apresenta desde 2008 uma continuada tendência de baixa, com uma descida de 3,6% em 2011. A facturação sectorial neste último exercício situou-se, assim, nos 400 milhões de euros contra 435 milhões resgistados em 2008.
- Nos últimos anos, a penetração das principais cadeias aumentou consideravelmente em consequência do encerramento de estabelecimentos independentes e da adesão de empresas às grandes centrais de compras. No exercício de 2011, as principais cadeias de óptica totalizaram uma facturação agregada próxima dos 365 milhões de euros, concentrando mais de 90% do mercado total.

- Estima-se que aproximadamente metade da população portuguesa utilize meios de correcção visual, percentagem que tende a aumentar como resultado da generalização do uso de aparelhos audiovisuais e do envelhecimento da população.

Estrutura da oferta:
- Em Maio de 2012 operavam em Portugal cerca de 1625 retalhistas de produtos ópticos, número que mantém uma tendência descendente. As ópticas estão sobretudo localizadas nos distritos de Lisboa, com 23% total, Porto, 15%, e Setúbal, 10%. Estes concentram no conjunto perto de metade do número total de estabelecimentos.

- A forte pressão sobre os preços provocada pela quebra do consumo e o difícil acesso ao financiamento externo impulsionaram a integração de ópticas independentes em centrais de compras, de modo a aumentar o poder de negociação com os fornecedores.

- O número de estabelecimentos integrados em cadeias, no mês de Maio de 2012 rondava os 1300 contra os 952 existentes em 2005. A participação  das principais cadeias sobre o número total de estabelecimentos atingiu os 79%.

- O grau de concentração de oferta aumentou consideravelmente nos último anos. Os cinco principais operadores somaram em 2011 uma participação sobre o total do mercado de 73%, percentagem que subiu para 84% se forem tidos em conta os dez principais.


Previsões:
- As previsões a curto prazo apontam para uma nova diminuição do consumo privado em Portugal, num contexto de forte crise económica e financeira, intensa redução da despesa pública e incremento da pressão fiscal.

- Neste contexto, em 2012 prevê-se uma nova descida do valor do mercado retalhista de óptica, que poderá atingir os 375 milhões de euros, menos 6% do que em 2011. As vendas de armações e de óculos de sol, nomeadamente, continuarão a ser as mais penalizadas pela conjuntura económica negativa.

- O preço continuará assim a ganhar importância como factor de concorrência, o que favorecerá o aumento da quota de mercado das grandes cadeias.